Em mercados / acoes-e-indices

Radar: Cteep lidera ganhos; Cesp cai; MMX dispara e Marfrig estende perdas

ALL e Triunfo anunciam a constituição da Vetria Mineração; Comgás aprova incorporação da Provence e OGX divulga níveis de produção

boi
(thinkstockphotos)

SÃO PAULO - Depois da forte alta de 1,27% na véspera, o Ibovespa chegou a cair no início do pregão, mas passou ao campo negativo e registrava às 12h31 (horário de Brasília) alta de 0,24% nesta terça-feira (4), com a atenção do mercado permanecendo no desenrolar do noticiário sobre a economia norte-americana. 

Na Europa, o foco se volta para a reunião dos ministros de Finanças da Zona do Euro, que devem discutir a criação de um supervisor único dos bancos. O encontro acontece um dia após a Grécia anunciar uma recompra de € 10 bilhões em títulos de dívida com vencimentos entre 2023 e 2042.

Eletrobras e Cteep sobem; Cesp cai
Entre os destaques no setor corporativo, um dia após as companhias do setor elétrico se pronunciarem se aceitam ou não renovarem as suas concessões de acordo com as regras estabelecidas pelo governo, as ações da Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 32,16, +5,79%) disparam e da Eletrobras (ELET3, R$ 7,55, +1,34%; ELET6, R$ 9,81, +1,87%) sobem após decidirem por renovar as suas concessões.

Em seguida, aparecem os ativos da Cemig (CMIG4, R$ 25,92, +1,97%), companhia que deixou para se manifestar se aceitam ou não os termos para as renovações dos contratos nesta terça-feira. 

Apesar de altas menos relevantes, também seguem no campo positivo os papéis da Copel (CPLE6, R$ 29,31, +0,76%), que decidiu por renovar os ativos de geração e deixar de fora os de transmissão. Já a Celesc (CLSC4, R$ 25,76, -2,42%) recua após negar renovar os seus contratos.

As ações da Cesp (CESP6, R$ 18,71, -1,53%) também registram queda, após o companhia se negar a assinar as renovações alegando que as alterações na Medida Provisória 579 propostas pelo governo não foram suficientes. Contudo, vale mencionar a forte alta dos papéis minutos antes do fechamento do pregão da véspera, após a anúncio pela não renovação dos contratos. 

MMX dispara mais de 6%
Em uma sensação de déjà vú, as ações da MMX Mineração (MMXM3, R$ 3,92, +5,38%) disparam após o controlador Eike Batista se comprometer a comprar todas as ações que não forem subscritas no aumento de capital. Assim, ele garante que a empresa será capitalizada em R$ 1,36 bilhão. 

Marfrig acentua perdas
Após recuarem 7,67% no último pregão, as ações do Marfrig (MRFG3, R$ 9,98, -6,82%) estendem as perdas nesta terça-feira.

O movimento antecipa a precificação das ações que serão ofertadas pela Marfrig, cujo resultado será apresentado após o fechamento deste pregão. Geralmente, os investidores tentam derrubar as ações na Bovespa com o intuito de deixar o preço da oferta mais baixo - tendo em vista que a precificação é feita em cima da média das cotações do ativo na bolsa.

Nova sede da Ambev terá investimento de R$ 580 milhões.
No setor de varejo, com previsão de funcionamento em 2015, Ambev (AMBV4, R$ 31,18, +0,58%) investirá R$ 580 milhões em nova sede no Paraná. A uniidade, que deve ser uma das maiores da companhia no país, terá incentivos fiscais do programa Paraná Competitivo.

Anhanguera nega oferta de ações
Além disso, diante de recente rumores, a Anhanguera (AEDU3, R$ 31,53, +0,51%) negou que exista a intenção de realizar uma oferta pública de ações. O anúncio vem após as ações da companhia fecharem o pregão anterior com queda de 2,7%, após chegarem a cair 5% no intraday, no dia em que a Estácio (ESTC3, R$ 35,50, -2,20%) protocolou pedido de análise para oferta primária e secundária de ações, buscando levantar R$ 623 milhões.

ALL e Triunfo anunciam a constituição da Vetria Mineração
Já a ALL (ALLL3, R$ 8,07, +0,25%), a Triunfo Participações (TPIS3) e a mineradora Vetorial divulgaram acordo entre seus acionistas para a constituição da Vetria Mineração, associação para criar um sistema integrado mina-ferrovia-porto. A ALL possui 50,38% do capital total e votante da Vetria, a Triunfo tem 15,79% e a Vetorial, 33,3% do capital.

Comgás aprova incorporação da Provence
Enquanto isso, o conselho administrativo da Comgás (CGAS5, R$ 55,21, +0,93%) aprovou a incorporação de sua acionista controladora Provence, afim de simplificar a estrutura societária da Cosan (CSAN3R$ 38,86, -0,36%), controladora da Comgás. Com a operação, a Cosan passa a deter participação direta na Comgás.

A Comgás realizará uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para apreciação da proposta de incorporação dia 19 de dezembro, às 10h (horário de Brasília).

OHL conclui troca de controlador e prevê oferta pública de aquisição
A OHL Brasil (OHLB3, R$ 18,85, -1,41%) tem novo controlador. A Abertis e uma controlada da Brookfield Asset Management concluíram na segunda-feira a operação para a compra da então controladora da OHL Brasil, Partícipes en Brasil.

Com o fim da operação, Abertis passa a ter 51% da Partícipes en Brasil e a Brookfield, 49%.

OGX divulga níveis de produção
Po fim, a OGX (OGXP3, R$ 4,33, -0,46%) publicou os níveis de produção testados entre 4 e 18 kbpd desde o início da produção do 1º poço, OGX-26HP - em operação desde 31 de janeiro -, e do 2º poço, OGX-68HP, em operação desde 15 de maio. 

De acordo com comunicado enviado à CVM (Comissão de valores Mobiliários) a produção média mensal em novembro dos dois poços somou 10,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). 

O terceiro poço de produção no Campo de Tubarão Azul, TBAZ-1HP, deve conectado ao FPSO OSX-1 nas próximas semanas.

 

Contato