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As ações da Meta chegaram a cair quase 8% nesta quinta-feira (26) após a empresa perder dois julgamentos nos Estados Unidos envolvendo segurança de crianças e adolescentes em redes sociais. No ano, o papel acumula queda de cerca de 17%.
Em Santa Fe, no Novo México, um júri concluiu que a Meta enganou usuários sobre a segurança de Facebook e Instagram em relação a crianças alvo de predadores online e fixou indenização de US$ 375 milhões.
Já em Los Angeles, outro júri decidiu que Meta e YouTube foram negligentes em um caso de danos à saúde mental de uma usuária, determinando pagamento total de US$ 6 milhões, dos quais 70% cabem à dona do Facebook.
Os valores são modestos para uma companhia avaliada em torno de US$ 1,5 trilhão e com lucro anual superior a US$ 60 bilhões, mas aumentam o risco jurídico para a big tech.
Há uma fila de ações semelhantes sobre vício em redes sociais e impactos na saúde mental, além de pressão crescente no Congresso dos EUA para rever a Seção 230, regra que limita a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo de usuários.
Ao mesmo tempo, investidores seguem preocupados com o plano da Meta de investir até US$ 135 bilhões em capex neste ano para avançar em inteligência artificial, sem que a empresa tenha apresentado ainda uma nova fonte relevante de receita nessa frente.
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A companhia anunciou recentemente novas demissões em áreas como a Reality Labs, divisão de realidade virtual, aumentada e dispositivos com IA.

