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A Vivara (VIVA3) reportou uma queda de cerca de 30% no lucro líquido consolidado no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período no ano anterior.
A reação do mercado, contudo, foi de queda para as ações, com VIVA3 fechando em queda de 10,77%, a R$ 24,77.
De acordo com a XP Investimentos, os resultados mais fracos já eram esperados e a Vivara seguiu em linha com a dinâmica de crescimento. Apesar disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) encerrou o trimestre abaixo das estimativas, pressionado por despesas maiores com vendas.
Para os analistas da casa, uma das principais preocupações dos investidores é em relação à evolução da margem bruta, especialmente após o segundo semestre. A margem bruta consolidada cresceu 200 pontos-base no período, mas acabou pressionada com as maiores despesas da companhia, principalmente com vendas.
Segundo a XP, o Ebitda acabou abaixo do esperado, colocando evolução das despesas com vendas como um desafio para a alavancagem operacional da companhia. A margem Ebitda chegou a cair 260 p.p.
De acordo com o JP Morgan, o menor crédito tributário diferido decorrente da redução do fluxo intercompanhia fábrica-varejo também fez pressão sobre o lucro por ação.
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Para os analistas do banco, a reação dos investidores deve seguir negativa, considerando a frustração operacional e a fraqueza nos volumes, em especial do segmento Life.
Lado positivo
Apesar da queda, o JP Morgan destaca que a companhia demonstrou boas tendências de receita, com alta de 14% ao ano. De acordo com os analistas, o resultado reflete uma combinação saudável de preços e volumes na categoria principal de joias.
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O banco também aponta o forte foco da companhia na melhora do capital de giro como ponto positivo. Conforme o balanço trimestral, os estoques cresceram 3% ao ano.
As vendas brutas cresceram 14%, desacelerando na comparação trimestral. Ainda assim, conforme a XP, os níveis permaneceram sólidos, sustentados pela expansão de lojas e pela dinâmica de vendas nas mesmas lojas (SSS) da Vivara, que cresceu 11% na comparação com o ano anterior.
