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Economia global pressiona e Ibovespa abre em queda

Após dados da indústria, investidores temem recessão na Europa e desaceleração na China; mercado de trabalho nos EUA preocupa

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Com um cenário externo bastante negativo, o Ibovespa inicia as negociações desta quinta-feira (23) em queda de 0,64%, aos 59.002 pontos. Os contratos futuros já sinalizavam para essa trajetória, mas as perdas se aprofundaram após os EUA revelarem pedidos de auxílio-desemprego acima do esperado para a semana.

Além disso, a expectativa por novos estímulos nos EUA foram ofuscados por dados desanimadores na atividade industrial na Europa e na China. Na véspera, os índices norte-americanos e o Ibovespa haviam revertido as perdas após a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee ) indicar que, caso a economia norte-americana não volte a apresentar sinais de melhoria em breve, novos estímulos devem ser anunciados.

Destaques de queda
Nos minutos iniciais da bolsa, o destaque negativo do Ibovespa fica por conta das ações da Hering (HGTX3, R$ 43,49, -3,18%), V-Agro (VAGR3, R$ 0,37, -2,63%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 24,19, -2,18%), Lojas Renner (LREN3, R$ 66,23, -2,16%) e Gerdau (GGBR4, R$ 19,25, -1,69%).  

Europa perto da recessão
Por sua vez, nesta manhã foram publicados novos sinais de pessimismo para a economia global. Na Europa, dados prévios do PMI (Purchasing Manager's Index) Composto para agosto, medido pelo HSBC, mostram pouca alteração sobre o mês anterior, sugerindo mais um mês de contração na atividade econômica. Se confirmado, esse será o sétimo mês de contração e reforça os temores de recessão para o terceiro trimestre deste ano.

Ainda por lá, o PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha, a maior economia da Zona do Euro, mostrou expansão de 0,5% no segundo trimestre. O valor se desacelera sobre os 0,3% dos três primeiros meses do ano e também acende o sinal de alerta sobre a trajetória da região.

Adormecida nos últimos tempos, a Grécia também retorna ao radar dos investidores. Em visita a Atenas, o presidente do Eurogrupo Jean-Claude Juncker alertou na quarta-feira que somente a Troika - grupo formado por Comissão Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) poderá se pronunciar - sobre o pedido para extender por dois anos o cronograma de reformas fiscais. O grupo chegará à Grécia em setembro.

China e EUA perdem força
Na China, o PMI para a manufatura registrou forte queda ao passar de 49,3 para 47,8, na mínima em nove meses. Valores abaixo de 50 indicam contração na atividade do setor. A produção industrial também preocupa, uma vez que atingiu a mínima em cinco meses após passar da expansão para a contração - a queda foi de 50,9 para 47,9.

Ainda nessa manhã, o mercado aguarda os dados de atividade industrial nos EUA, assim como os pedidos semanais de auxílio-desemprego, preço de imóveis em junho e vendas de casas novas em julho. Todos eles serão publicados até as 11h (horário de Brasília).

 

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