Acidente grave com mineradora da Vale, resultado da Cielo e mais 5 empresas no radar

Confira os principais destaques do noticiário corporativo da noite desta quinta-feira

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SÃO PAULO – A temporada de resultados seria novamente o destaque na noite desta quinta-feira (5), mas um grave acidente envolvendo a mineradora Samarco, joint venture da Vale com a BHP, acabou deixando um rastro de destruição no interior de Minas Gerais. Veja os destaques:

Vale (VALE3; VALE5)
A mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP, informou nesta quinta-feira que uma barragem de rejeitos da unidade Germano da companhia se rompeu na região de Ouro Preto e Mariana (MG). Ainda não há um número oficial de afetados, mas as informações são de que pelo menos 30 pessoas estavam no local no momento do acidente, que pelo menos uma pessoa morreu e outras 25 estão desaparecidas.

“Não é possível, neste momento, confirmar as causas e extensão do ocorrido, bem como a existência de vítimas. Por questão de segurança, a Samarco reitera a importância de que não haja deslocamentos de pessoas para o local do ocorrido, exceto as equipes envolvidas no atendimento de emergência”, afirmou a empresa em nota.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase) informou que entre 14 e 15 pessoas podem ter morrido e outras 45 estariam desaparecidas.

Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros em Ouro Preto, moradores da região disseram que há pessoas soterradas e ilhadas. Uma pessoa foi encaminhada para o hospital Monsenhor Horta, de acordo com o próprio hospital.

Foram enviadas ao local viaturas e cães farejadores auxiliam nas buscas por vítimas. O secretário de Defesa Social de Mariana, Brás Azevedo, disse que a situação no local é muito grave e há riscos de mais desmoronamentos. A Prefeitura de Mariana afirma que o distrito está sendo esvaziado, e a orientação para os moradores é que sigam até o distrito de Camargos, que é mais alto e mais seguro.

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Cielo (CIEL3)
A companhia de meios de pagamento viu seu lucro líquido subir 11,9% em um ano, passando para R$ 918,54 milhões no terceiro trimestre, ante R$ 820,51 milhões no mesmo período de 2014. Enquanto isso, a receita líquida avançou 50%, atingindo os R$ 2,92 bilhões, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) fechando o período em R$ 1,36 bilhão, com alta de 42%.

No terceiro trimestre, o volume financeiro de transações totalizou R$ 137,3 bilhões, representando um acréscimo de 6,6% quando comparado aos R$ 128,8 bilhões no mesmo período em 2014. Já as despesas operacionais aumentaram R$ 63,2 milhões, ou 20,6%, para R$ 369,8 milhões.

Rumo (RUMO3)
A operadora de logística ferroviária Rumo registrou um prejuízo líquido de R$ 43,7 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de R$ 68,2 milhões um ano antes – considerando os números combinados com o da ALL, que se uniu com Rumo. Segundo a empresa, o resultado foi afetado por maiores custos e despesas operacionais devido à adoção de novas políticas contábeis e por maiores despesas financeiras, como efeito da alta de juros no período. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 399,4 milhões.

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A receita líquida atingiu R$ 1,36 bilhão, uma alta de 22,2% na base anual, enquanto o volume total transportado atingiu 12,5 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), 6% superior ao terceiro trimestre de 2014. Por outro lado, os custos avançaram 30%, a R$ 921,4 milhões, e as despesas cresceram 42%, a R$ 95,2 milhões.

Linx (LINX3)
A empresa brasileira de software Linx apresentou uma queda de 25,8% no lucro líquido do terceiro trimestre, chegando a R$ 17,5 milhões. O resultado da companhia foi impactado pelo pagamento de quase R$ 4 milhões em imposto de renda. A receita líquida teve alta de 21,6% no período, chegando a R$ 113,5 milhões, na comparação anual.

Copasa (CSMG3)
O lucro atribuído aos sócios controladores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais caiu 90,9% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2014, para R$ 8,9 milhões. No período, a receita de venda de bens e serviços da companhia teve queda de 15%, para R$ 999,5 milhões, enquanto a receita líquida de água e esgoto cresceu 1,2%, para R$ 800 milhões.

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Taesa (TAEE11)
A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) terminou o terceiro trimestre do ano com lucro de R$ 159 milhões, queda de 68% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. A queda do lucro acompanhou a variação da receita da companhia, que também teve forte queda, encolhendo 44%, para R$ 348,2 milhões. Já o Ebitda fechou o período em R$ 285,1 milhões, queda de 50,2%.

Comgás (CGAS3)
A distribuidora paulista de gás natural Comgás registrou lucro líquido de R$ 192,3 milhões no terceiro trimestre, numa alta de 24,7% em relação a igual período de 2014, beneficiada por reajuste tarifário e um resultado financeiro positivo. A receita líquida da companhia avançou 6% no trimestre, a R$ 1,74 bilhão, apesar de uma queda de 4,6% no volume de gás faturado no trimestre.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.