Ações de Redecard e Cielo avançam em dia de debate na Câmara sobre o setor

Audiência visa discutir propostas de implementar aparelhos únicos para cobrança de faturas, seguindo o estudo feito pelo BC

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SÃO PAULO – A CDEIC (Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio) da Câmara dos Deputados realizou nesta quarta-feira (31) audiência pública para discutir as propostas em estudo pelo Banco Central para regulamentar as operações envolvendo cartões de crédito.

A expectativa em torno dos assuntos a serem discutidos impulsionaram as ações do setor de cartão de crédito, com as ações da Redecard (RDCD3) fechando com valorização de 2,49%, cotadas a R$ 32,90, enquanto o Ibovespa teve alta de 0,59% nesta sessão. Vale mencionar ainda que as ações da companhia fecharam o mês como o principal destaque de alta do índice paulista.

Fora da carteira teórica do Ibovespa, aparecem os ativos da Cielo (antiga VisaNet – CIEL3), que encerraram a última sessão do mês com variação positiva de 1,2%, sendo negociados a R$ 16,75. Contudo, durante o intraday, as ações da empresa chegaram a registrar ganhos de 3,02%, quando alcançaram o patamar máximo visto no dia (R$ 17,05).

Os papéis RDCD3 foram responsáveis por movimentar R$ 86,753 milhões nesta quarta-feira, através da realização de 4.513 negócios. Já as ações CIEL3 tiveram um giro financeiro menor (R$ 64,601 milhões), embora o total de negócios realizados ter sido maior (5.174 negócios).

Os participantes
Os participantes do debate são o vice-presidente do setor de cartões de crédito do Itaú Unibanco, Márcio de Andrade Schettini, o presidente do Citicard-Credicard, Leonel Andrade e o presidente da Cielo, Rômulo Dias. 

O debate foi proposto pelo debutado Dr. Ubiali (PSB-SP), que destacou, entre as sugestões, a de implantar aparelhos únicos para cobrança e impressão das faturas, além da redução das taxas de juros cobradas pelas operadoras. 

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O debate
Schettini afirmou que as empresas buscam ampliar a rede de atendimento no Brasil – atualmente, há 5,5 milhões de terminais no País – de modo a beneficiar as classes C e D. O execuivo do Itaú Unibanco também afirmou que o segmento tem potencial de expansão, citando que o volume das transações aumentou 576% de 2000 a 2009, atingindo R$ 444 bilhões no úlitmo ano. Ele citou ainda que 67% da população apta a obter crédito possui cartões atualmente.

Já Rômulo Dias destacou que a ampliação do número de empresas credenciadoras (atualmente, há quatro grandes empresas no mercado: Cielo, Redecard, Hipercard e American Express) deve favorecer tanto lojistas quanto consumidores, com o uso de terminas que aceitam diferentes bandeiras reduzindo custos para os dois. Com relação aos juros, Dias afirmou que a inadimplência causa as altas taxas cobradas.