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Puxado por Petrobras, Ibovespa volta a fechar na sua máxima desde maio

Índice subiu 2,12%, fechando a 58.950 pontos; papéis da estatal subiram mais de 4,5%, diante da possibilidade de reajuste na gasolina

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(Getty Images)

SÃO PAULO -  Descolado do mercado internacional, o Ibovespa registrou forte alta de 2,12% nesta quarta-feira (8) e fechou aos 58.950 pontos, renovando seu maior patamar desde 11 de maio deste ano, quando fechou a 59.445 pontos. O movimento de valorização ocorreu em boa parte pelo desempenho positivo das ações da Petrobras (PETR3, +5,43%, R$ 22,14; PETR4, +4,59%, R$ 21,18), que juntas detêm o segundo maior peso no índice. O giro financeiro foi de R$ 7,11 bilhões. 

A disparada dos papéis da petrolífera ocorre em meio à possibilidade de reajuste na gasolina ainda neste ano. A afirmação foi feita pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Porém, o ministro reiterou não saber quando o reajuste ocorrerá, já que o Governo ainda avalia qual o melhor momento para que não ocorra um impacto na inflação.

Altas e baixas
Liderando os ganhos dessa quarta-feira estiveram as ações da Usiminas (USIM3, USIM5), e das construtoras, que já haviam registrarado fortes perdas na véspera. As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GFSA3 GAFISA ON 3,02 +8,24 -26,70 61,93M
 USIM3 USIMINAS ON 9,35 +7,10 -45,25 7,14M
 RSID3 ROSSI RESID ON 5,61 +6,25 -27,19 34,69M
 USIM5 USIMINAS PNA 8,25 +5,77 -18,20 126,45M
 HGTX3 CIA HERING ON 43,06 +5,67 +34,87 89,03M

Já na ponta negativa estão os papéis da Fibria (FIBR3), as ações PNB da Cesp (CESP6) e as ações da Souza Cruz (CRUZ3). Fora do índice, estiveram as ações da Unicasa (UCAS3), que despencaram 15,56%, aos R$ 11,40, após terem fechado em queda de 10% na véspera depois de reportar os resultados do segundo trimestre.  As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON 27,18 -2,93 +20,79 58,02M
 CESP6 CESP PNB 35,70 -2,59 +12,35 27,65M
 FIBR3 FIBRIA ON 15,66 -2,55 +12,91 33,72M
 UGPA3 ULTRAPAR ON 46,10 -1,54 +45,95 61,56M
 AMBV4 AMBEV PN 78,15 -0,70 +18,25 134,31M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 21,18 +4,59 778,79M 50.333 
 VALE5 VALE PNA 37,27 +0,98 507,71M 21.878 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN EDJ 34,15 +2,28 320,79M 18.172 
 PETR3 PETROBRAS ON 22,14 +5,43 298,82M 20.119 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 33,80 +1,35 227,24M 10.273 
 VALE3 VALE ON 37,93 +0,77 181,39M 10.687 
 BBAS3 BRASIL ON 23,88 +1,40 181,36M 13.726 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 6,19 +1,81 159,71M 22.608 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,78 -0,08 136,88M 14.923 
 AMBV4 AMBEV PN 78,15 -0,70 134,31M 5.350 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
 

Agenda doméstica
Vale ressaltar que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,43% em julho, contra 0,08% no mês anterior, bem acima do esperado pelos analistas, segundo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa foi a maior alta desde abril. No acumulado dos últimos doze meses, a elevação dos preços chega a 5,15%. 

Ainda na agenda econômica, dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostraram que o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) da primeira semana de agosto aumentou 1,21%. A fundação também divulgou nesta manhã que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) acelerou para uma alta de 0,40% na primeira quadrissemana de agosto, depois de encerrar julho com elevação de 0,22%.

Além disso, o Banco Central revelou que o índice de commodities, composto por uma cesta de itens na agropecuária, metal e energia, valorizou-se em 7,8% em julho, na comparação com junho. Já fluxo cambial registrou saída líquida de US$ 174 milhões na primeira semana deste mês, considerando apenas os três primeiros dias úteis. No ano, o fluxo está positivo em US$ 23,7 bilhões.

Europa e Ásia: notícias não são boas
O noticiário econômico no Velho Continente seguiu negativo nessa sessão. A Alemanha teve seu rating triplo A reafirmado pela Fitch, com perspectiva estável. Entretanto, a agência alertou que os bancos podem ter dificuldade em alcançar as exigências de Basileia III e que a possibilidade de mais desembolsos aos fundos de resgate podem levar a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) para um patamar muito alto, acima de 90%.

Enquanto isso, o banco central da França já prevê uma recessão do país no terceiro trimestre, assim como a autoridade monetária da Inglaterra revisou para baixo a projeção de crescimento no médio prazo.

Já na Ásia, as evidências de uma desaceleração econômica da China vêm gerando ecos no mercado de commodities. Os preços do minério de ferro caíram para sua mínima de dois anos e meio, pressionados pela fraca demanda da segunda maior economia do mundo.

Bolsas Internacionais
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas , fechou em leve alta de 0,06% e atingiu 1.402 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones valorizou-se 0,05% a 13.176 pontos. Por outro lado, a Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,15% atingindo 3.011 pontos.

Na Europa, o oi índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou leve alta de 0,08% e atingiu 5.846 pontos; enquanto o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt desvalorizou-se 0,03% a 6.966 pontos. Por outro lado, o CAC 40 da bolsa de Paris fechou em leve baixa de 0,44%, atingindo 3.438 pontos.

Dólar
Em meio ao bom humor do mercado, o dólar comercial fechou em queda de 0,28%, terminando a R$ 2,0222 na venda.

Renda Fixa
Os contratos de juros futuros fecharam em rumos opostos nessa data. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,28%, com queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,22%, a 129,01% do valor de face. Já o indicador de risco-País registrou queda de 4 pontos-base, aos 163 pontos ante 167 pontos no fechamento anterior.

Agenda da próxima sessão
Na agenda econômica brasileira da próxima quinta-feira (9), a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) da primeira quadrissemana de agosto. Já o IBGE revela o Levantamento Sistemático sobre a safra agrícola brasileira em toneladas referente ao mês de julho. 

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o mercado acompanha o tradicional Initial Claims, que traz o número de pedidos de auxílio em base semanal. Ainda por lá, será divulgada a balança comercial referente ao mês de junho pelo Departamento de Comércio.  Além disso, também será revelado o Wholesale Inventories de junho, contendo informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista norte-americano. 

Já na Ásia, o Japão terá a reunião do BoJ (Banco do Japão), que define a taxa básica de juros do país. Por fim, o governo chinês divulga a Produção Industrial de junho, que mede o nível de crescimento da atividade do setor no país. Também na China, será revelado o Indicador de Vendas no Varejo de junho.

 

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