Ações de bancos nos EUA têm forte queda com novas perdas em hedge funds

Noticiário penaliza mais uma vez as maiores instituições financeiras do mundo; papéis do Bear Stearns caem mais de 10%

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SÃO PAULO – As ações do setor financeiro norte-americano ocupam mais uma vez o destaque negativo na Bolsa de Nova York. Os mercados operam tensos com a notícia de que a Carlyle Capital não conseguiu entrar em acordo com credores da companhia e está próxima da falência.

Com a escalada dos temores, o dólar perde valor frente as principais moedas estrangeiras, atingindo níveis históricos. No Japão, a moeda norte-americana é negociada abaixo dos ¥ 100 pela primeira vez desde 1995. Em relação ao euro, opera no menor patamar em nove anos.

Em queda
Banco US$ Variação
Citigroup (C) 20.36 – 4,01%
Merrill Lynch (MER) 43.66 – 2,80%
Bank of America (BAC) 35.55 – 4,00%
Bear Stearns (BSC) 52.67 – 14,47%
Goldman Sachs (GS) 158.11 – 3,01%
Morgan Stanley (MS) 39.58 – 3,49%
Wachovia (WB) 26.66 – 5,10%
JP Morgan Chase & Co (JPM) 37.21 – 3,63%

*Dados coletados até às 11:30, horário de Brasília

Bear Stearns sem caixa

As ações do banco Bear Stearns são as mais afetadas e caem mais de 10%. Apesar das tentativas da direção em afirmar que não está com problemas de liquidez, o mercado continua a precificar essa possibilidade.

O custo do CDS (Credit Default Swaps) – ativo financeiro que protege contra inadimplência – de títulos de dívida do Bear Stearns disparou, alimentando o temor em relação à condição de caixa da instituição.

Faxina incompleta

O anúncio das baixas contábeis dos bancos norte-americanos com a crise das hipotecas de alto risco está na metade, afirmou James Dimon, chairman do JP Morgan, na última quarta-feira à noite. Apesar disso, os preços das casas continuarão a cair por no mínimo um ano.

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Dimon salientou que a economia norte-americana está provavelmente em recessão e que os mercados de crédito se encontram “congelados”.

Para evitar novas crises de crédito, o secretário do Tesouro norte-americano Henry Paulson deve apresentar nesta quinta-feira medidas como o aumento da supervisão e fiscalização do governo para firmas de hipotecas e corretoras de imóveis.