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Destaques da Bolsa

Ações da Petrobras fecham em queda de 3,8% e aéreas recuaram mais de 4% com nova cepa da Covid-19

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (21)

SÃO PAULO – A Bolsa fechou em queda e voltou aos 115 mil pontos nesta segunda-feira (21) seguindo os índices europeus em meio aos temores por conta da nova cepa do coronavírus que foi identificada no Reino Unido.

Entre as ações, a Petrobras (PETR3; PETR4) chamou a atenção por conta da forte queda do petróleo. Após chegarem a cair cerca de 6% após a abertura, os papéis da estatal fecharam em baixa de 3,8% movidos também pelo vencimento de opções. Sem esse fator técnico no caminho, as ações da PetroRio (PRIO3), que chegaram a cair tanto quanto as da Petrobras, encerraram o pregão com perdas de 0,26%.

Lá fora, o barril do petróleo caiu em torno de 3% em meio à interpretação de que a nova cepa da Covid-19 possa gerar mais lockdowns pela Europa, o que consequentemente enfraqueceria a demanda por combustíveis.

Enquanto isso, a Cogna (COGN3) viu seus papéis recuarem 3%. Em fato relevante divulgado nesta segunda, a companhia informou que seu conselho de administração e o da Saber, que integra a holding, receberam a renúncia do diretor financeiro, Jamir Saud Marques, que “decidiu trilhar novos desafios pessoais”. Ele atuava na Cogna desde 2015, e permanece no cargo até 4 de janeiro de 2021. Quem irá assumir o cargo será Frederico da Cunha Villa.

Já a Vale (VALE3) chegou a cair forte de manhã, mas amenizou com investidores de olho no noticiário da companhia após um novo acidente em Brumadinho. A mineradora teve o alvará de funcionamento seu e de suas empresas terceirizadas suspenso pela prefeitura da cidade, que fica em Minas Gerais.

A decisão ocorreu depois um deslizamento de terra em uma mina da companhia perto do local do desastre de 2019 que soterrou e matou um trabalhador na sexta-feira. Segundo a Vale, o operário, que era contratado por uma empresa terceirizada, estava em uma escavadeira quando foi atingido por um deslizamento de terra de talude na mina Córrego do Feijão.

“Hoje vai ser difícil separar o que foi Vale e o que foi o mundo”, diz. Entre outras coisas, há casos de Covid-19 aumentando ao redor do globo, e uma nova variante do vírus no Reino Unido, que gerou uma onda de cancelamento de voos. É muita informação e os impactos do acidente da Vale devem ser sentidos ao longo da semana, segundo Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos (veja mais aqui).

Já na ponta negativa do índice, mais uma vez as companhias aéreas Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4), além da empresa de turismo CVC (CVCB3) ficaram em destaque. Os dois setores são os mais prejudicados pela pandemia e o risco de novas restrições em viagens pelo mundo pode pesar bastante para os negócios delas, que ainda tentam se reerguer.

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Entre as altas, destaque para o Magazine Luiza (MGLU3), que fechou com ganhos de 2%. A varejista informou nesta manhã que a subsidiária Magalu Pagamentos fechou contrato para aquisição de 100% da Hub Prepaid Participações e a subsidiária Hub Fintech por R$ 290 milhões.

Confira os destaques:

Vale (VALE3: -1,07% a R$ 86,86)

O alvará de funcionamento da Vale e de suas empresas terceirizadas foi suspenso, por meio do Decreto nº 210, de 18 de dezembro de 2020, da prefeitura de Brumadinho, em Minas Gerais, publicado no Diário Oficial do Município dessa sexta-feira (18).

O ato, assinado pelo prefeito Avimar de Melo Barcelos, foi em decorrência da morte de um operário da empresa contratada pela Vale Verde, que trabalhava na Mina Córrego do Feijão. Ele estava na cabine de uma máquina escavadeira, quando um talude desmoronou sobre a máquina.

Em janeiro de 2019, ocorreu o rompimento da barragem do córrego do Feijão, que continha cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério. A tragédia causou a morte de mais de 270 pessoas e um rastro com quilômetros de destruição.

De acordo com o decreto, “ficam suspensos os alvarás de funcionamento e localização da Mineradora Vale S.A e das suas terceirizadas, principalmente a Vale Verde, pelo período de sete dias a contar da data de publicação deste decreto, ou até que sejam esclarecidos os fatos do acidente ocorrido em 18 de dezembro de 2020 e garantidas as condições de segurança para os trabalhadores que atuam no local”.

A decisão ocorreu após um deslizamento de terra em uma mina da Vale perto do local do desastre de Brumadinho (MG) em 2019 soterrou e matou um trabalhador na sexta-feira, informou a empresa em comunicado.

Segundo a Vale, o operário, que era contratado por uma empresa terceirizada, estava em uma escavadeira quando foi atingido por um deslizamento de terra de talude na mina Córrego do Feijão.

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A mina tem o mesmo nome do bairro rural Córrego do Feijão, que faz parte do município de Brumadinho e foi parcialmente destruído em janeiro de 2019, quando uma barragem de rejeitos da Vale se rompeu, matando 270 pessoas.

A Vale disse que “lamenta profundamente” o acidente e que apoiará a família do trabalhador morto.

“As empresas estão apoiando as autoridades no atendimento ao caso e na apuração das causas do acidente”, disse a Vale. “As atividades de manutenção no local serão suspensas para novos estudos e avaliações das condições de segurança.”

“Hoje vai ser difícil separar o que foi Vale e o que foi o mundo”, diz. Entre outras coisas, há casos de Covid-19 aumentando ao redor do globo, e uma nova variante do vírus no Reino Unido, que gerou uma onda de cancelamento de voos. É muita informação e os impactos do acidente da Vale devem ser sentidos ao longo da semana, segundo Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

Ele diz também que o acidente adiciona mais pressão na Vale, que vem enfrentando uma sequência de problemas nos últimos anos. “É uma pressão chata, com certeza ruim e que joga contra a ação. Agora, se isso vai afetar o negócio da Vale no longo prazo é mais difícil de prever. O papel da empresa sobe 68,90% no ano, enquanto muitas empresas estão penando na crise. A Vale é uma empresa que tem risco à parte do Brasil. É mais fácil o país quebrar do que a Vale”, diz.

Para Cruz, de maneira geral, o cenário para a Vale está positivo. “A China é um dos países que mais cresce e deve crescer acima do esperado ano que vem. Isso aliado à questão que a própria Vale informou, de que não vai cumprir guidance (a empresa reduziu a previsão de produção), puxa minério pra cima. Por isso, as condições da Vale estão boas, mas é a questão de imagem que traz volatilidade pra ação. Os investidores ficam de olho no histórico da empresa”.

Por outro lado, a companhia informou que recebeu, na última sexta-feira, as licenças necessárias para início da construção do Projeto Capanema, localizado nos municípios Santa Bárbara, Ouro Preto e Itabirito, no Estado de Minas Gerais.

Segundo a mineradora, o Projeto consiste em investimentos na mina de Capanema para reativação das instalações e aquisições de novos equipamentos, implantação de transportador de correia de longa distância (TCLD) e adequações no pátio de estocagem e carregamento de Timbopeba, totalizando investimentos esperados com valor plurianual de US$ 495 milhões.

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Com o início previsto para o segundo semestre de 2023, o Projeto terá capacidade de 18 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de produção a umidade natural (sem geração de rejeitos) e nos primeiros anos trará uma adição líquida para a Vale de 14 Mtpa de capacidade com a expedição através do site de Timbopeba.

Petrobras (PETR3: -3,7% a R$ 27,56; PETR4: -3,84% a R$ 27,02) e PetroRio (PRIO3: -0,26% a R$ 56,60)

As companhias ficam de olho no mercado de petróleo, com os preços da commodity desabando mais de 5% em meio a uma nova cepa do coronavírus que tem se disseminado rapidamente e levou ao fechamento de grande parte do Reino Unido, além de maiores restrições pela Europa, levantando temores de uma recuperação mais lenta na demanda por combustíveis.

“Notícias de uma nova cepa do coronavírus pesaram sobre o sentimento de risco e o petróleo. Novas restrições à mobilidade pela Europa também não estão ajudando, uma vez que a demanda européia vai sofrer”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

“Os investidores precisam estar cientes de que o caminho rumo a uma demanda maior e preços mais elevados seguirá instável”, acrescentou.

Cogna (COGN3: -2,93% a R$ 4,64)

Em fato relevante divulgado nesta segunda, a holding Cogna Educação informou que seu conselho de administração e o da Saber, que integra a holding, receberam a renúncia do diretor financeiro, Jamir Saud Marques, que “decidiu trilhar novos desafios pessoais”. Ele atuava na Cogna desde 2015, e permanece no cargo até 4 de janeiro de 2021.

Cogna e Saber também informam que seus conselheiros elegeram como novo membro da diretoria estatutária Frederico da Cunha Villa. A partir de 4 de janeiro ele ocupará o cargo de vice-presidente financeiro da Cogna e diretor financeiro da Saber. Seu último cargo foi como diretor financeiro e de relações com investidores da BRMalls.

A equipe do Bradesco BBI destaca que a renúncia não era esperada por eles e, provavelmente, pelo mercado também. Por outro lado, a companhia afirmou que foram notificados das intenções do diretor há algum tempo e que, portanto, tiveram tempo para procurar um substituto adequado. Os analistas mantiveram recomendação neutra para os papéis.

Ser Educacional (SEER3: -2,92% a R$ 15,27)

O grupo Ser Educacional concluiu a aquisição do Iaesb (Instituto Avançado de Ensino Superior de Barreiras), mantenedor do Unifasb (Centro Universitário São Francisco de Barreiras), da Bahia, segundo informações da revista Veja. A aquisição foi realizada por R$ 210 milhões, dos quais R$ 130 milhões foram pagos à vista. A negociação inclui a compra do edifício sede da instituição.

Para o Credit Suisse, apesar de haver muitos cursos, estima que mais de 60% das receitas venham do curso de medicina. O banco diz avaliar que o valor pago está em linha com movimentos similares feitos por outras empresas.

CCR (CCRO3: -0,75% a R$ 12,20)

O Bradesco BBI reproduziu dados da CCR que indicam que a concessionária registrou na semana de 11 de dezembro queda de 1% nas estradas com pedágio que administra, frente o mesmo período do ano anterior. Na comparação com a semana imediatamente anterior, o volume se manteve estável.

O tráfego de passageiros em mobilidade urbana teve queda de 46% frente o ano anterior, com alta de 1,5% frente a semana imediatamente anterior. O tráfego em concessões de aeroportos teve queda de 54% frente um ano antes, e alta de 0,8% frente a semana imediatamente anterior.

O Bradesco mantém avaliação de outperform, com preço-alvo de R$ 17, frente os R$ 13,3 registrados na véspera.

Magazine Luiza (MGLU3: +1,96% a R$ 25,00)

O Magazine Luiza informou nesta segunda que a subsidiária Magalu Pagamentos, fechou contrato para aquisição de 100% da Hub Prepaid Participações e a subsidiária Hub Fintech por R$ 290 milhões.

A conclusão da aquisição está sujeita a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pelo Banco Central.

Segundo a Magazine Luiza, a Hub Fintech começou a operar em 2012, e é uma instituição de pagamentos regulada pelo Banco Central, integrada ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) e ao PIX (Sistema de Pagamentos Instantâneos), por meio da subsidiária Hub Pagamentos. A Hub oferece conta digital e cartão pré-pago aos clientes, e é uma das maiores plataformas de processamento de cartões pré-pagos do Brasil.

A Hub possui cerca de 4 milhões de contas digitais e cartões pré-pagos ativos, que movimentaram aproximadamente R$ 6,6 bilhões nos últimos 12 meses, gerando receita bruta não auditada de R$159 milhões no período.

Segundo o Magazine Luiza, “após a integração com a Hub, os clientes do MagaluPay –pessoas físicas e jurídicas– passarão a contar com uma das mais completas plataformas de produtos e serviços financeiros do mercado”, integrada ao SuperApp.

Clientes poderão realizar compras, depósitos, transferências e pagamentos, entre outros serviços, e passarão a ter um cartão pré-pago com o saldo de sua conta digital, que poderá ser usado para operações “no mundo físico”.

Qualicorp (QUAL3: +0,29% a R$ 34,60)

O Credit Suisse acompanhou a reunião anual da Qualicorp com seus investidores. O banco afirma que a empresa mostrou como está empregando automação na interface com operadores e clientes e no processamento de contratos com os beneficiários. Segundo o banco, a empresa está usando análise de dados para reter clientes.

O banco afirmou que avalia que a empresa abriu caminho para obter efetividade comercial. Diz acreditar que fusões e aquisições são viabilizadas pela forte posição de caixa da empresa, mas podem não acrescentar tanto em valor quanto o crescimento orgânico.

O Credit diz também que há dúvidas sobre o estabelecimento do “market place” da Qualicorp, dada sua complexidade e a mediação com operadores. O banco mantém avaliação como outperform (expectativa de ganhos acima da média de mercado) para a Qualicorp, com preço-alvo de R$ 38, frente os R$ 34,5 registrados em 18 de dezembro de 2020.

Gol (GOLL4: -4,77% a R$ 23,95)

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes informou na segunda que a subsidiária Gols Finance precificação de uma colocação privada de dívida sênior no exterior no valor principal de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,02 bilhão) com remuneração de juros de 8% ao ano e vencimento em 2026.

A dívida é garantida pela Gol Linhas Aéreas e pela Gol Linhas Aéresas Inteligentes. Elas poderão ser liquidadas antecipadamente pela GOL depois do segundo aniversário de sua emissão.

A empresa afirma que a colocação privada das notes é a primeira emissão dentro de seu novo programa de dívida garantida. Os recursos serão usados para capital de giro das garantidoras, para o pagamento de dívidas existentes e para finalidades corporativas em geral, diz a GOL.

JBS (JBSS3: -1,86% a R$ 23,23) e BRF (BRFS3: -1,18% a R$ 21,81)

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) divulgou previsão de que as exportações de carne bovina cheguem em 2021 a 2,1 milhões de toneladas, ou R$ 8,8 bilhões, frente 2 milhões de toneladas, ou R$ 8,5 bilhões em 2020.

A entidade espera que a China continue entre os principais compradores do produto brasileiro, especialmente quando se considera que 26 unidades devem ser certificadas pela China no Brasil. Atualmente, há 37 unidades certificadas pela China no Brasil.

O Bradesco BBI diz que a previsão de crescimento de 6% não muda a forma como encara o setor, já que fica apenas um pouco acima da expectativa de alta de 5% para exportações brasileiras de carne bovina divulgadas em outubro pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Apesar disso, o banco diz esperar queda dos preços de proteína globalmente depois de 2021, à medida que a China deve continuar a recompor seu rebanho suíno. O banco mantém avaliação de outperform para JBS e BRF, com preço-alvo de R$ 33 para JBS, frente os R$ 23,67 negociados em 18 de dezembro, e preço alvo de R$ 28 para a BRF, frente R$ 22,07 negociados na mesma data.

Light (LIGT3: -1,27% a R$ 23,20)

A Light informou que aprovou período de exclusividade de 30 dias para que a Brasal Energia negocie, por R$ 96,4 milhões, a participação de 51% de sua controlada Light Energia na Guanhães Energia. A empresa opera as PCHs Senhora do Porto, Dores de Guanhães, Fortuna II e Jacaré.

Taesa (TAEE11: -0,85% a R$ 32,77)

A Taesa comunicou em fato relevante que os seus acionistas controladores, Cemig e ISA Investimentos e Participações do Brasil, assinaram um aditamento de acordo de acionistas a respeito de alterações no estatuto social relativas à composição do conselho de administração da companhia e à mudança da alçada na aprovação de associação da empresa ou controladas com outras sociedades.

Andrade Gutierrez

A Andrade Gutierrez tenta garantir até terça (22) a adesão de investidores à proposta de adiar por entre quatro e seis meses o pagamento de juros que vencem em 30 de dezembro, relativos a títulos emitidos pela companhia no exterior. A empresa previa faturar R$ 5,2 bilhões em 2020, mas o valor deve ser de R$ 3,2 bilhões, devido à pandemia, que impactou obras no Brasil e no exterior, redução de receita que a leva a buscar prolongar o pagamento dos juros.

Segundo o jornal Valor, para garantir o acordo, a empresa precisa de adesão de maioria simples dos investidores que compraram o bônus, cuja emissão atingiu US$ 480 milhões e tem vencimento em 2024. Os executivos da empresa vêm conversando com investidores desde quarta, e estipularam o prazo de cinco dias úteis, que se encerra na terça, para a resposta.

A proposta prevê o pagamento de 2% a mais sobre os US$ 22 milhões de juros que deixarão de ser pagos em 30 de dezembro. Assim, o custo para a empresa sobe de 9,5% para 11,5%.

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