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SÃO PAULO – As ações da OGX Petróleo (OGXP3), petrolífera do grupo de Eike Batista, estenderam seus ganhos no oitavo dia consecutivo de alta nesta quarta-feira (1), depois de a empresa anunciar oficialmente a extração do primeiro óleo e se tornar geradora de caixa.
Os papéis subiram 5,68%, cotados a R$ 17,49, mas chegaram a tocar os R$ 17,79 na máxima do dia, quando avançavam 7,49%. Já o Ibovespa subiu 2,37%. O rali vivenciado nos últimos oito pregões pelos ativos OGXP3 já chega a acumular ganhos superiores a 11,70%. Em 2012, a valorização acumulada já chega a faixa dos 28,41%.
Vale também destacar o volume financeiro acima do normal durante esta sessão. A companhia movimentou R$ 724,85 milhões, volume bastante acima da média dos últimos 21 dias, de aproximadamente R$ 250 milhões.
Fim da fase pré-operacional
O teste de longa duração da companhia resultou na extração petrolífera pioneira no campo de Waimea durante a noite de 31 de janeiro. Essa operação resulta no fim do período pré-operacional da OGX, já que se seguirá a esse primeiro óleo a produção de 1,2 milhão de barris, que já estão encomendados pela Shell.
Depois, será a vez de a petrolífera conseguir estabilizar sua meta de 15 mil barris diários no poço OGX-26HP, o que ela espera fazer até julho deste ano. Para o segundo semestre, no entanto, a perspectiva é que essa produção chegue a um patamar entre 40 mil e 50 mil barris.
Por fim, a empresa comunicou ao mercado sobre a existência de hidrocarbonetos nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, no poço 1-OGX-63-SPS, o qual é controlado 100% pela companhia de Eike Batista. Em Santos, a OGX estima que haja uma capacidade aproximada de 1,8 bilhão de barris de óleo equivalente.
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Avaliação
Na véspera, o HSBC aproveitou para reiterar para OGXP3 a recomendação de peso maior em carteira – ou overweight -, dizendo acreditar que essa tendência de alta continuará.
O preço-alvo foi revisado para cima, de R$ 19,50 para R$ 22, pela analista Anisa Redman, citando ainda a avaliação da consultora D&M sobre o potencial das reservas da OGX, planejada para 2012, e a possível compra de nova área de exploração no Brasil como catalisadores. O upside é de 25,79% frente à cotação de fechamento dessa quarta-feira.
Por sua vez, Rafael Andreata, da Planner, voltou a escolher a empresa como a top pick para o setor de petróleo e gás, principalmente por causa do potencial que a Bacia de Santos representa à sua futura produção. A sugestão é de compra dos papéis, com preço-alvo em R$ 24,00, ou potencial de valorização de 37,22% na mesma comparação.