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SÃO PAULO – Pelo segundo pregão consecutivo, as ações ordinárias da Tele Norte Leste Participações (TNLP3) lideraram as perdas do Ibovespa, repercutindo o acordo da controladora da Oi com a Portugal Telecom para determinar as bases de eventual aliança, que envolveria participação direta e indireta da empresa portuguesa no capital da companhia.
Dessa forma, após recuarem 15,99% na véspera, os papéis ON da operadora fecharam esta quinta-feira (29) com queda de 8,06%, sendo cotados a R$ 32,36. Com essa nova queda, eles acumulam uma desvalorização de 19,1% na semana.
Os ativos preferenciais da Tele Norte Leste Participações (TNLP4) também ocuparam uma posição de destaque na ponta vendedora. O declínio de 4,9% foi o quarto maior dentre as empresas listadas no índice Bovespa e fez com que eles fechassem cotados a R$ 25,84. Já as ações PNA da Telemar Norte Leste (TMAR5), controlada pela Tele Norte Leste Participações, tiveram uma variação negativa de 5,01% – a terceira maior do índice no pregão -, encerrando a R$ 45,60.
Vale mencionar que esses dois papéis acumulam perdas de 9,21% e 8,53% na semana, respectivamente.
Acordo desagrada analistas
Grande maioria dos analistas tenta explicar o porquê dessa trajetória negativa das ações. E motivos são o que não faltam para suas análises. A Link Investimentos destaca que a ausência de mudança de controle (e, portanto, de tag along) frustrou o mercado. Já o Deutsche Bank afirma que os pontos positivos ressaltados pela administração, como diminuição da dívida e valor estratégico da parceria não são suficientes para justificar um aumento de capital nas condições atuais.
Por fim, Michel Morin e Daniel Spilberg, analistas do Barclays, criticam ainda o excessivo prêmio de controle de cerca de 1.900% a ser pago pelas participações que a Portugal Telecom deve adquirir da La Fonte e da AG na TmarParticipações (que controla a Tele Norte Leste Participações e não tem capital aberto). “Tal prêmio de controle tão alto mereceria uma revisão pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), embora a percepção é de que há um forte apoio político ao negócio”, afirmaram os analistas.