Destaques da Bolsa

Ação “fora do radar” dispara 30% e outra afunda 15% após balanços

Celesc vê lucro crescer 158% em 2014 enquanto a BR Insurance reverteu lucro em prejuízo de R$ 6,802 milhões no quarto trimestre

SÃO PAULO – A temporada de balanços ganha força nesta segunda-feira (30) com duas empresas “fora do radar” dos investidores. Após balanços, os papéis da estatal elétrica catarinense Celesc (CLSC4) disparavam 30% enquanto as ações da BR Insurance (BRIN3) afundavam cerca de 15%, segundo cotação das 11h59 (horário de Brasília). 

Sobre a Celesc, a empresa registrou lucro líquido de R$ 513,1 milhões ano passado, crescimento de 158% na comparação com 2013, segundo dados divulgados na noite de sexta-feira. No ano, a receita operacional líquida da companhia avançou 28,2%, para R$ 6,25 bilhões. Na máxima do dia, as ações da companhia chegaram a subir 33,93%, a R$ 18,00, no maior patamar desde dezembro de 2013. O volume financeiro movimentado com a ação chama atenção e atinge R$ 1,5 milhão, bem superior a média diária de R$ 219 mil dos últimos 21 pregões. 

Segundo o BTG Pactual, o resultado da empresa foi forte, com um Ebitda de R$ 744 milhões no quarto trimestre de 2014, contra R$ 198 milhões esperados, mas ajudado por uma reversão de ativos/passivos regulatórios no valor de R$ 395 milhões e pela revisão da provisão de revisão tarifária de R$ 222 milhões. Na comparação com 2013, houve um crescimento de 3.060%. Os analistas destacaram ainda o dividendos de R$ 146 milhões, dando um payout (dividendos/lucro líquido) de 30%, o que levou o dividend yield (dividendos/preço da ação) de 26,4% no ano passado. Outra empresa que também reage positivamente hoje após anunciar “gordos” dividendos é a Cesp (CESP6). No mesmo momento as ações da companhia disparavam 7,4%, a R$ 24,21. (Para conferir outros destaques da Bolsa, clique aqui).

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Já a BR Insurance reverteu lucro líquido de R$ 18,682 milhões no quarto trimestre de 2013 para prejuízo líquido de R$ 6,802 milhões no mesmo período deste ano. A receita líquida caiu 10,8% no trimestre, para R$ 55,068 milhões. No pior momento do dia, os papéis da companhia chegaram a cair 18,15%, a R$ 2,03.