Novo rali

Ações da Kodak saltam até 80% após órgão não encontrar irregularidades em empréstimo de US$ 765 mi para medicamentos

Companhia anunciou em julho a criação de área de produção de ingredientes para tratamento da Covid-19, mas suspeitas de irregularidades travaram a ajuda

(Kevork Djansezian/Getty Images)

SÃO PAULO – O DFC, órgão dos Estados Unidos responsável por avaliar financiamentos de projetos privados no país, não encontrou irregularidades no empréstimo de US$ 765 milhões feito pela Kodak em julho deste ano. As informações são do The Wall Street Journal.

Com a informação, os papéis da companhia chegaram a disparar 80% nesta segunda-feira (7). Às 14h50 (horário de Brasília), as ações avançavam um pouco menos, 59,9%, cotadas a US$ 12,04.

O inspetor geral do DFC disse para legisladores democratas que não encontrou evidências de que os funcionários da agência tivessem conflitos de interesse nos planos, diz o jornal. Apesar disso, ainda não está confirmado que a agência seguirá com o empréstimo.

Em setembro, os papéis da antiga companhia de fotografia já havia registrado fortes ganhos após uma análise do escritório de advocacia Akin Gump, que inocentou executivos da empresa de irregularidades.

No fim de julho, o próprio DFC informou que iria emprestar US$ 765 milhões para a Kodak para a criação de uma nova área dentro da companhia, que iria produzir ingredientes químicos para a formulação de medicamentos de combate à Covid-19.

Na ocasião do anúncio, as ações da empresa saltaram 1.200% em dois dias, chegando a superar 2.700% de alta em menos de uma semana. Os papéis, que há tempos operavam na casa de US$ 2, chegaram a superar os US$ 30.

Logo após a notícia, porém, surgiu uma investigação por conta da variação dos papéis, com rumores de que o foco do processo estaria no presidente da Kodak, Jim Contienza, que teria operado de forma duvidosa no mercado antes do anúncio.

Desde então, com as investigações em andamento e sem o empréstimo que havia mudado o cenário da companhia por alguns dias, as ações recuaram e ficaram “travadas” abaixo de US$ 10. Na última semana, os papéis encerraram cotados a US$ 7,53.

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