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Ibovespa sofre vaivém no início do pregão

Pregão mais curto nos EUA traz volatilidade e baixa liquidez aos negócios da bolsa brasileira

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - A volatilidade dá o tom ao início dos negócios da bolsa brasileira nesta sexta-feira (23). O Ibovespa alterna entre leves altas e baixas e, por volta de 10h20 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava leve queda de 0,19%, aos 56.331 pontos.

Essa instabilidade é natural, uma vez que o pregão será mais curto nos EUA, por conta do "Black Friday". A liquidez dos negócios também pode ser reduzida, assim como na véspera, quando as bolsas de Nova YorK ficaram inoperantes, em função do Dia de Ação de Graças.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Embraer ON (EMBR3, R$ 14,04, -1,54%),  Petrobras ON (PETR3, R$ 19,03, -1,14%),  MMX ON (MMXM3, R$ 3,58, -1,10%),  LLX ON (LLXL3, R$ 1,84, -1,08%) e Oi ON (OIBR3, R$ 9,58, -0,93%).

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de quinta-feira em leve alta de 0,34%, atingindo 56.436 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 0,56%. O volume financeiro foi de R$ 3,44 bilhões.
 

Referênciais econômicas
Do lado econômico, as agendas norte-americana e nacional não contam com indicadores relevantes. Desta forma, os investidores avaliam números sobre a maior economia europeia: a Alemanha. Por lá, o índice de clima de negócios superou as previsões, ao subir de 100 para 101,4 entre outubro e novembro. Economistas esperavam retração para para 99,5.

Mais cedo, o Destatis confirmou que o PIB (Produto Interno Bruto) alemão cresceu 0,2% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o segundo. Em relação ao terceiro trimestre de 2011, a economia da Alemanha expandiu-se 0,9%.

Orçamento europeu
Também no Velho Continente, o Conselho Europeu prossegue com as negociações sobre o orçamento do período entre 2013 e 2020. É provável que os debates se arrastem até o fim de semana.

Na véspera, os líderes europeus não chegaram a um acordo sobre um conjunto de propostas de revisão para o novo orçamento. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou após a reunião que não acredita que a questão seja resolvida esta semana. Em conjunto com o Reino Unido, a Alemanha pede por cortes maiores no orçamento.

Rating francês
Por fim, a agência de notação financeira Standard & Poor's reafirmou o rating soberano de longo prazo da França em "AA+", com perspectiva negativa. Isso, de acordo com a S&P, significa que há pelo menos uma chance em três de a nota ser reduzida em 2013.

 

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