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As ações de tecnologia encerraram as negociações desta segunda-feira em queda, enquanto o índice Dow Jones fechou praticamente estável. O mercado teme os efeitos dos ataques terroristas, principalmente os que utilizam armas biológicas. Além disso, os investidores também se mostram apreensivos quanto aos resultados corporativos de empresas norte-americanas que podem ser mais negativos que as previsões iniciais, em reposta à redução das estimativas de lucros anunciadas por várias instituições durante o pregão desta segunda-feira.
Siderúrgica dos EUA vai a falência
O destaque negativo foi da Bethlehem Steel, a terceira maior siderúrgica norte-americana, depois da empresa declarar sua falência nesta manhã, com um endividamento de US$ 4,5 bilhões, frente a ativos de US$ 4,3 bilhões. A empresa havia registrado um prejuízo de US$ 152,2 milhões, ou US$ 1,25 por ação no terceiro trimestre fiscal deste ano, em comparação ao prejuízo de US$ 34,8 milhões, ou US$ 0,34 por ação do mesmo período do ano passado. A Bethlehem havia sido bastante afetada pela desaceleração da economia norte-americana deste ano, que acabou reduzindo a demanda por seus produtos principalmente aos destinados à indústria automobilística. Outro ponto negativo foi o aumento da concorrência de empresas de países mais competitivos, entre elas as brasileiras, que são acusadas de dumping pelas companhias norte-americanas do setor.
Lucro do Bank of America supera estimativas
O destaque de alta foi do Bank of America, que contabilizou um lucro, excluindo gastos extraordinários, de US$ 1,28 por ação no terceiro trimestre fiscal deste ano, o que superou as projeções do mercado de um lucro de US$ 1,25 por ação. No entanto, o resultado ficou abaixo de um lucro de US$ 1,31 por ação. Segundo o banco, a força e a diversidade de suas operações garantiram um bom resultado mesmo em um período de desaceleração da economia mundial. Os papéis do Bank of America fecharam em queda de 4,79%.
Principais índices nos EUA não seguem tendência comum
O índice Dow Jones Industrial, que mostra o desempenho das 30 maiores empresas dos EUA, fechou o dia com uma ligeira valorização de 0,04%, sendo cotado a 9.347,62 pontos. As maiores altas ficaram com a operadora de cartões de crédito American Express (+3,00%), Microsoft (+2,98%), United Technologies (+2,24%), o conglomerado financeiro JP Morgan Chase (+2,01%) e com a gigante automobilística General Motors (+1,63%). Por outro lado, apresentaram as maiores quedas as ações da operadora de telecomunicações AT&T (-3,95%), Honeywell (-2,88%), Intel (-2,56%), Walt Disney (-2,35%) e da fabricante de aeronaves Boeing (-1,75%).
O índice Nasdaq Composite, que mede o desempenho das ações das empresas de alta tecnologia, terminou o dia registrando desvalorização de 0,42%, sendo cotado a 1.696,31 pontos. Dentre as quedas se destacaram Xilinx (-6,21%), Cisco Systems (-4,37%), Oracle (-3,35%), Nextel (-2,91%) e Dell Computer (-2,28%). Em sentido oposto, entre as altas estavam os papéis da varejista Amazon (+10,04%), da fabricante de computadores de mão Palm (+4,10%), Qualcomm (+2,12%), WorldCom (+0,97%) e da companhia de biotecnologia Amgen (+0,97%).
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O índice S&P500, que mede o desempenho das 500 mais importantes companhias norte-americanas, encerrou o pregão de hoje com uma desvalorização de 0,15%, sendo cotado a 1.089,98 pontos. As principais quedas foram da empresa do setor energético Enron (-7,37%), Xerox (-3,96%), da construtora Schlumberger (-2,85%), Viacom (-2,45%) e da fabricante de equipamentos para telecomunicações Lucent Technologies (-2,29%). Em sentido contrário, encerraram as negociações em destaque de alta as ações do Bank of America (+4,79%), do laboratório farmacêutico Schering-Plough (+2,73%), da petrolífera Texaco (+2,08%), da varejista K-Mart (+2,07%) e da 3M (+1,26%).