Destaques da bolsa

Ações da Petrobras seguem petróleo e sobem, enquanto bancos avançam até 4%; Positivo dispara 33% em três pregões

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (4)

SÃO PAULO – Em uma sessão de recorde histórico, com o Ibovespa superando os 110 mil pontos, as ações de Vale (VALE3) e siderúrgicas, como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4), subiram com as notícias de que os EUA e a China estão chegando mais perto de um acerto em relação às tarifas que seriam revertidas em um acordo comercial da primeira fase, mesmo diante das tensões em Hong Kong e Xinjiang.

Atenção ainda para a Engie (EGIE3), que avançou 2% após a recomendação ter sido elevado pelo Credit Suisse. Já as ações da Smiles (SMLS3), após chegarem a cair quase 2%, viraram para ganhos. Na véspera, a companhia viu seus ativos caírem mais de 8% com a divulgação do guidance abaixo do esperado pelos analistas. Já os ativos da Positivo (POSI3) dispararam 18%, acumulando ganhos de 33% em apenas 3 sessões: nesta data, a XP iniciou cobertura para os ativos com recomendação de compra (veja mais clicando aqui).

Por outro lado, os ativos da Dommo (DMMO3), que chegaram a saltar 18,71%, fecharam com ganhos mais modestos, de 4,52%. Na véspera, os ativos despencaram 61%  depois da companhia informar que pode deixar de pagar o afretamento da FPSO OSX-3.

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Bancos como Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) também subiram forte acompanhando, além do maior otimismo com o exterior, os dados da economia brasileira como um todo. Após o PIB do terceiro trimestre na véspera, foram divulgados os dados da produção industrial de outubro, com alta de 0,8% na base de comparação mensal.

Os ativos da Petrobras (PETR3;PETR4) também registraram ganhos seguindo a alta de 4% do petróleo, com a expectativa pelo encontro da Opep, que pode decidir por cortes na produção, além da queda maior do que a esperada nos estoques de petróleo nos EUA.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
BPAC114.4150170.95
WEGE33.6144631.82
ITUB43.5987536.56
TIMP32.771714.09
CSNA32.7386513.13

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
RADL3-2.93239107.25
JBSS3-2.8194127.23
SUZB3-2.6700937.91
MRFG3-2.573210.98
BRDT3-2.1547227.7

Confira os destaques desta sessão:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras pretende fazer uma nova oferta para vender a fatia que ainda detém na BR Distribuidora, disse Roberto Castello Branco, presidente da estatal, em entrevista ao Valor Econômico. A previsão é que a oferta aconteça ainda em 2020.

O executivo disse que o plano estratégico da companhia, anunciado na semana passada, não faz menção à taxa de câmbio por
ser extremamente difícil fazer uma previsão.

A companhia informou ainda o início da fase vinculante para a venda de suas participações em 8 blocos exploratórios em terra, localizados na Bacia do Recôncavo, segundo comunicado, e divulgou teaser de E&P na Bacia do Espírito Santo. As refinarias da companhia tiveram menor processamento em 21 meses, em meio à manutenção da refinaria Revap, de acordo com dados da ANP compilados pela Bloomberg. Hoje, também há o Investor Day em Nova York.

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Saneamento

A Câmara aprovou a urgência e pode votar nesta quarta novo marco legal do saneamento, segundo o site da casa. O relator da
proposta, deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), espera que o texto seja aprovado.

Contudo, a resistência de parlamentares da bancada nordestina e de deputados de centro sobre o texto pode frustrar as tentativas de o projeto ser votado ainda nesta semana pelo plenário da Câmara, adiando a apreciação para a próxima semana.

O ponto principal do projeto é estabelecer prazo para licitação obrigatória dos serviços de saneamento, em que empresas privadas e estatais competirão, diz a reportagem. Parte da oposição defende a manutenção da prerrogativa dos prefeitos de optar pela licitação ou pelo contrato de programa com a estatal.

C&A (CEAB3)

O Bradesco BBI e o Morgan Stanley iniciaram cobertura para a C&A com recomendação equivalente à compra. De acordo com Richard Cathcart, do BBI, a visão é de que a companhia oferece um mix atrativo de: : (1) crescimento acelerado, (2) espaço para melhora em rentabilidade e (3) valuation atrativo.

Segundo o analista, a que governança mais forte com IPO deve permitir recuperação da cia com investimento em lojas e distribuição. O preço-alvo para o ativo é de R$ 24; já o Morgan Stanley tem preço-alvo de R$ 20 para a ação e destaca que vê a companhia bem posicionada para investir em iniciativas que reduza a sua diferença com a Lojas Renner.

Positivo (POSI3)

A XP iniciou cobertura para as ações da Positivo com recomendação de compra e preço-alvo de R$10,0 para o final de 2020. Com base no fechamento de mercado de 2 de dezembro, o potencial de alta das ações é de 19,5%.

A recomendação é baseada em três pontos: 1) melhora macroeconômica, com exposição ao cenário de recuperação de consumo; 2) desconexão entre múltiplos e fundamentos e 3) opcionalidades de crescimento, com licitações públicas e novas linhas de negócio.

“A Positivo é líder absoluta nos processos de licitação pública de PCs (que representa 25% das vendas atualmente), segmento em que a companhia apresentou participação de mercado entre 40-70% desde 2012. Além disso, a empresa investiu em novas frentes de crescimento por meio de projetos estruturados em servidores, IoT (Casa Inteligente) e locação de equipamentos”, destaca a XP.

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil foi elevada a outperform pelo Credit Suisse.

Ainda sobre a companhia, a Engie e a Inframerica assinaram contrato para trocar diesel por energia limpa no Aeroporto de Brasília, segundo informações do Estadão

Hapvida (HAPV3)

A Hapvida afirmou ter assinado uma proposta vinculante para comprar a Medical Medicina Cooperativa Assistencial de Limeira, no interior paulista, por cerca de R$ 294 milhões.

A companhia destacou em fato relevante que a Medical tem cerca de 80 mil beneficiários e que o valor da transação pode mudar por ajuste de preço decorrente de possível variação da diferença entre ativos e passivos da empresa comprada.

Fertilizantes Heringer (FHER3)

Em assembleia geral realizada nesta terça-feira, dia 3, os credores da Fertilizantes Heringer aprovaram o plano de Recuperação Judicial da companhia, que ainda deverá ser homologado pela Justiça, já que a aprovação pelos credores da classe 2, com garantia real, teve quórum de 45,36%.

Sabesp (SBSP3)

A Sabesp comunicou que o investimento total em água e esgoto previsto para o município de Guarulhos passará de R$ 2 bilhões para R$ 3,3 bilhões ao longo de 40 anos. Destes, R$ 1,2 bilhão serão em água e R$ 2,1 bilhões em esgoto.

Marisa (AMAR3)

Acontece nesta quarta-feira a definição de preço por ação em oferta primária da companhia.

Braskem (BRKM5)

A Braskem questionou a Odebrecht sobre relatos de que o grupo controlador teria três anos para vender as ações da companhia, segundo comunicado.

De acordo com o documento, não há, até o momento, qualquer definição relacionada à obrigação de venda da participação do grupo na Braskem e à distribuição de dividendos, informou Odebrecht em reposta ao questionamento da petroquímica.

JBS (JBSS3)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou nesta terça-feira (3) uma proposta de acordo com os irmãos Joesley e Wesley Batista para encerrar um caso envolvendo o uso de uma aeronave da JBS pelos executivos.

A proposta dos dois visava o pagamento de R$ 150 mil no caso de Joesley e R$ 200 mil para Wesley, sendo que o primeiro ainda sugeriu o reembolso de quase R$ 140 mil à empresa.

O Comitê de Termo de Compromisso (CTC) da CVM entendeu que o acordo não seria conveniente nem oportuno, devido à gravidade do caso concreto, o histórico dos proponentes e o contexto do caso, que envolveu o uso de aeronave da JBS para fins particulares de Joesley Batista no âmbito dos acordos de colaboração firmados pelos proponentes com o Ministério Público Federal.

O colegiado da CVM acompanhou o CTC e rejeitou a proposta de termo de compromisso apresentada por Wesley e Joesley Batista.

Wesley foi acusado por ser diretor presidente da JBS e não adotar os procedimentos e cautela exigíveis na gestão da companhia, ao tomar decisões relativas à implementação de controles e à autorização para o uso de aeronaves da JBS de junho de 2012 a agosto de 2016.

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(Com Bloomberg, Agência Estado e Câmara Notícias)