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SÃO PAULO – As ações da Telesp (TLPP4) reagem aos rumores de que sua controladora, a Telefónica, estaria decidida a unir as operações da empresa com as da Vivo (VIVO4). O objetivo da empresa espanhola com o estreitamente entre as companhias de telecomunicações no Brasil permitiria redução de custos e maior vantagem competitiva.
Com isso, as ações preferenciais da Telesp se destacaram como a maior alta do Ibovespa ao encerrarem o dia com alta de 3,71%, cotadas a R$ 35,52. Os negócios haviam movimentado R$ 8,99 milhões.
| Cotação | ||
|---|---|---|
| Empresa | Variação (%) | Preço |
| Telesp | 3,71% | R$ 35,52 |
| TIM | 1,44% | R$ 6,33 |
| Vivo | 2,43% | R$ 46,01 |
| Telemar | -0,52% | R$ 28,55 |
| Telemar Norte Leste | -0,37% | R$ 48,82 |
| Fonte: BM&F Bovespa | ||
Influências
Segundo matéria publicada no jornal inglês Financial Times, a Telefónica estaria negociando com a Portugal Telecom um acordo que permita a integração dos produtos e gestão da Vivo e da Telesp no Brasil, que combinem telefonia fixa e móvel.
Juntas, PT e Telefónica possuem 59% da Vivo. Este é, segundo o jornal, o grande impasse que a espanhola tem enfrentado em seus planos de burlar a concorrência do setor de telecom brasileiro e melhorar os resultados das empresas, com a combinação de rede, marketing e operações de escritório.
Histórico de insucessos
Em 2007, a Telefónica já tentou adquirir a parcela da Vivo em posse da PT, oferecendo inclusive € 3 bilhões a mais pela fatia. Contudo, a PT recusou a oferta, afirmando que quer ficar mais tempo investida na Vivo.
Porém, caso as conversas não resultem em acordo entre as duas controladoras, especula-se ainda que a Telefónica possa buscar outras alternativas para gerenciar melhor seu negócio no Brasil, como a compra da TIM (TCSL4) da Telecom Italia.