Ações da Vale despencam com queda dos preços de commodities metálicas

Níquel atinge menor cotação de intraday desde julho de 2006 em Londres; zinco, alumínio, estanho e cobre também caem

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SÃO PAULO – Essa não é a melhor semana da Vale (VALE3, VALE5). Pressionadas pela queda nos preços de metais e a alta da cotação do petróleo no mercado internacional, as ações da mineradora despencam e integram os destaques negativos do Ibovespa nesta quinta-feira (29).

A maior queda é apresentada pelos papéis ordinários da empresa, de cerca de 2,8%, enquanto as ações preferenciais registram desvalorização de 2,2%; o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, cai 0,66%. Na semana, as variações são de aproximadamente -3,6% -2,8% e 1,7%, respectivamente.

Commodities caem

Entre as maiores influências negativas aos papéis da companhia nesta sessão, aparece a derrocada no preço do níquel, que atingiu US$ 22,3 mil por tonelada em Londres, valor de intraday mais baixo desde 4 de julho de 2006.

O zinco também apresenta queda expressiva, com enfraquecimento da demanda e aumento da oferta. A London Metal Exchange também registra recuo nas cotações de outros metais, como alumínio, estanho e cobre.

Realização de lucros

Na terça-feira, os analistas do Citigroup publicaram um relatório sinalizando que os ativos do setor de mineração europeu estavam supervalorizados, principalmente frente à alta do petróleo, o que indicava um bom momento para a realização de lucros.

O banco indicou também que a disparada no preço do barril de petróleo deve pesar sobre as margens e custos do setor nos próximos meses, sendo que as empresas mais afetadas serão as que têm maior exposição ao cobre.