Ações da Raízen (RAIZ4) disparam e voltam a R$ 1 após três meses

Papel não atingia esse patamar desde 06 de outubro de 2025

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

An ethanol processing facility, operated by Raizen SA, in Brazil. Photographer: Victor Moriyama/Bloomberg
An ethanol processing facility, operated by Raizen SA, in Brazil. Photographer: Victor Moriyama/Bloomberg

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As ações da Raízen (RAIZ4), controlada da Cosan (CSAN3), operam com forte valorização nesta quarta-feira (28) e voltam a ultrapassar o patamar de R$ 1 após mais de três abaixo desse nível. O papel não atingia essa cifra desde 06 de outubro de 2025.

Por volta das 12h48, os papeís da empresa subiam 16,67%, a R$ 1,05.

O movimento é beneficiado tanto pela queda dos juros futuros, tendo em vista o alto endividamento da companhia, quanto por notícias sobre a estruturação de um possível aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

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Com um modelo intensivo em capital, a companhia ampliou o endividamento em meio à compressão das margens no setor de combustíveis, enquanto o ciclo de juros elevados encareceu ainda mais o crédito, levando a dívida líquida da Raízen era de R$ 53,437 bilhões, com alavancagem financeira medida por dívida líquida/ Ebitda de 5,1 vezes.

Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a Bioenergia Barra, controlada indiretamente pela Raízen, a vender a Bio Polares, companhia que detém uma central de minigeração de eletricidade movida a biogás oriundo do Aterro Sanitário Dois Arcos, localizado em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, segundo informações do Broadcast do Estadão.

A compradora é a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás, também conhecida pela sigla GDA, que atua na produção de biometano a partir do biogás gerado no mesmo aterro para comercialização posterior. O valor do negócio, cujo aval foi publicado nesta quarta-feira, 28, no Diário Oficial da União, não foi informado.

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