Destaques da bolsa

Ações de Multiplan caem mais de 6% e outras 3 empresas reagem a resultados; Suzano e Klabin sobem com dólar

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (30)

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ÃO PAULO – Após três dias de ganhos, o Ibovespa registrou expressiva queda, em meio ao mau humor externo com dados piores do que o esperado de pedidos de seguro-desemprego nos EUA e dados de atividade da zona do euro mostrando o impacto do coronavírus na economia.

O noticiário corporativo por aqui também foi movimentado, com destaque para a forte queda das ações do Bradesco (BBDC3, R$ 17,66, -5,91%;BBDC4, R$ 19,15, -7,22%), de cerca de 7%, após o banco registrar queda do lucro de quase 40% em meio à provisão bilionário por conta do coronavírus (veja mais clicando aqui). Outros bancos, como Itaú (ITUB4, R$ 22,77, -3,76%), Santander Brasil (SANB11, R$ 27,00, -4,59%) e o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 28,50, -3,59%) registraram queda expressiva, entre 3% e 5%, após o balanço. Multiplan (MULT3, R$ 20,89, -6,62%), que também divulgou seus números, viu seus papéis caírem fortemente e mais companhias reagiram aos resultados (veja mais abaixo).

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 18,65, -1,84%; PETR4, R$ 18,05, -0,82%), por sua vez, abriram em queda de cerca de 2%, chegaram a zerar as perdas em uma sessão de forte alta do petróleo, mas logo voltaram a cair. Tanto o brent quanto o WTI registraram ganhos de mais de 10%, com alta de mais de 20% para o WTI, em meio a cortes de produção e sinais preliminares de retomada da demanda.

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No radar de recomendações, o Bradesco BBI reduziu a recomendação para a BRF (BRFS3, R$ 19,39, -4,86%) para neutra e as ações BRFS3 caíram mais de 4%.

Por outro lado, em um cenário de alta do dólar, que subiu mais de 1% e superou os R$ 5,40, quem voltou a subir são ações de empresas exportadoras, caso de Suzano (SUZB3, R$ 39,41, +1,78%) e Klabin (KLBN11, R$ 17,81, +1,48%), que avançaram mais de 1%. O grande destaque do Ibovespa ficou com as ações da Marfrig (MRFG3, R$ 12,84, +2,64%). Confira os destaques:

Bradesco (BBDC3, R$ 17,66, -5,91%;BBDC4, R$ 19,15, -7,22%)

O Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,753 bilhões no primeiro trimestre de 2020, uma baixa de 39,8% na comparação com igual período do ano passado, em meio à provisão de R$ 2,7 bilhões para absorver perdas com o aumento da inadimplência esperado com a crise do coronavírus. O lucro contábil foi de R$ 3,382 bilhões, recuo de 41,9%.

Com essa queda do lucro, o retorno sobre o patrimônio caiu de 20,5% no primeiro trimestre de 2019 para 11,7% nos primeiros três meses deste ano.

O Bradesco diz que reconheceu, adicionalmente, R$ 2,7 bilhões no trimestre, que se soma à parcela pré-existente de R$ 2,4 bilhões, reservada para possíveis perdas em cenário econômico adverso,
totalizando provisão de R$ 5,1 bilhões.

Segundo a instituição, as provisões foram reforçadas como consequência do cenário econômico adverso que poderá resultar no aumento do nível de inadimplência em meio à da falência de empresas, elevação do desemprego e degradação do valor das garantias.

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O Bradesco registrou R$ 6,708 bilhões em despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD), no critério expandido, incluindo baixas contábeis de títulos financeiros, para se proteger do impacto do coronavírus sobre clientes, alta de 86,1% frente igual período de 2019 e 68,5% acima frente ao quarto trimestre daquele ano.

A margem financeira do banco, por sua vez, subiu 2,9% frente o primeiro trimestre do ano passado e somou R$ 14,5 bilhões. Já os ativos totais somaram R$ 1,49 trilhão, alta de 7,1% na base de comparação anual.

A carteira de crédito expandida foi de R$ 655,09 bilhões, alta de 17% na base anual. A alta foi liderada pelas operações com pessoas jurídicas com o aumento da demanda de grandes empresas no início da pandemia, de R$ 415,880 bilhões, crescimento de 6,6% em três meses e de 15,6% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas somou R$ 239,214 bilhões, alta de 2,6% em relação a dezembro de 2019 e de 19,5% na comparação anual.

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 8,283 bilhões no período, alta de 2,6% ante igual período do ano anterior. Já as despesas operacionais caíram 0,4%, a R$ 11,757 bilhões.

A inadimplência da carteira de crédito: o índice de operações com atraso superior a 90 dias foi de 3,3% em dezembro de 2019 para 3,7% em março de 2020. Na base anual, houve alta de 0,4 ponto percentual.

O banco Morgan Stanley avaliou que o Bradesco teve um 1º trimestre “duro” em 2020. Contudo, ele não foi tão negativo como pareceria à primeira vista.

O banco americano cita que o Bradesco teve os resultados impactados pela queda na taxa básica de juros Selic, pela menor quantidade de dias úteis no período e, finalmente, pelo forte aumento nas provisões para clientes inadimplentes, que foi de R$ 7,3 bilhões no 1º trimestre, “46% maiores que nossa projeção de R$ 5,03 bilhões” , comentou o Morgan Stanley.

Conforme aponta o banco americano, o Bradesco se antecipou e reservou mais R$ 2,7 bilhões em provisões, prevendo dias difíceis pela frente com a epidemia do coronavírus. O Bradesco suspendeu na manhã de hoje o guidance (projeção) para 2020. “Excluindo as provisões, os resultados não parecem muito ruins, com queda de apenas 4% em comparação ao quarto trimestre do ano passado, um efeito bastante normal na passagem do último trimestre de um ano para o primeiro de um novo ano”, comenta o Morgan Stanley.

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O banco Itaú BBA avaliou como negativo o balanço publicado na manhã de hoje pelo Bradesco. Além das provisões, o BBA destacou também que houve queda nas vendas de seguros e no trading em geral. Como fator positivo, o BBA ressaltou que o Bradesco conseguiu reduzir custos no período.

O banco Credit Suisse também avaliou como negativo o resultado do Bradesco. “Nós vemos o resultado como negativo devido à deterioração mais rápida que a esperada nos indicadores da qualidade dos ativos. Os resultados dos seguros também decepcionaram. O lucro gerencial chegou 38% abaixo das expectativas do mercado. No lado positivo, houve crescimento nos empréstimos para as empresas”, avalia o Credit Suisse. O CS mantém a nota outperform – acima da média – para as ações do Bradesco, com um preço-alvo de R$ 41,82 para 2020.

Cesp (CESP6, R$ 28,16, -0,49%)

A Companhia Energética de São Paulo informou na noite de ontem que obteve lucro líquido de R$ 53,8 milhões no 1º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 158,2 milhões de igual período de 2019. A Cesp atribuiu a volta à lucratividade a uma queda de 63% nos custos da energia comprada, equivalente a R$ 141 milhões. Segundo a empresa, essa economia foi possível através da “melhor gestão e análise do balanço energético”.

Os resultados da Cesp realmente mostraram uma melhora. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 336 milhões, ante R$ 41,5 milhões no primeiro trimestre do ano passado. A margem do Ebitda ajustado deu um salto de 12% no primeiro trimestre de 2019 para 73% no primeiro trimestre de 2020.

A receita líquida da Cesp avançou 30% sobre o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 460,5 milhões em igual período deste ano. A empresa gerou 1.105 MW médios de energia, 3% acima dos 1.077 MW gerados no primeiro trimestre de 2019.

Vale notar que a Cesp praticamente não realizou investimentos no primeiro trimestre e sua capacidade geradora está quase toda concentrada na usina de Porto Primavera (SP). Assim, o destaque no primeiro trimestre foi a entrada em operação de uma unidade de compra e venda de energia, chamada Cesp Comercializadora.

“A Cesp entrou no mercado de trading de energia, a fim de auferir resultados por meio da variação dos preços de energia, dentro de limites de risco pré-estabelecidos”, explica a empresa. A Cesp informou que terminou o 1º trimestre com R$ 950 milhões em posição de caixa, situação melhor que no fim de março de 2019, quando o caixa era de R$ 741 milhões. A empresa informou que sua dívida líquida era de R$ 1 bilhão no final de março deste ano, menor que os R$ 1,4 bilhão do 1º trimestre do ano passado. Já a relação dívida líquida sobre o Ebitda teve uma redução drástica, de 4,0 vezes (4x) para 1,0 vez (1x) no 1º trimestre de 2020.

Multiplan (MULT3, R$ 20,89, -6,62%)

A Multiplan, uma das maiores empresas administradoras de shopping centers do Brasil, publicou ontem seu balanço do 1º trimestre de 2020.

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A empresa informou que obteve um lucro líquido de R$ 177,7 milhões, uma expansão de 93,3% sobre o lucro líquido de igual período do ano passado. O lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 343,6 milhões no 1º trimestre deste ano, um crescimento de 49,1% sobre igual período de 2019.

A receita líquida da empresa avançou menos, 5,9% sobre o 1º trimestre de 2019, para R$ 325,9 milhões no 1º trimestre de 2020. Os resultados da Multiplan sofreram o impacto da chegada da epidemia do coronavírus no Brasil, a partir de março, e do fechamento dos centros comerciais para evitar a propagação do contágio e da doença. Todos os 19 shoppings controlados pela empresa foram fechados a partir de 18 de março. O impacto foi sentido pelos lojistas já nos resultados do 1º trimestre, com uma queda de 11,8% nas vendas mesmas lojas. A empresa afirma que tomou medidas para mitigar o impacto sobre os mais de 5 mil lojistas.

“Todos os lojistas que pagaram o aluguel em dia receberam uma redução de 50% no aluguel de março. A empresa também cortou custos nos shoppings, para oferecer aos locatários uma redução de 50% nos encargos de condomínio e uma redução de 100% na tarifa de fundos de promoção”, informou a Multiplan.

Segundo a empresa, para o aluguel de abril, a ser pago em maio, os lojistas que não tiverem aluguéis e taxas em atraso receberão redução de 100% do aluguel do mês, isto no caso dos shoppings que não puderam funcionar em abril – alguns reabriram na última semana do mês. “Até abril, a Multiplan concedeu aproximadamente R$ 300 milhões em reduções para os seus locatários”, afirmou a empresa. A Multiplan informou que cortou seus investimentos entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões para 2020 e adiou o pagamento de juros sobre o capital próprio para acionistas, no valor de R$ 148,4 milhões, de 29 de maio para 31 de dezembro de 2020.

A empresa afirma que encerrou o primeiro trimestre com posição de caixa de R$ 1,14 bilhão. Em março, a Multiplan sacou R$ 250 milhões em uma linha de crédito. “A dívida líquida da Multiplan, ao final do 1º trimestre, era de R$ 2,6 bilhões, e a relação dívida líquida sobre o Ebitda era de 2,55 vezes (2,55x)”, detalhou a Multiplan. Até o final de 2020, a empresa precisará pagar dívidas e honrar compromissos no valor de R$ 755,6 milhões. “A empresa não mudou sua estratégia de longa prazo”, afirmou no balanço.

Os bancos Itaú BBA e Bradesco BBI avaliaram os resultados do 1º trimestre da Multiplan. Embora atingida pela epidemia da Covid-19 a partir de meados de março, que levou ao fechamento dos 19 shopping centers, a Multiplan entregou um lucro líquido forte de R$ 177 milhões. Como o Bradesco BBI notou, em parte este resultado foi obtido com a redução de despesas. O Bradesco BBI projeta que a recuperação da Multiplan, “devido à qualidade dos seus ativos” será mais rápida que a da maioria das empresas de centros comerciais, quando os shoppings puderem reabrir, o que ainda é uma incógnita. “Apesar dos efeitos não recorrentes, a Multiplan entregou um resultado mais sólido que o esperado no 1º trimestre. Contudo, é preciso lembrar que os efeitos da epidemia atingirão o setor mais duramente no segundo trimestre. Como o consumidor dos shoppings da Multiplan tem renda mais alta, a recuperação da empresa tende a ser mais rápida”, avalia o BBI, que mantém a recomendação neutra e preço-alvo de R$ 25,00 para a ação MULT3 em 2020.

O banco Itaú BBA definiu como “fracos, mas decentes” os resultados. Na avaliação do BBA, a empresa entregou um lucro líquido consistente e o crescimento das vendas dos lojistas foi bom, de 5,5% no conceito mesmas lojas em janeiro e fevereiro, mas a operação inteira foi atingida em março pela epidemia do coronavírus, levando a uma queda de -11% nas vendas mesmas lojas no encerramento do 1º trimestre. “A Multiplan tomou várias medidas para mitigar o impacto do lockdown provocado pela epidemia do coronavírus sobre os lojistas”, comentou o BBA. Segundo o banco, prevalece a incerteza sobre o setor dos shoppings, que depende da epidemia arrefecer para que haja uma reabertura segura. O BBA mantém a recomendação outperform – acima da média – para as ações MULT3, com preço-alvo de R$ 25,50 em 2020, alta de 14% sobre o fechamento ontem na B3.

Log Commercial (LOGG3, R$ 22,88, -5,57%)

A Log Commercial Properties, empresa de Belo Horizonte (MG) especializada no aluguel e gestão de prédios comerciais e industriais, informou que obteve um lucro líquido ajustado de R$ 17,1 milhões no 1º trimestre de 2020, uma expansão de 33,3% sobre igual período do ano passado. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 26,6 milhões no 1º trimestre deste ano, um crescimento de 9% sobre igual período de 2019.

A receita líquida da Log cresceu 13% sobre o 1º trimestre do ano passado, para R$ 34 milhões no 1º trimestre deste ano. Como destaque, a empresa que atua em nove estados brasileiros afirma que entregou galpões industriais e imóveis comerciais com uma Área Bruta Locável (ABL) de 876,5 mil metros quadrados no 1º trimestre deste ano, um crescimento de 7,3% sobre o 1º trimestre do ano passado.

O banco Itaú BBA definiu como “ligeiramente positivos” os resultados do 1º trimestre da Log Commercial Properties. O BBA avalia que a Log apresentou “um crescimento modesto no período com a expansão do portfólio. Os dados operacionais foram saudáveis”. Segundo o banco, a perspectiva da empresa é boa, com novos projetos de galpões industriais e três aquisições de terrenos no projeto chamado “todos por1”. A Log informou no balanço que adquiriu um grande terreno em Betim (MG) e começou a construção de um galpão para uma siderúrgica.

O BBA destacou que o lucro líquido avançou 36% no 1º trimestre, outro dado positivo. Segundo o BBA, é possível que a epidemia do coronavírus até dê impulso aos negócios da Log, porque mais companhias de comércio eletrônico deverão alugar ou comprar galpões industriais e centros de distribuição nas regiões metropolitanas. O BBA mantém a recomendação outperform – acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 24,00 para a ação em 2020.

OdontoPrev (ODPV3, R$ 15,00, -6,25%)

A Odontoprev teve um lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 75,2 milhões no primeiro trimestre de 2020, queda de 22,8% frente os R$ 97,4 milhões apurados no mesmo período de 2019. A receita da companhia subiu 0,3%, indo de R$ 453,6 milhões para R$ 455 milhões.

O Ebitda teve queda de 21,2%, a R$ 111,5 milhões. Em termos ajustados, foi de R$ 112,2 milhões, queda de 7,6%. A margem Ebitda ajustada foi de 24,7%.

A companhia teve 7,4 milhões de beneficiários no período, com mais 64 mil clientes no trimestre. A taxa de sinistralidade foi a 45,8% frente a taxa de 44,6% no quarto trimestre.

O banco Itaú BBA avaliou como Neutro o resultado do 1º trimestre de 2020 publicado pela Odontoprev. Segundo o BBA, embora o lucro líquido tenha avançado acima das expectativas, as vendas de planos para clientes individuais foram fracas, com a perda de 5,8 mil clientes.

O BBA destacou que houve avanço nas vendas de planos corporativos, com a adesão de 77 mil clientes. O BBA destacou que a empresa aumentou as provisões em R$ 24 milhões, possivelmente prevendo uma piora do cenário no segundo trimestre, por causa dos impactos da epidemia sobre a economia. O BBA preferiu manter a nota market perform – média do mercado, com preço-alvo de R$ 17,00 para a ação ODPV3 em 2020, uma alta de 6,3% sobre o preço de ontem na B3.

CTEEP (TRPL4, R$ 19,43, +0,05%)

O banco Itaú BBA avaliou como positivo o balanço do 1º trimestre de 2020 publicado pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Segundo o BBA, tanto o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 600 milhões, como o lucro líquido de R$ 308 milhões, vieram acima das projeções do banco. Segundo o BBA, a CTEEP reduziu as despesas financeiras e aproveitou as vantagens fiscais do marco regulatório, fatores que ajudaram no bom desempenho da transmissora paulista. O BBA mantém, contudo, a nota underperform – abaixo da média de mercado – para a CTEEP. O preço-alvo da ação para 2020 é de R$ 22,00, uma alta de 13,3% sobre o preço de ontem na B3.

BRF (BRFS3, R$ 19,39, -4,86%)

O banco Bradesco BBI rebaixou a BRF para neutra. O BBI alega que as ações da BRF tiveram desempenho acima da média, mas agora o cenário mudou, com os desafios da epidemia da Covid-19, que já levaram a fechamentos temporários de plantas da empresa. O BBI também observa que as granjas tendem a reduzir a produção de frangos, mesmo com a redução do preço dos grãos, usados como alimentação dos animais. “A redução dos preços dos grãos deve começar a ter efeitos apenas no começo de 2021. Nós também estamos preocupados com um possível impacto da epidemia sobre a cadeia de suprimentos”, comenta o BBI. O banco manteve, contudo, o preço-alvo da ação BRFS3 em R$ 22,00 – alta de 8% sobre o preço de ontem na B3.

Eneva (ENEV3, R$ 35,98, -1,18%) e AES Tietê (TIET11, R$ 14,50, -3,33%)

A Eneva informou que segue estudando, em conjunto com seus assessores, a possibilidade de formular uma nova proposta pela AES Tietê, informou a companhia em resposta a pedido de esclarecimento pela B3. “Até esta data, entretanto, não foi formulada qualquer recomendação a ser submetida ao conselho de administração da Eneva”.

Embraer (EMBR3, R$ 8,65, -1,93%)

A Embraer teve o rating rebaixado para Ba2 pela Moody’s. O rebaixamento segue o término do acordo de joint venture com a Boeing, do qual esperava-se que melhorasse significativamente a qualidade do crédito das notas não garantidas que seriam transferidas para a JV e, consequentemente, deixaria a Embraer praticamente sem dívidas e com uma posição de liquidez ainda forte, diz a Moody’s em
relatório.

Mas os rebaixamentos também refletem a tensão adicional prevista no desempenho financeiro e no balanço da Embraer nos próximos anos devido ao forte impacto que da pandemia causada pelo novo coronavírus terá na demanda por novas aeronaves comerciais e de negócios, com um período de recuperação de vários anos previsto, diz o relatório.

A perspectiva negativa captura a incerteza de alto nível em torno da duração e gravidade finais do impacto da pandemia do COVID-19 na atividade econômica global e na demanda de aeronaves, e a probabilidade de queima de caixa material durante o período subsequente, afirmou a agência.

(Com Bloomberg)

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