Ações de Imobiliárias desabam, com Gafisa chegando a cair 7,9%

Aumento de volatilidade colabora para derrubar os papéis do setor; analista também cita pior expectativa para os balanços do 3º trimestre

Publicidade

SÃO PAULO – Os ganhos recentes das imobiliárias escoam no pregão dessa terça-feira (2), enquanto o Ibovespa reforça o movimento negativo nessa tarde. A poucos minutos de fechar o pregão, as ações da Gafisa (GFSA3, R$ 4,15), Brookfield (BISA3, R$ 3,63), Rossi (RSID3, R$ 4,82) e PDG Realty (PDGR3, R$ 3,67) caíam 7,64%, 6,22%, 4,91% e 4,16%, respectivamente, figurando entre as piores perdas do índice, que amargava queda de 0,63% aos 59.197 pontos. 

Na mínima do dia, os ativos da Gafisa chegaram a recuar 7,87%, Brookfield, 8,03%, Rossi, 6,09%, e PDG, 5,97%. O desempenho desses papéis se afasta, contudo, da performance diária das ações da Cyrela (CYRE3), que operam estáveis, e MRV Engenharia (MRVE3), com ganhos de 0,32% aos R$ 12,40. 

Segundo o analista Henri Evrard, da Infinity Asset, o mercado está um pouco conturbado e as ações que apresentam um maior risco estão sendo penalizadas nesse pregão. O desempenho ruim dos papéis do setor de construção civil deve-se ao dado operacional ruim e pior expectativa do mercado para os próximos balanços, um cenário que é mais acentuado em períodos de queda do Ibovespa, que é bastante atrelado as ações do setor, complementa.

Com exceção de Gafisa, que “explodiu” no último mês, as únicas que mostram tanto um desempenho positivo tanto no dia quanto no acumulado anual são MRV e Cyrela, que mostram um movimento bem parecido e um balanço melhor, disse o analista.