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SÃO PAULO – As ações da Merrill Lynch encerraram a sexta-feira com forte queda, operando na maior parte do intraday da sessão com desvalorização próxima a 9% na bolsa nova-iorquina, a maior desde a reabertura dos mercados após os atentados de 11 de setembro.
Os papéis despencaram em meio a rumores no mercado de que o banco teria realizado acordos com hedge funds a fim de adiar a divulgação de parte de suas perdas ocasionadas por investimentos atrelados às hipotecas subprime.
Na última quarta-feira, a companhia anunciou um prejuízo no terceiro trimestre de US$ 2,24 bilhões, bem acima do esperado. Segundo o Deutsche Bank, as perdas até o final do ano serão ainda maiores.
Com isso, os analistas do banco alemão reduziram sua recomendação aos papéis da Merrill Lynch de “manutenção” para “venda”.
Mais perdas são esperadas
O desempenho negativo do banco é ocasionado pela alta exposição da companhia aos CDOs (Collateralized Debt Obligations) e investimentos atrelados às hipotecas subprime.
E o cenário a médio prazo para a Merrill Lynch não é nada animador. De acordo com projeções de analistas, o banco possui ainda US$ 15,2 bilhões de investimentos em CDOs, além de US$ 5,7 bilhões em hipotecas de segunda linha. Com isso, as estimativas para o quarto trimestre da empresa são de baixas contábeis de US$ 5 bilhões.
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Merrill Lynch nega acordos
Com a desvalorização registrada, os papéis da Merrill Lynch acumulam uma queda de cerca de 40% somente neste ano.
Quanto aos rumores de negócios com hedge funds a fim de amortizar seu prejuízo, o banco de investimentos afirmou que tais transações não ocorreram e que “acordos deste tipo feririam a política adotada pela Merrill Lynch.”