Em mercados / acoes-e-indices

Ibovespa consolida perdas apesar dos indicadores positivos nos EUA

Dados de serviços e do mercado de trabalho norte-americano vieram melhores do que o esperado; mesmo assim, Ibovespa chega a cair 1%

ações - bolsa - Bovespa - cotações - mercado financeiro
(Getty Images)

SÃO PAULO - Após um início de pregão volátil, o Ibovepsa consolidou uma tendência negativa nesta quarta-feira (3), mesmo com os dois indicadores norte-americanos divulgados nesta manhã terem superado as expectativas do mercado. Às 11h05 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,85%, aos 58.717 pontos, tendo chegado a cair 1,03% mais cedo.

Antes da abertura do pregão, o ADP Employment revelou nos EUA a criação de 162 mil postos de trabalho no setor privado, superior às projeções de 133 mil. O número é uma primeira sinalização de como virá o Relatório de Emprego, a ser publicado na sexta-feira. Já às 10h50, o ISM Services mostrou que o setor de serviços do país avançou de 53,7 para 55,1 pontos entre agosto e setembro, enquanto esperava-se um recuo para 53,0 pontos do indicador. Mesmo assim, o mercado brasileiro consolidou a trajetória de queda, indo em linha com os principais índices acionários norte-americanos.

Destaques negativos
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Cesp (CESP6, R$ 20,96, -3,23%), cujas ações caem forte com a notícia de que o governo de São Paulo desistiu de vender a companhia. MMX (MMXM3, R$ 4,70, -3,09%), Embraer (EMBR3, R$ 12,99, -3,06%), Cemig (CMIG4, R$ 23,62, -3,00%) e Copel (CPLE6, R$ 32,48, -2,02%) também aprecem entre as maiores perdas.

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de terça-feira em baixa de 0,58%, atingindo 59.222 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 4,35%. O volume financeiro foi de R$ 6,21 bilhões.
 

Europa e China pressionam
Enquanto os norte-americanos têm alguma sinalização positiva para a economia, o mesmo não é visto na Europa ou na China. No país oriental, o PMI (Purchasing Manager's Index) de serviços atingiu o pior nível em cerca de dois anos. Aos 53,7, o número ainda mostra expansão do setor, mas já recua sobre os 56,3 de agosto.

Já na Zona do Euro o mesmo indicador foi ligeiramente revisado para cima sobre as prévias, mas ainda assim marca um dos piores resultados em três anos. Dessa forma, o indicador composto, que compila dados sobre os setores de serviços e da indústria, sinaliza para uma economia em recessão.

Ainda por lá, depois de medidas para reduzir o déficit na Espanha, essa quarta-feira é a vez de Portugal revelar mais medidas de austeridade. A expectativa é que o ministro de Finanças Vitor Gaspar faça o anúncio nesta tarde, ao passo que a Grécia retoma as negociações com a Troika - grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) -, na tentativa de chegarem a um acordo sobre o corte de gastos.

E a crise na região continua indefinida por conta das dúvidas que rondam a Espanha, onde o primeiro-ministro Mariano Rajoy reforçou na última noite que um pedido de resgate não está iminente. Além do mais, a Moody's disse que a revisão do rating espanhol será anunciada ainda este mês, contra a estimativa anterior de concluir o processo em setembro.

 

Contato