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SÃO PAULO – No pregão seguinte à reunião entre o governo e representantes do setor de energia elétrica, as ações das empresas registram forte alta na manhã desta quinta-feira (10).
Ao afastar, novamente, o risco de um desabastecimento de energia, analistas acreditam que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não trouxe grandes novidades, já que as declarações ao longo da semana já caminhavam nessa direção. Lobão ainda desmentiu que a reunião foi convocada em caráter emergencial, uma vez que já estava marcada desde dezembro.
Entertanto, as ações do setor aparecem entre as maiores altas do índice. As da Cesp (CESP6, +3,23%, R$ 19,51) lideram os ganhos, seguidas pelas da Eletropaulo (ELPL4, +2,12%, R$ 14,91), Eletrobras (ELET3, +1,82%, R$ 6,70; ELET6, +1,29%, R$ 10,24), Cemig (CMIG4, +1,65%, R$ 22,12), CPFL (CPFE3, +1,12%, R$ 20,83) e Copel (CPLE6, +1,01%, R$ 30,10).
No mesmo horário, às 11h08, o principal índice de ações da bolsa, o Ibovespa, subia 0,07%. Contudo, as ações do setor, com exceção de Cesp e Cemig, ainda acumulam perdas na semana. A maior desvalorização fica por conta das ações preferenciais da Eletrobras, que caem mais de 8%.
Mas a equipe de análise da Ativa considera a notícia da reunião de Lobão como neutra. Eles lembram que a expectativa otimista ocorre por conta do início do período de chuvas e um número de termelétricas bem mais elevado do que o que era visto em 2001.
O ministro lembrou que no ano passado foram agregados 3,5 mil megawatts no sistema elétrico, e nesse serão adicionados mais 8,5 mil megawatts, com a entrada em operação de Jirau e Santo Antônio.
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Em relatório, a Ativa reforça que a previsão é de que as chuvas no sul, sudeste e centro-oeste aumentem até abril. Eles dizem que a grande questão é sobre o preço da energia, já que para atender à demanda as térmicas, que produzem a um custo maior, foram acionadas desde o fim do ano passado.
Os analistas da Ativa dizem que esse aumento deve ser repassado aos consumidores no reajuste tarifário, o que reverterá o prejuízo no médio prazo. Mas, na véspera, Lobão revelou que estuda alternativas para que a conta seja dividia, ou seja, para que os consumidores não paguem sozinhos o aumento na conta de luz.
Um profissional do mercado, que não quis ser identificado e que também viu a notícia como algo esperado pelo mercado, disse que se o governo realmente quiser dividir a conta ele deverá fazer isso via um corte excepcional de tributos e encargos, de modo a minimizar os gastos mais elevados.
Vale lembrar que a inflação de 2012 decepcionou o mercado ao avançar 5,84%, bem acima da meta de 4,5%, mostrou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ao publicar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).