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Morgan Stanley tem resultado melhor que esperado no 3º trimestre

Os negócios do Morgan Stanley com gestão de fortunas também mostraram melhora, excluindo custos de integração não recorrentes

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O Morgan Stanley divulgou nesta quinta-feira (18) resultado ajustado melhor que o esperado para o terceiro trimestre, apoiado em receita de negócios com bônus, que há tempos vinham sendo um ponto de fraqueza para o banco de investimento.

O lucro de operações contínuas somou 561 milhões de dólares, ou 0,28 dólar por ação, ante 64 milhões, ou 0,02 dólar por papel no mesmo período do ano passado. Sob essa base, analistas esperavam resultado positivo de 0,24 dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. As ações do banco avançavam após a divulgação dos números.

O principal motor da alta no lucro ajustado veio com melhoras nos negócios com títulos institucionais, que inclui atividades de corretagem e banco de investimento.

O lucro antes de impostos dessas operações, excluindo ajustes de valor de dívida, somou 345 milhões de dólares, ante 37 milhões um ano antes.

Os negócios do Morgan Stanley com gestão de fortunas também mostraram melhora, excluindo custos de integração não recorrentes e compra de participação adicional em uma corretora de varejo operada em conjunto com o Citigroup. A margem de lucro ajustada antes de impostos desse negócio subiu de 11 para 13 por cento. O banco definiu meta de margem de cerca de 15 por cento para a gestão de riqueza no próximo ano.

Mas no geral, o Morgan Stanley perdeu dinheiro no terceiro trimestre por causa de um encargo contábil de 2,3 bilhões de dólares registrado para refletir aumento no valor da dívida do banco.

Incluindo essa conta, Morgan Stanley teve prejuízo de 1 bilhão de dólares, ou 0,55 dólar por ação, no trimestre.

Autoridades regulatórias dos Estados Unidos estão mudando regra que exige que os balanços reflitam mudanças nos valores de dívida de um banco. Analistas e investidores tendem a ignorar ganhos e perdas gerados por ajustes no valor de dívida porque eles variam fortemente, mas têm pouco impacto sobre os negócios diários dos bancos.

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