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O presidente da B3 (B3SA3), Gilson Finkelsztain, prevê para este ano a retomada das ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) no mercado brasileiro, após mais de quatro anos de interrupção. “Acho que o mercado reabre este ano”, afirmou em encontro com jornalistas nesta quinta-feira (5).
O movimento, segundo ele, deve ser inicialmente impulsionado por companhias consolidadas do setor de infraestrutura, em operações que podem alcançar valores bilionários.
A esperada reabertura do mercado local para IPOs deve ser alavancada pelo interesse dos investidores estrangeiros, seguindo o lançamento de ações do banco digital PicPay nos Estados Unidos no fim de janeiro, segundo ele.
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“Hoje, a maioria das empresas que abrem capital lá fora devem pensar em ter um BDR disponível aqui”, afirma. O CEO considera que empresas que abrirão capital lá fora devem se tornar minoria. “O vento, que parecia ser uma tendência, vai se reverter e as empresas devem abrir por aqui”, afirma.
Quando perguntado sobre quantos IPOs estima para 2026, o executivo brincou: “tenho vontade de dizer nenhum”, relembrando quando foi perguntado sobre IPOs em 2020 e afirmou que nenhum aconteceria. Mais de 20 companhias abriram capital naquele ano. Agora, de acordo com Finkelsztain, há neste momento mais de 10 a 15 empresas brasileiras que podem fazer ou follow-on ou abertura de capital neste ano.
Além do PicPay, a fintech Agibank está na fila para lançar suas ações no mercado norte-americano. A empresa publicou recentemente o prospecto preliminar da transação e pediu listagem na Nyse.
Mesmo com otimismo, o presidente da B3 ressaltou que este é um ano de eleições presidenciais no Brasil e que o juro básico continua alto, em 15% ao ano, fatores que podem reduzir o potencial de ofertas em 2026.
“Se conseguirmos mirar em juro de 1 dígito para 2027, o investidor poderia vir com mais força para renda variável”, afirma.
(com Reuters)
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