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Mais perto de abismo fiscal nos EUA, Ibovespa inicia dia em queda

Republicanos desistem de proposta de John Boehner e passam responsabilidade para Obama

John Boehner 2 - 13/12/12
(Kevin Lamarque/Reuters)

SÃO PAULO - A apenas alguns dias do fim do ano, um acordo político nos EUA parece mais distante e o Ibovespa inicia o pregão desta sexta-feira (21) em forte queda de 1,44%, aos 60.392 pontos.

Na véspera, líderes republicanos decidiram cancelar a votação do Plano B de John Boehner, por entenderem que não teria apoio suficiente. A proposta envolvia aumentar impostos para salários acima de US$ 1 milhão, mas os democratas querem que os encargos maiores sejam para salários mais baixos.

Mais cedo na semana, Obama apresentou uma proposta para elevar os impostos para salários acima de US$ 400 mil. Se nenhum acordo for feito até o fim do ano, um pacote automático de US$ 600 bilhões entrará em vigor em janeiro e deverá levar o país à recessão.

As maiores quedas do Ibovespa nesta manhã ficam para as ações da CSN (CSNA3, R$ 11,64, -3,08%), V-Agro (VAGR3, R$ 0,39, -2,50%), Usiminas PNA (USIM5, R$ 12,43, -2,43%), Embraer (EMBR3, R$ 14,01, -2,37%) e Vale ON (VALE3, R$ 41,27, -2,32%).

Em comunicado, Boehner disse que agora é responsabilidade de Barack Obama trabalhar em conjunto com o líder do Senado Harry Reid em alguma legislação para evitar o abismo fiscal. Por lá, onde o pregão regular começará às 12h30 (horário de Brasília), os investidores já se preparam para fortes perdas no mercado acionário.

Os contratos futuros norte-americanos mostram perdas de 1,32% para o S&P 500 e de 1,26% para o Dow Jones. Os do Nasdaq mostram queda de 1,36%.

Enquanto isso, Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, escreve em nota que o presidente Barack Obama vai trabalhar com o Congresso para conseguir um acordo e diz esperar por uma solução bipartidária rapidamente.

Na agenda de indicadores, às 11h30 (horário de Brasília) serão anunciadas a renda e os gastos pessoais, assim como o núcleo do PCE (Personal Consumer Expenditure), medida de inflação mais usada pelos norte-americanos, e os pedidos de bens duráveis, todos para novembro.

Um pouco mais tarde, às 12h55, o país revela a confiança do consumidor para dezembro, medida pelo Michigan Consumer Sentiment.

 

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