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As eleições que ocorrem no final deste ano devem trazer uma onda forte de volatilidade para o mercado. Em meio às incertezas e preocupações com o período, investidores têm buscado proteção e segurança. Para o Banco Safra, o setor de energia será o grande alvo nos próximos meses, graças à sua estrutura sólida de valorização.
As receitas do setor de energia, ajustadas pela inflação em vez de atreladas ao PIB, devem trazer a previsibilidade esperada, contando ainda com um fluxo de dividendos razoável. Além da estrutura sólida, o banco vê uma oportunidade clara de crescimento no horizonte. Ainda em 2026, estão programados dois leilões de transmissão, com capex total de R$ 25 bilhões no setor.

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A agenda também inclui o leilão de capacidade de reserva (LRCAP – Leilão de Reserva de Capacidade), focado em baterias e soluções de armazenamento de energia. De acordo com os analistas, esse leilão pode acabar atraindo mais empresas do segmento de transmissão.
Com base nesse cenário, o Safra reforçou a recomendação para Alupar (ALUP11) como sua top pick. Na mesma atualização, o banco elevou a recomendação da Taesa (TAEE11) para Neutra e mantiveram a ISA Energia (ISAE4) como o nome menos preferido.
Principais nomes
A Alupar segue como a principal escolha dos analistas do Safra para o setor. De acordo com o banco, a Taxa Interna de Retorno (IRR, em inglês, ou TIR) da companhia está acima da média do setor (de 10,6%, contra a média de 9,4%) e é a mais alta dentre as empresas de transmissão de energia. Além da taxa alta, o potencial de valorização chega a quase 20%.
A empresa também é a única do segmento com receitas indexadas ao dólar americano, resultado do processo de expansão na América Latina no último ano. Ainda que a Alupar precise desembolar R$ 5,2 bilhões em capex na América Latina para executar o projeto e R$ 3,9 bilhões no Brasil, o Safra segue confiando na solidez dos fundamentos da empresa.
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“Acreditamos que a empresa continuará buscando oportunidades na região, o que pode gerar upside (valorização) adicional no futuro”, afirmam os analistas. Para 2026, a recomendação da Alupar é de Compra, com preço-alvo R$ 41,60.
O banco elevou a recomendação da Taesa de Underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para neutra, tendo esse cenário macro à vista, mas também incorporando alguns resultados e previsões para a companhia. Em 2026, a empresa de transmissão tem três grandes projetos em processo de conclusão (e um em 2027).
De acordo com os analistas, o processo de desalavancagem deve ser rápido, abrindo espaço para maiores distribuições de dividendos no futuro. Após a conclusão dos projetos, o banco espera que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITIDA) da empresa cresça cerca de 24%.
Para a ISA Energia, o banco manteve a recomendação Underperform, com uma IRR de 8,2%, abaixo da média do setor. Conforme o banco, a alavancagem da empresa está pressionada por causa do estágio inicial do seu ciclo de investimentos. O preço-alvo para final de 2026 é de R$ 25,40.
Ainda assim, com a resolução do caso com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz), a companhia poderá destravar cerca de R$ 3,5 bilhões. A disputa judicial que se estende por décadas, envolve o reembolso de gastos previdenciários com os aposentados da CESP.