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Ibovespa abre em alta, guiado por balança comercial chinesa

Exportações e importações superam projeções do mercado; por aqui, inflação decepciona e acelera em dezembro

crescimento chinês - China - BRICs - Xanga
(Getty Images)

SÃO PAULO - Impulsionado por dados da balança comercial da China, o Ibovespa dá início ao pregão desta quinta-feira (10) em alta de 0,41%, aos 61.830 pontos, às 10h14 (horário de Brasília). Tanto as exportações quanto as importações superaram as expectativas do mercado.

Na agenda local, o destaque negativo fica por conta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Com uma alta acima do esperado em dezembro, a inflação fechou o ano em alta de 5,84%, bem acima do centro da meta do governo, de 4,5%. A inflação em dezembro, de 0,79%, foi a mais alta para um mês desde março de 2011 e, levando em conta apenas os meses de dezembro, foi o maior valor desde 2004.

Ainda por aqui, após a esperada reunião entre governo e representantes do setor elétrico, o ministro de Minas e Energia Edison Lobão voltou a afirmar que o país não enfrenta risco de desabastecimento e ainda revelou que o governo estuda medidas para evitar que o impacto da energia mais cara, por conta das usinas térmicas, seja sentido apenas pelo consumidor.

As elétricas voltam a liderar os ganhos do Ibovespa. Nos minutos iniciais, as maiores altas ficavam com as ações da Cesp (CESP6, R$ 19,83, +4,92%), Eletropaulo (ELPL4, R$ 15,24, +4,38%), Eletrobras (ELET6, R$ 10,46, +3,46%; ELET3, R$ 6,73, +2,28%) e Usiminas (USIM5, R$ 12,08, +1,51%).

China e política monetária
Mais cedo, a China revelou um salto de 14,1% nas exportações de dezembro, na comparação anual. O dado superou as estimativas do Danske Research para uma alta de 4,6%. As importações, depois de se manterem estáveis em novembro, avançaram 6,0% no último mês do ano, acima do consenso do mercado ao redor de 3,5%.

Ao analisar apenas o minério de ferro, as compras pela China saltaram 10,7%, bem acima da alta de 2,5% vista em novembro.

Daqui a pouco, às 10h45 (horário de Brasília), o mercado se volta para o BCE (Banco Central Europeu), onde será publicada a decisão de política monetária. Às 11h30 o presidente da instituição, Mario Draghi, fará uma coletiva de imprensa. Durante a tarde será a vez de dois novos membros do Fomc (Federal Open Market Committee) fazerem pronunciamentos sobre a política monetária dos EUA.

 

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