Ações da Azul (AZUL54) caem “impressionantes” 90% com histórico aumento de capital

A oferta de ações teve como objetivo viabilizar a capitalização obrigatória das dívidas financeiras da Azul, por meio da conversão de títulos emitidos no exterior em ações

Lara Rizério

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Os ativos da Azul (AZUL54) tiveram uma nova sessão de derrocada nesta quinta-feira (8). Os papéis fecharam em uma derrocada de impressionantes 90,20%, a R$ 25.

O movimento ocorre após o Conselho de Administração da Azul aprovar, conforme divulgado na quarta-feira, um aumento de capital totalizando R$ 7,44 bilhões por meio da emissão de 723.861.340.715 novas ações ordinárias a R$ 0,00013527 cada e 723.861.340.715 novas ações preferenciais a R$ 0,01014509 cada.

Após a oferta, o capital da empresa passa a ser de R$ 14,57 bilhões, dividido em 1,45 trilhão de ações (725,99 bilhões ordinárias e 724,75 bilhões preferenciais).

A oferta de ações teve como objetivo viabilizar a capitalização obrigatória das dívidas financeiras da Azul, por meio da conversão de títulos emitidos no exterior em ações.

“O aumento de capital ficou em linha com as expectativas, dando continuidade ao desenvolvimento do plano de recuperação judicial da Azul”, ressalta o Bradesco BBI.

Em relatório de meados de dezembro, quando foi aprovado o plano, o banco destacou que o processo reforça o balanço patrimonial, com redução da dívida total após as conversões de ações.

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Por outro lado, já era prevista uma diluição maciça de ações devido às consideráveis ​​conversões de dívida, garantia e nova emissão de ações. Assim, os acionistas com papéis antes da operação passaram a ficar próximos da diluição total (99%), o que corrobora também a recomendação equivalente à venda para os ativos da aérea.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.