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Após forte alta na sexta, Ibovespa enfrenta vaivém no início desta semana

Bolsa brasileira opera instável à espera de importantes dados sobre a economia dos EUA previstos para os próximos dias

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SÃO PAULO - Após disparar mais de 4% no último pregão, a bolsa brasileira mostra instabilidade no início desta semana. À espera de dados de peso sobre a economia norte-americana, os quais serão publicados nos próximos dias, os investidores optam por não montar grandes posições nesta segunda-feira (30). Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha leve queda de 0,01% aos 56.548 pontos, depois de já avançado 0,35% e recuado 0,33% nos minutos iniciais do pregão.

Do lado positivo, destacam-se os papéis da LLX  (LLXL3, R$ 3,02, +5,96%). Há pouco, foi confirmada a intenção do empresário Eike Batista de fechar o capital da empresa, conforme adiantado pelo Portal InfoMoney na semana passada. Também na ponta compradora aparecem Usiminas PN (USIM5, R$ 7,01, +5,73%),  MRV (MRVE3, R$ 11,30, +3,57%),  Usiminas ON (USIM3, R$ 7,80, +3,17%) e CSN (CSNA3, R$ 10,12, +2,85%).

Na sexta-feira, o benchmark da bolsa nacional teve o melhor pregão desde 9 de agosto, fechando com alta de 4,72%, aos 56.553 pontos, na esteira de declarações de novas medidas de estímulos pelo BCE (Banco Central Europeu). Com isso, o indicador acumula perdas de apenas 0,35% no ano.

Focus: mais inflação, menos indústria
Sem indicadores relevantes nesta segunda, a agenda norte-americana reserva números importantes ao longo da semana, como o Payroll (relatório de folha de pagamento, exceto agricultura), e o indicador de confiança do consumidor.

Por aqui, os investidores avaliam a aceleração do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) em julho e as indicações do Boletim Focus. O documento do Banco Central mostrou nova alta na projeção da inflação e contração maior na produção industrial deste ano. Mais tarde, também será publicada a Balança Comercial.

Bom humor europeu
No Velho Continente, o mercado acionário tem um dia positivo em meio ao otimismo de que o BCE (Banco Central Europeu) ganhará apoio de líderes políticos em um plano para conter a crise da dívida da Zona do Euro.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, sinalizou que o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), e o BCE estão se preparando para agir em conjunto, acrescentando que não "há tempo a perder" e que medidas serão tomadas nos próximos dias. A chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, François Hollande já haviam afirmado na sexta-feira que estão "decididos a fazer de tudo para proteger a Zona do Euro".

 

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