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SÃO PAULO – Diferente da volatilidade vista nos últimos dias, o Ibovespa tenta firmar uma tendência logo no começo do dia. Às 10h33 (horário de Brasília) desta sexta-feira (17), o benchmark da bolsa brasileira subia 1,09%, a 55.368 pontos. Na agenda do dia, expectativa sobre indicadores dos EUA, possíveis estímulos na China e discussões sobre a estratégia de saída do QE3 – plano de estímulo econômico adotado pelo governo norte-americano – dão o tom das negociações neste fechamento de semana.
Das 71 ações que compõe o Ibovespa, apenas 11 apresentavam neste horário. Entre as maiores altas, destaque para empresas do grupo EBX, de Eike Batista, com LLX Logística (LLXL3, R$ 1,87, +2,19%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,01, +2,03%). JBS (JBSS3, R$ 7,07, +1,58%) e Eletrobras (ELET3, R$ 5,34, +3,09%; ELET6, R$ 9,52, +1,38%) também avançam, estendendo os ganhos registrados ao longo desta semana, após ambas divulgarem seus resultados do 1º trimestre do ano.
As empresas com maior participação na carteira diária do Ibovespa também sobem, contribuindo para o dia positivo do índice. A Vale (VALE3, R$ 31,80, +1,44%; VALE5, R$ 30,09, +1,31%), que com seus dois ativos possui mais de 10% de participação, sobe mais de 1% após ter registrado queda nos últimos cinco pregões. A Petrobras (PETR3, R$ 19,00, +1,01%; PETR4, R$ 19,91, +0,81%), que possui a segunda maior participação individual no índice, também mostra ganhos nesta manhã.
China avança com sinalização de estímulos
Na Ásia, o índice de Shangai teve seu maior fechamento desde março, repercutindo os rumores de que o presidente do país, Xi Jinping, tomará frente de uma série de medidas para estimular a economia do país, segundo informações divulgadas pela Reuters, que creditou uma fonte próxima do governo.
Ainda no continente asiático, o indicador de pedidos de maquinário à indústria japonesa subiu 14,2% em abril. O valor superou amplamente a expectativa do mercado, de alta de 3,1% e os 4,2% de aumento registrados em março.
Discurso e indicadores em foco nos EUA
Na véspera, discurso de membros do Fed alertaram para uma possível interrupção do programa de compra de títulos norte-americano já no verão do hemisfério norte, diminuindo os estímulos monetários criados para alavancar a economia local. O presidente do Fed de Filadélfia e de Minneapolis foram os primeiros a trazer essa sinalização.
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Ainda nos EUA, a agenda traz como destaque o indicador de confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan e que sairá às 10h55. Segundo o portal Briefing, o mercado espera alta para 78,5 pontos em maio, ante 76,4 pontos registrados na leitura de abril. Também por lá, sai o Leading Indicators, compilado de índices já divulgados. A expectativa do mercado para abril é de alta de 0,3%.
IPC-Fipe em destaque
No Brasil, a safra de resultados do 1º trimestre chegou ao fim e, com isso, a agenda local fica mais escassa. Destaque apenas para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que desacelerou alta para 0,21% na segunda quadrissemana de maio, após avançar 0,31% no período imediatamente anterior.