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SÃO PAULO – A recente medida da Receita Federal com o objetivo de reduzir o volume de importação de aço para o Brasil foi bem recebida pelos analistas de mercado.
A análise positiva se deve ao fato de que, com a fixação de uma tabela de preços mínimos e cobrança da alíquota de impostos sobre essa tabela, ao invés do preço de compra, haja uma queda no volume de importações, que vinham apresentando expressivo crescimento em 2010 e pressionando as empresas domésticas.
Destaques dos analistas
A Ativa Corretora destaca o crescente consumo de aço estrangeiro no Brasil, que chegou a representar 25% do total consumido no País no último mês de setembro. A conclusão é de que a “medida deverá contribuir para reduzir o atual nível de importação, permitindo uma recuperação de produção de aço pelas siderúrgicas locais nos próximos meses”.
Já a equipe da Ágora, apesar de ver a notícia como positiva, faz uma ressalva. Segundo eles, embora a medida tenha o efeito positivo de reduzir a entrada de aço no País, o efeito dela deverá ser “gradual, em especial, ao longo do próximo ano”. Os analistas mantiveram visão cautelosa pro setor, devido à expectativa de resultados mais fracos no segundo semestre.
Desta forma, a recomendação de investimento – compra para as três siderúrgicas cobertas – é baseada na visão de retorno no médio prazo, com preço-alvo para Gerdau (GGBR4) de R$ 39,00, CSN (CSNA3) de R$ 42,00 e Usiminas (USIM5) de R$ 33,50. Os upsides (potencial teórico de valorização) são de, respectivamente, 89,2%, 48% e 62,7% em relação ao fechamento de sexta-feira (22).