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SÃO PAULO – Na espera por um dia agitado, tanto em termos de indicadores econômicos quanto em resultados corporativos nos EUA, os principais mercados acionários na Europa registram perdas na manhã desta quarta-feira (16).
Por lá, o presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, alertou o mercado na noite de terça-feira que o euro está sendo negociado a um nível perigosamente alto e que pode prejudicar a economia da região.
Além das declarações de Juncker, o Banco Mundial soltou um relatório na última noite alertando que o impasse norte-americano sobre o orçamento está restringindo o crescimento econômico ao redor do mundo. Para eles, os EUA representam um risco maior do que uma crise renovada na zona do euro.
Com isso, os bancos parecem ser os mais afetados nesta manhã. Destaque para os da França, com forte queda de 4,4% para as ações do Société Générale, 3,5% para as do Crédit Agricole e 2,2% para as do BNP Paribas. No entanto, em outros mercados, como em Londres, os principais bancos também registram perdas superiores a 2%.
No entanto, entre os índices acionários, o FTSE MIB, de Milão, é mais afetado: queda de 1,2%. Os índices CAC 40 e FTSE 100, de Paris e Londres, recuam 0,3% e 0,5%, respectivamente.
Nesta quarta-feira a temporada de resultados do último trimestre nos EUA começa a se intensificar, com os números dos bancos vindo a público. Entre os principais números do dia, os investidores poderão avaliar o desempenho do BNY Mellon, Goldman Sachs e JPMorgan.
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Agenda cheia
Entretanto, com uma agenda de indicadores econômicos movimentada, tudo pode mudar nas próximas horas. Por aqui o Banco Central divulga o IBC-Br de novembro, por muito tempo considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), mas que levantou dúvidas no mercado após indicar resultado bastante distinto ao do PIB no terceiro trimestre.
Após o fim do pregão será divulgada a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juro do Brasil, atualmente em 7,25% ao ano, em sua mínima histórica.
Nos EUA o dia também é agitado. Às 11h30 (horário de Brasília) serão revelados dados de inflação no último mês do ano passado, seguidos às 12h15 por números de produção industrial e capacidade instalada de dezembro e, às 17h00, pelo Livro Bege do Federal Reserve, que traz um panorama da economia em janeiro.