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SÃO PAULO – As ações da OGX Petróleo (OGXP3), que estavam previstas para abrir às 11h (horário de Brasília) tiveram o call de abertura adiado até às 11h16. Após o leilão, os papéis da companhia abriram em queda de 35,2%, a R$ 0,11, nova mínima histórica, e saíram de um novo leilão por volta das 11h22. Dois minutos depois, os papéis da companhia oscilavam entre perdas de 17,65% e 23,53%, entre os R$ 0,13 e R$ 0,14. Às 11h27, os papéis entraram em leilão novamente.
Com o pedido de recuperação judicial feito na véspera, a mpresa deve ter pregão até as 16h00, quando iniciará um procedimento especial para determinar o preço de exclusão dos índices em bolsa, com duração mínima de uma hora.
Assim, a empresa será excluída de nove índices da bolsa: Ibovespa, IBrX, IBrX-50, IBrA, IGC, IGCT, IGC-NM, ITAG, SMLL e ICO2. Por enquanto, espera-se que a OGXP3 continue sendo negociada normalmente – dadas as informações que se tem atualmente sobre a empresa.
A recuperação judicial
Essa recuperação judicial foi pedida no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pelo advogado Sérgio Bermudes, destacou os outros órgãos de imprensa. A empresa afirmou nesta sessão que a decisão dependia de uma reunião do conselho de administração e que a decisão ainda não havia sido tomada. Quase sem liquidez, os títulos de dívida não se movimentaram com o pedido de recuperação judicial.
Agora, a companhia terá 60 dias para apresentar o plano de reestruturação de dívidas, e os credores deverão responder em até 30 dias. A empresa estima que esse processo deva durar até 180 dias. Amanhã, caso a notícia seja confirmada pela justiça, a OGX deverá passar por um último leilão antes de ter as negociações suspensas por período indeterminado.
Sobre as opções
A BM&FBovespa reforçou, no final de setembro, que caso a companhia entre com pedido de recuperação judicial, ou extrajudicial, isso implicaria na suspensão dos negócios no mercado de opções, bem como o recebimento de pedido do exercício.
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A BM&Bovespa informou ainda os procedimentos operacionais para o empréstimo de ativos, ou BTC. Segundo a bolsa, caso não seja possível proceder à devolução de ativos anteriormente tomados em empréstimo – em virtude de decretação de intervenção, liquidação extrajudicial, administração especial temporária e pedido de falência, entre outros -, a BM&FBovespa determinará a realização da liquidação financeira da operação, utilizando o preço resultante do procedimento especial de leilão, caso não haja impedimento administrativo ou judicial para realizá-lo.
Caso ocorra impedimento administrativo ou judicial para a realização de procedimento especial de leilão, a bolsa arbitrará o preço para ser utilizado na liquidação financeira da operação.