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Noticiário externo pressiona e Ibovespa inicia semana em queda

Grécia pode ter rombo maior que o esperado, enquanto ministro de Finanças da Espanha diz que não tem pressa em pedir resgate

Bovespa - mesa - corretores - mercado financeiro
(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - Em linha com o cenário internacional, o Ibovespa inicia essa segunda-feira (24) em queda de 0,37%, aos 61.090 pontos. O teor negativo do mercado se dá após a revista alemã Der Spiegel sugerir que a Grécia possui um rombo de até € 20 bilhões, enquanto o Governo ainda negocia com a Troika - grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) - cortes de gastos avaliados em € 11,9 bilhões.

Embora a informação tenha sido negada pelo governo grego, para o ministro de Finanças da França, Jean-Marc Ayrault, o país deveria conseguir mais tempo para alcançar suas metas.

Altas e baixas
Nos primeiros minutos de pregão, o destaque negativo do Ibovespa fica por conta das ações da Embraer (EMBR3, R$ 13,56, -1,38%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 25,46, -1,16%), Bradespar (BRAP4, R$ 29,43, -1,14%), MMX Mineração (MMXM3, R$ 5,33, -0,93%) e Usiminas (USIM5, R$ 11,44, -0,87%).  

Economia melhora e taxa Selic não deve cair mais
Por aqui, mais uma medida do Governo. A Camex (Câmara de Comércio Exterior) reduziu para 2% o imposto de importação de diversos bens de capital e produtos de informática até o fim de 2014.

Enquanto isso, a Serasa Experian divulgou que a atividade econômica de julho teve o melhor desempenho em mais de um ano, ao avançar 0,4% sobre o último mês, já descontadas as influências sazonais. 

Já o semanal Relatório Focus prevê que a taxa Selic não mostrará mais nenhuma alteração neste ano, aos 7,5% ao ano. O documento, divulgado pelo Banco Central, também revela que a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) subiu para 5,35%, enquanto a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 1,57%, após sete semanas com revisões negativas.

Agora o mercado aguarda pela Nota de Mercado Aberto, um relatório do Banco Central sobre as operações realizadas no mercado aberto, também virá a público.

Noticiário europeu movimentado
A Espanha também entra em cena. O ministro de Finanças do país, Luis de Guindos, alertou no sábado que o país não irá se apressar em pedir um resgate. De Guindos ainda destacou que os bancos precisam de € 60 bilhões para eliminar ativos tóxicos de seus portfólios.

Ainda na Europa, há uma certa confusão sobre o fundo permanente de resgate, o ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização). A Der Spiegel publicou durante o fim de semana que o poder de fogo do mecanismo pode ser ampliado para € 2 trilhões. Enquanto o ministério das Finanças do país disse que essa ideia não é realista, o vice-ministro das Finanças da Alemanha confirmou que as discussões para alavancar o fundo estão em curso.

Destaque também para a piora na confiança dos empresários da Alemanha, que atingiu o nível mais baixo em cerca de dois anos e meio, conforme mostra indicador publicado pelo instituto Ifo. 

 

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