Ações da Wal Mart e da AT&T impulsionam queda das bolsas dos EUA

Nasdaq Composite apresentou baixa de 1,24%, Dow Jones encerrou o pregão com queda de 1,08% e S&P 500 caiu 1,04%

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SÃO PAULO – Os principais mercados acionários norte-americanos encerraram o volátil pregão desta segunda-feira em queda, pressionados, principalmente, pelo fraco desempenho dos papéis da companhia de telecomunicações AT&T e da varejista Wal Mart, além dos novos temores de uma possível guerra entre EUA e Iraque.

Vale lembrar que as bolsas dos Estados Unidos abriram o pregão em alta, impulsionadas pelos bons resultados divulgados pela varejista Lowe’s, apesar das fracas perspectivas anunciadas pela companhia, porém, as notícias corporativas ruins anunciadas durante o pregão desanimaram os investidores.

Wal Mart e AT&T foram destaques negativos

As ações da maior varejista do mundo, a norte-americana Wal-Mart, encerraram este pregão em queda de 3,01%, pressionadas pelo anúncio de que as vendas nas lojas abertas nos últimos doze meses estão apontando para um crescimento de 2% em novembro de 2002, frente aos 4% previstos anteriormente.

Já as ações da companhia de telecomunicações AT&T fecharam em queda de 2,38% após o banco de investimentos Lehman Brothers ter reduzido a recomendação dos papéis da companhia de equal weight para under weight.

Em contrapartida, vale destacar que o banco de investimentos Merrill Lynch decidiu elevar a recomendação dos papéis do setor de telecomunicações de underweight para marginal overweight.

Mercado ainda teme guerra entre Iraque e EUA

Apesar do Iraque ter aprovado a resolução que prevê a visita dos inspetores de armas da ONU ao seu território, os investidores seguem temerosos de que o país árabe não cumpra com o acordo, o que causaria “graves conseqüências” ao país, segundo texto das próprias Nações Unidas.

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Rumores apontam para o início da inspeção no próximo dia 27, sendo que o Iraque tem até o dia 08 de dezembro para preparar um relatório para a ONU sobre todas as suas operações nos setores de armamentos químicos, nucleares e biológicos.

Reestruturação da UAL afeta setor industrial

Os investidores estiveram atentos também à companhia aérea UAL (+18,64%), controladora da United Airlines, que anunciou neste domingo que demitirá cerca de 9 mil funcionários, além de adiar para 2005 a compra de jatos novos, numa tentativa de voltar a registrar lucro a partir de 2004.

Embora tenha impulsionado os papéis da companhia áerea, a notícia desagradou os investidores das fabricantes de aviões e de peças e equipamentos aéreos, em especial, a Boeing (-1,75%), a United Technologies (-1,78%) e a Honeywell International (-2,54%).

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Nasdaq liderou perdas nos EUA

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 1,24% a 1.394 pontos e aumentando a variação negativa acumulada no ano para 28,54%.

O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão com desvalorização de 1,08% atingindo 8.487 pontos e caindo 15,32% no ano,
enquanto a S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou queda de 1,04% chegando a 900 pontos e acumulando no ano forte baixa de 21,58%.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
S&P 500 -1,04 900 +1,80 -21,58
Dow Jones -1,08 8.487 +1,97 -15,32
Nasdaq C -1,24 1.394 +8,22 -28,54