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SÃO PAULO – À espera do Relatório do Emprego do mês de Abril, as bolsas terminaram em queda nos Estados Unidos nesta quinta-feira, em dia de elevada volatilidade. Os principais índices acionários responderam desfavoravelmente ao noticiário econômico misto e ao cenário corporativo da sessão.
Enquanto a agência de classificação Standard Poor’s rebaixou os ratings da GM e da Ford nesta quinta-feira, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos mostrou que a produtividade do trabalhador norte-americano cresceu no primeiro trimestre de 2005, mas o número de pedidos de auxílio desemprego aumentou na última semana de abril.
Cenário econômico em foco
Nesta quinta-feira, foram divulgados os dados referentes à produtividade do trabalhador norte-americano, excluindo o setor agrário, referentes ao primeiro trimestre de 2005. O índice registrou variação positiva de 2,6%, ficando bem acima das expectativas do mercado, que apostava em um crescimento de 1,8%, e também acima do índice anterior, de 2,1%.
Por outro lado, o mercado sentiu o impacto negativo causado pela divulgação do Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio desemprego feitos nos Estados Unidos, referente à semana terminada em 30 de abril. O indicador registrou um total de 333 mil pedidos, acima das expectativas (324 mil) e da medição anterior (322 mil).
Ações da GM e da Ford caíram forte
Já no cenário corporativo, o destaque ficou para a GM e para a Ford. Após fecharem em alta na última sessão, impulsionadas pela oferta de compra de 4,95% do capital da GM feita pelo investidor Kirk Kerkorian, a agência Standard& Poor’s deu um duro golpe nos papéis das companhias nesta quinta-feira, quando rebaixou os ratings de seus débitos para junk status, que se refere à pior classificação de risco existente.
Como o impacto da nova classificação deve ser de um maior custo de financiamento para a GM e para a Ford, o fato implica em perda da competitividade das companhias. Assim, refletindo a classificação atribuída, as ações da GM caíram 5,91% e os papéis da Ford perderam 4,53% na sessão.
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A IBM também contribuiu para a queda dos índices norte-americanos. A empresa anunciou um plano de corte de trabalhadores na Europa, que deve custar cerca de US$ 1,3 bilhões em taxas. Assim, as ações da empresa terminaram o pregão em queda de 2,05%.
Dow Jones liderou as perdas
Assim, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,43% a 10.340 pontos, acumulando no ano forte baixa de 4,10%.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,26% atingindo 1.173 pontos e caindo 3,24% no ano.
Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,02% hoje, chegando a 1.962 pontos e acumulando no ano forte baixa de 9,82%.
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%Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | ![]() |
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Nasdaq C | -0,02 |
1.962 | -1,88 |
-9,82 |
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S&P 500 | -0,26 |
1.173 | -0,74 |
-3,24 |
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Dow Jones | -0,43 |
10.340 | -1,13 |
-4,10 |
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