Destaques da bolsa

Ações de Vale e CSN saltam até 7% com China e minério a US$ 100; Petrobras sobe com petróleo e MRV cai após balanço

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (29)

SÃO PAULO – A última sessão do mês de maio foi de volatilidade para o Ibovespa, sendo o grande vetor para isso a fala de Donald Trump, presidente dos EUA, sobre a China. O índice chegou a registrar fortes baixas e leves altas, mas ganhou força na reta final do pregão com a fala rápida do presidente americano. Trump anunciou retaliações ao gigante asiático, mas sem citar a fase 1 do acordo comercial com o governo chinês, o que trouxe alívio aos ativos globais.

Nesse cenário, o destaque de alta ficou para as ações de Vale (VALE3, R$ 53,00, +5,81%) e siderúrgicas, com atenção para os ativos da CSN (CSNA3, R$ 10,32, +7,39%), enquanto a Bradespar (BRAP4, R$ 35,25, +4,41%) subiu mais de 4% em meio ao rali do minério de ferro no mês em com o cenário de retomada da economia da China e menores embarques da commodity. O minério de ferro negociado no porto de Qingdao teve alta de 4,7%, a US$ 100,90 a tonelada. Usiminas (USIM5, R$ 6,15, +2,50%) também registrou ganhos, mas mais modestos, de 2,5%.

A Petrobras (PETR3, R$ 20,84, +1,36%;PETR4, R$ 20,43, +2,88%), por sinal, teve uma forte recuperação na esteira do petróleo. Os contratos futuros de petróleo inverteram o sinal ao longo do dia, nesta sexta-feira, e fecharam em alta, minutos antes dos anúncios do presidente americano, Donald Trump, sobre a China. A expectativa do que seria anunciado – em retaliação à China – derrubou os contratos de petróleo durante boa parte da sessão. Os preços, porém, reagiram após a divulgação de um recuo nos poços e plataformas em atividade nos EUA, o que animou os participantes do mercado, atentos também ao retorno da demanda chinesa.

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O petróleo WTI para julho fechou em alta de 5,28%, a US$ 35,49 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), com elevação de 6,73%% na comparação semanal. O Brent para agosto subiu 5,02%, a US$ 37,84 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), e alta de 7,71% na comparação semanal.

Os preços da commodity, que estavam em queda com a tensão comercial sino-americana como pano de fundo, inverteram sinal e tiveram alta logo após a Baker Hughes informar que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade recuou 15 na semana passada nos EUA.

Os resultados também seguem movimentando o mercado: as ações da Cia. Hering (HGTX3, R$ 13,32, -0,45%) fecharam em leve queda após chegarem a cair forte com a divulgação de resultado. A Marisa (AMAR3, R$ 7,59, +4,98%), por sua vez, após abrir em queda, virou para ganhos e fechou em expressiva alta. Já a Eletrobras (ELET3, R$ 28,63, +0,74%;ELET6, R$ 30,70, -0,42%) teve movimentos divergentes de suas duas principais classes de ativos após o balanço. MRV (MRVE3, R$ 15,17, -3,68%), por sua vez, teve baixa superior a 3% após o resultado.

As recomendações também movimentaram o mercado, com as ações de Sabesp (SBSP3, R$ 54,32, +2,32%) subindo mais de 2% na esteira da elevação de recomendação pelo Credit Suisse.

Já a Braskem (BRKM5, R$ 27,74, -4,34%) reduziu os investimentos de 2020 de US$ 721 milhões para US$ 600 milhões
para preservar caixa; as ações terminaram o pregão em queda.

Confira os destaques:

Vale (VALE3, R$ 53,00, +5,81%)  e siderúrgicas 

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Destaque para uma notícia que movimentou as ações da mineradora e de siderúrgicas. Os estoques de portos de minério de ferro continuam diminuindo, enquanto os preços do minério de ferro chegam a superar os US$ 100 a tonelada.

De acordo com a plataforma especializada MySteel, os estoques importados de minério de ferro nos 45 principais portos da China caíram para uma nova mínima desde o final de outubro de 2016, com queda de 1,4 milhão de toneladas na base mensal (ou 1,3%), para 107,85 milhões de toneladas em 28 de maio.

Entre o volume total, o minério de ferro australiano caiu ainda em 201,72 mil toneladas, ou 3,2% na comparação semanal, para cerca de 61 milhões de toneladas, enquanto o minério de ferro brasileiro teve leve alta de 35,7 mil toneladas de embarque, ou alta de 0,16% na base mensal, para cerca de 21,9 milhões de toneladas.

Entre 22 e 28 de maio, a taxa média diária de descarga nos 45 portos caiu 62 mil toneladas ao dia ou baixa de 2% na base semanal, para 3 milhões de toneladas ao dia, parcialmente devido à restrição de sinterização (operação ou processo por meio do qual se produz um bloco de sínter, um tipo de metal poroso) em curso entre as siderúrgicas de Tangshan nos dias 18 e 31 de maio, mas ainda 1,4% acima da média dos últimos 12 meses.

O consumo de minério de ferro na China permanece saudável, uma vez que a produção de aço chinesa é robusta, com taxas de utilização acima de 90%, de acordo com uma pesquisa da MySteel, enquanto as exportações (especialmente do Brasil) continuam com desempenho inferior. “Essa dinâmica deve apoiar os preços do minério de ferro em níveis muito saudáveis ​​no curto prazo. De fato, os preços do minério de ferro já ultrapassaram os US$ 100 a tonelada hoje”, destacam os analistas do Bradesco BBI.

Ainda no radar da Vale, ela informou que todas as atividades no complexo de minério de ferro em Itabira continuam. A Vale tomou conhecimento de termo de interdição emitido pela superintendência regional do trabalho e solicitou liminar, que foi concedida pelo juiz do segundo tribunal de Itabira,
determinando a continuação de todas as atividades da Vale no complexo.

O comunicado foi uma resposta ao pedido da promotoria para interromper as atividades na área em meio ao surto de coronavírus.

Já sobre CSN, na véspera, a companhia teve a perspectiva alterada de positiva para estável pela Fitch. O rating de longo prazo foi reiterado em B, segundo relatório da Fitch.

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O rating mantido reflete o ambiente favorável de preços para o minério de ferro em 2020, que deve permitir que a CSN tenha fluxo de caixa positivo apesar das condições econômicas deterioradas no Brasil, diz o relatório. Já a revisão da perspectiva reflete um ambiente negativo para transações transformacionais que reduziriam substancialmente a dívida bruta, aponta a agência.

A perspectiva estável também leva em consideração a expectativa da Fitch de que os preços do minério de ferro caiam no final de 2020 e durante o primeiro semestre de 2021, o que eliminará o benefício que o fluxo de caixa da empresa recebeu dos elevados preços do minério de ferro durante 2019 e 2020.

JBS (JBSS3, R$ 21,97, -0,14%)

A Justiça do Trabalho em Concórdia determinou em decisão liminar que a JBS adote distanciamento
mínimo de 1,5 metro entre os trabalhadores nos postos de trabalho de sua planta em Ipumirim, Santa Catarina, segundo comunicado enviado pelo Ministério Público do Trabalho.

A empresa também deverá afastar todos os trabalhadores diagnosticados ou com suspeita de contaminação por Covid-19, ainda que assintomáticos, sem prejuízo da remuneração, até a
realização de exame específico, segundo a decisão. A medida é válida para os trabalhadores sintomáticos de síndrome gripal e aos que tenham tido contato direto com um trabalhador diagnosticado ou com suspeita de contaminação.

A JBS disse em nota que não vai comentar processos judiciais em andamento e reiterou que confia na segurança dos protocolos adotados para proteger seus colaboradores. A unidade de Ipumirim foi fechada no dia 18 de maio por após uma auditoria de fiscais do trabalho e deve continuar paralisada
até que a empresa adote todas as medidas requisitadas pelos auditores para diminuir o risco de contaminação por Covid-19 entre os trabalhadores.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, medidas como essa serão comuns nos frigoríficos. “Todos os frigoríficos podem ter que adotar protocolos mais rigorosos de saúde dado a presença da Covid-19, o que acreditar que poderá afetar as taxas de abate”, disseram.

Eletrobras (ELET3, R$ 28,63, +0,74%;ELET6, R$ 30,70, -0,42%)

A Eletrobras reportou lucro líquido de R$ 306,83 milhões no primeiro trimestre de 2020, o que representa queda de 77,23% na comparação com o lucro líquido de R$ 1,347 bilhão de igual período do ano anterior.

A estatal também reportou lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 300,15 milhões, montante 78,53% menor na comparação com o lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,397 bilhão em igual período do ano anterior.

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Conforme a empresa, o desempenho trimestral foi afetado por dois efeitos econômicos negativos, sem efeito financeiro: a variação cambial e a remensuração do valor justo das receitas da Rede Básica Sistema Existente (RBSE), ativos existentes até maio de 2000 e que não haviam sido amortizados até 2013, No primeiro caso, a desvalorização do real frente ao dólar levou a um registro de variação cambial negativa em R$ 665 milhões. Já a remensuração da RBSE levou a um R$ 411 milhões nessa linha.

No consolidado, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 1,509 bilhão, mais de quatro vezes os R$ 336 milhões negativos reportados um ano antes.

A Eletrobras também reportou lucro recorrente de R$ 981 milhões no primeiro trimestre, inferior ao R$ 1,64 bilhão anotado de janeiro a março de 2019. Segundo a companhia, desconsiderando-se esses dois efeitos, o lucro recorrente seria R$ 282 milhões superior ao que foi reportado um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) da Eletrobras somou R$ 2,803 bilhões, queda de 5% frente o reportado no mesmo período do ano passado, com margem Ebitda de 40%, com baixa de 6 pontos porcentuais.

O Ebitda recorrente, que não considera fatores como os custos extraordinários com planos de aposentadoria extraordinária (PAE) e Demissão consensual (PDC), provisões para contingência e perdas em investimentos, contratos onerosos e impairment, entre outros, somou R$ 3,227 bilhões alta de 3,8% na comparação anual. Neste caso, a margem Ebitda alcançou 46%, 2,3 p.p. abaixo do verificado no primeiro trimestre de 2019.

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 6,95 bilhões entre janeiro e março deste ano, alta de 7,6% ante a cifra de R$ 6,465 bilhões na mesma base de comparação. A expansão foi influenciada pelo aumento nas vendas no mercado livre e por reajustes contratuais.

Sem exposição ao setor de distribuição de energia, os analistas do Bradesco BBI acreditam que as ações da Eletrobras devem sofrer menos no atual cenário. “A empresa é altamente protegida contra a desaceleração econômica, pois não tem mais exposição ao segmento de distribuição, apenas geração e transmissão”, disseram, em relatório.

Outros três fatores sustentam a visão positiva: a melhora na relação entre dívida líquida e o Ebitda; iniciativas para a redução de custos e a privatização ainda sendo uma opção, embora sem grandes avanços em 2020.

MRV ((MRVE3, R$ 15,17, -3,68%)

O lucro líquido consolidado da MRV Engenharia teve baixa de 45%, para R$ 104,4 milhões.

Já o lucro líquido foi de R$ 115 milhões no primeiro trimestre do ano, o que representa uma queda de 39,1% no comparativo anual.

A receita operacional líquida registrou queda de apenas 0,6%, para R$ 1,499 bilhão. A companhia informou que as vendas líquidas bateram recorde no período, mesmo com o início do isolamento social a partir de meados de março.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, é preciso que as empresas do setor, usem com cautela os empréstimos sem garantia, embora eles possam ser uma alternativa. “Esperamos que os participantes de baixa renda aumentem o uso de empréstimos não garantidos durante este período econômico mais desafiador, a fim de manter uma velocidade de vendas saudável. No entanto, é necessário fazê-lo com moderação e recomendamos que as empresas sejam ainda mais conservadoras em termos de provisionamento”, disse.

Burger King (BKBR3, R$ 12,16, +3,05%)

A empresa de alimentos Burger King Brasil registrou um prejuízo líquido de R$ 55,6 milhões no primeiro trimestre, ante lucro de R$ 3,1 milhões na comparação com igual período de 2019.

A receita operacional líquida caiu 2,4%, para R$ 649,1 milhões. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 13,9 milhões, recuo de 83,9% na mesma base de comparação.

Para os analistas do Bradesco BBI, a estratégia de ampliar a venda em aplicativos de entrega deve contribuir para que o Burger King alcance o concorrente McDonald’s. “A inclusão de novos parceiros de entrega ajudará a conseguir isso e, a curto prazo, essas novas parcerias estão ajudando a gerar um nível decente de receita”, disseram.

Marisa (AMAR3, R$ 7,59, +4,98%)

A Lojas Marisa registrou no primeiro trimestre do ano um prejuízo líquido de R$ 107,1 milhões, antes R$ 32,4 milhões. Assim como as demais empresas do setor, a varejista de moda também foi afetada pelas medidas de isolamento adotadas para conter a pandemia de coronavírus.

A receita líquida somou entre janeiro e março R$ 571,7 milhões, uma queda de 5,4%. Já o Ebitda ficou em R$ 15,4 milhões, queda de 29,1%.

O desempenho do canal de venda eletrônico contribuiu para amenizar A queda das vendas nas lojas físicas a partir de meados de março. O aumento foi de 47,3%. Ainda entre as medidas para lidar com o coronavírus, a Lojas Marisa desenvolveu novos canais para pagamento de faturas dos cartões, suspendeu contratos de colabores e elevou as provisões na operação de cartões.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, os resultados se mostraram fracos. No entanto, eles se mostraram otimistas para a recuperação da companhia após a abertura de um maior número de lojas. “Uma vantagem da Marisa em relação aos seus pares é que metade de suas lojas não está localizada em shopping centers, e é provável que elas reabram mais rapidamente e, talvez, se recuperem mais rapidamente”, disseram, em relatório a clientes.

Em live promovida pelo InfoMoney, Marcelo Pimentel, CEO da Marisa, afirmou que o coronavírus acelerou os planos digitais da companhia.

Pimentel apontou que a companhia ainda tem uma série de iniciativas com foco no digital que devem ser lançadas em breve. Entre elas está o aplicativo da Marisa, que será disponibilizado em junho e ofertará não apenas a compra de mercadorias como também os produtos financeiros da empresa. “Nosso objetivo é ser o app da mulher brasileira, por isso vamos unir moda e serviços”, disse. Veja a entrevista completa no player acima ou clique aqui.

Cia. Hering (HGTX3, R$ 13,32, -0,45%)

A Cia Hering registrou no primeiro trimestre do ano um lucro líquido de R$ 5 milhões, queda de 89,2% na comparação com igual período de 2019.

Na mesma base de comparação, a receita líquida recuou 27,2%, para R$ 272,1 milhões. O Ebitda ficou em R$ 11,4 milhões, uma queda de 80%.

A empresa informou que cerca de 30% de suas lojas estão abertas atualmente e que as operações fabris foram parcialmente retomadas. Para lidar com a queda das receitas, a empresa reduziu os salários da administração e aderiu ao programa emergencial de manutenção do emprego, reduzindo a folha de salários em 50%.

O Itaú BBA avaliou como fraco os resultados da empresa, mas destacou o crescimento das vendas no canal online, de 43% no primeiro trimestre e 105% em abril.

Unicasa (UCAS3, R$ 3,55, -3,79%)

A fabricante de móveis Unicasa, dona das marcas Dell Anno e Favorita, registrou prejuízo líquido de R$ 108 mil, ante R$ 2,973 milhões em igual período do ano passado. Nesse período, a receita líquida recuou 11,6%, para R$ 27,3 milhões.

O Ebitda ficou em R$ 1,603 milhão, uma queda de 70,5%. Já a margem Ebitda passou de 17,6% para 5,9%.

Cosan Logística (RLOG3, R$ 18,06, -6,38%)

A Cosan Logística registrou um prejuízo líquido de R$ 80 milhões no primeiro trimestre do ano, ante lucro de R$ 7 milhões em igual período do ano passado.

Na mesma base de comparação, a receita operacional líquida ficou em R$ 1,424 bilhão, queda de 12,9%.

Já o Ebitda ficou em R$ 574 milhões nos primeiros três meses do ano, uma queda de 28,4%. Já a margem Ebitda passou de 49% entre janeiro e março de 2019 para 40,3% no primeiro trimestre de 2020.

Braskem (BRKM5, R$ 27,74, -4,34%)

A Braskem divulgou na quinta-feira à noite o conjunto de medidas que tomou para lidar com a pandemia do coronavírus e as consequências operacionais. Houve redução da atividade no Brasil e Estados Unidos, atendendo a uma menor demanda.

Entre os ajustes efetuados até o momento estão a redução da produção de etenono no Brasil para aproximadamente 65% da capacidade; nos Estados Unidos, redução na produção de polipropileno para 85% da capacidade.

Para preservar o caixa, a empresa acessou uma linha de crédito compromissada (Revolving Credit Facility) no total de US$ 1 bilhão; reduziu os custos fixos em 10%; os investimentos previstos para 2020 caíram de US$ 721 milhões para US$ 600 milhões; e houve a postergação do recolhimento das contribuições sociais.

Karsten (CTKA4, R$ 12,70, -7,43%)

A Karsten informou que os detentores de debêntures da companhia aprovaram, em assembleia, a prorrogação do vencimento de determinados pagamentos que deveriam ser feitos nos próximos meses.

Esses pagamentos já são frutos da renegociação realizada em junho do ano passado.

“As prestações mensais com vencimento nos meses de maio, junho e julho de 2020 serão parceladas e pagas mensalmente, em prestações iguais e sucessivas entres os meses de janeiro a dezembro de 2021”, informou, em comunicado, ressaltando que esses valores serão feitas em adiação às prestações mensais já devidas para 2021.

Além disso, a prestação adicional correspondente a data base de 31 de dezembro de 2019 será paga até 30 de setembro de 2021.

Qualicorp (QUAL3, R$ 23,72, +1,85%) e Alliar (AALR3, R$ 10,20, +4,40%)

O conselho de administração da Qualicorp aprovou Frederico de Aguiar Oldani aos cargos de diretor de Finanças e Relação com Investidores, em substituição a Elton Hugo Carluci, que executava as funções de forma interina.

Oldani era o diretor financeiro da Alliar, empresa também da área de saúde. “Oldani deve trazer um conhecimento considerável para a empresa. Mantenho a nossa classificação de “outperform” para a Qualicorp, com preço alvo de R$ 36″, avaliaram os analistas do Bradesco BBI.

A Alliar anunciou Sami Foguel, presidente da empresa, irá acumular a função de relações com investidores e Glauber Carmo ficará como interino na diretoria de Finanças.

PagSeguro

A empresa de meio de pagamento PagSeguro registrou no primeiro trimestre do ano um lucro líquido de R$ 356,9 milhões, alta de 15,2% na comparação com igual período de 2019. A empresa, que pertence ao Grupo Uol, tem ações negociadas nos Estados Unidos.

As receitas totais chegaram a R$ 1,587 bilhão, alta de 26,9%. Isso foi possível devido ao crescimento dos pagamentos capturados no período, que chegaram a R$ 31,7 bilhões, expansão de 29,7%.

O Morgan Stanley destacou o aumento na base de clientes da PagSeguro, em especial no segmento de empresas menores, o que levou ao aumento da participação no mercado. “PagSeguro, Stone e Getnet continuaram a ganhar participação, enquanto Cielo e Rede perderam participação neste trimestre. A PagSeguro atingiu a fatia de 7,7% de participação, ante 7,3% no quarto trimestre de 2019 e 6,6% no primeiro trimestre de 2019”, disseram os analistas em relatório a clientes.

Embraer (EMBR3, R$ 7,15, +2,44%)

A ação da Embraer teve ganhos após a notícia da Reuters de que a fabricante de aeronaves está atraindo interesse da chinesa Comac e da russa Irkut.

A chinesa COMAC sinalizou interesse em cooperação com a unidade comercial da terceira maior fabricante de jatos do mundo, disseram duas pessoas ouvidas pela agência. A Irkut, da Rússia, também estudou o caso, disseram outras duas fontes, apesar de a empresa negar interesse na Embraer.

De acordo com a agência, a Índia, outra potência aeroespacial em ascensão focada principalmente na defesa, mas com um enorme mercado civil, também sinalizou interesse ao estudar o assunto.

A Embraer não se pronunciou sobre os rumores à Reuters.

Vale destacar que, no final do mês de abril, a Boeing abandonou os planos para uma combinação histórica na aviação comercial o que, combinado ao cenário de retração das operações das aéreas e expectativa de queda das encomendas, levou a uma forte queda das ações em maio, com o desempenho parcialmente recuperado com a alta da sessão.

Copasa (CSMG3, R$ 57,70, -1,57%) e Sabesp (SBSP3, R$ 54,32, +2,32%) 

O Credit Suisse atualizou as suas recomendações para o setor de saneamento. No caso da Copasa, a recomendação é neutra, com preço-alvo da ação em R$ 67, o que representa um potencial de ganho de 19%. Um dos desafios para a empresa será lidar com a inadimplência maior no segundo e terceiro trimestre. “Lembramos que o processo de privatizacão pode ser um pouco mais demorado do que a Sabesp por exigir mudança na legislação de Minas Gerais”, disseram.

Já para a Sabesp, a recomendação foi elevada para “outperform”. O preço alvo está em R$ 62,90, com “upside” de 23%. Essa melhora da recomendação está baseada na expectativa de uma nova legislação para o setor e possível privatização.

A Sanepar também foi atualizada para “outperform”. O preço-alvo da ação está em R$ 35,7, o que é equivalente a um potencial de valorização de 35%.

“Em um cenário de aprovação das reformas para o setor, acreditamos que o desconto exigido para a Sanepar deve diminuir”, disseram em relatório.

Comgás (CGAS5, R$ 162,56, -0,26%)

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) reduziu hoje as tarifas da Comgás, maior distribuidora de gás do Brasil, no âmbito do processo de reajuste tarifário da concessionária. O principal fator que provocou a queda das tarifas de gás foi a diminuição dos custos da molécula e do transporte, atrelados ao preço do petróleo e à variação da taxa de câmbio, conforme o contrato de compra do insumo da Petrobras.

Os percentuais de redução nas tarifas variam conforme o mercado consumidor e o volume de gás demandado. A redução na tarifa do Gás Natural Veicular (GNV) foi de 14,6%. Na indústria, a queda foi de 12,1% em média, chegando até 13,3% para consumo de 1 milhão de metros cúbicos por mês. Já as tarifas para o comércio diminuíram 1,8%, em média. No segmento residencial, a redução foi de 1,1% para consumo de 7 metros cúbicos/mês (equivalente ao uso de um fogão).

Esta é a segunda diminuição das tarifas da Comgás em 2020. Considerando a redução anterior, ocorrida em março de 2020, as quedas acumuladas são de 16,9% para o GNV, 14,1% para a indústria, 2,9% para o comércio e 2% para o residencial (com consumo de 7 metros cúbicos/mês).

De acordo com a Arsesp, a margem de distribuição, que remunera a concessionária, foi reajustada em 6,2%, o que corresponde à variação do IGP-M entre maio de 2019 e abril de 2020, descontada de um fator de compartilhamento de ganhos de eficiência, o Fator X. As novas tarifas são válidas a partir de 31 de maio. A Comgás fornece gás para mais de 2 milhões de clientes em 90 municípios no Estado de São Paulo, dentre os quais cidades das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista.

Fleury (FLRY3, R$ 23,35, +2,14%) 

Também entre as recomendações, a Fleury foi elevada a compra pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 29. Já a Hermes Pardini teve a recomendação cortada para reduzir pelo banco, com preço-alvo de R$ 14.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)