Destaques da bolsa

Ação da Via Varejo salta 6% com reformulação na equipe; Neonergia sobe 13% em dois pregões e Petrobras cai 1,5%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (2) 

SÃO PAULO –  O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (2) pressionado principalmente pelas blue chips ligadas a commodities Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3). No noticiário macro, o índice refletiu as preocupações com a possibilidade de “rebelião” do PSL, com 22 deputados pensando em rejeitar a reforma ou apoiar destaques de outros partidos para alterar o texto. Acompanhe ao vivo a leitura do relatório aqui

O destaque de alta do Ibovespa ficou para a Via Varejo (VVAR3) em meio às notícias sobre as mudanças na gestão. Fora do índice, Light caiu com a notícia de oferta de ações, enquanto a SulAmérica subiu forte após oferta indicativa e não vinculante da Allianz SE para a aquisição de sua operação de Automóveis e Ramos Elementares; por outro lado, a IRB (IRBR3) fechou em queda de 4,2%. A Neonergia (NEOE3), após subir mais de 8% na sua estreia na B3 na segunda-feira, continuou a registrar ganhos e fechou em alta de mais de 4%, acumulando valorização de 12,91% nos dois primeiros pregões na bolsa. Confira os destaques do mercado: 

Light (LIGT3) e Cemig (CMIG4)

O conselho de administração da elétrica Light aprovou a realização de uma oferta pública de distribuição primária e secundária de, inicialmente, 111,1 milhões de ações. Segundo o fato relevante, serão 100 milhões de novas ações ordinárias e 11,1 milhões de ações secundárias, de titularidade da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O processo de bookbuilding acontece até o dia 8 de julho.

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A expectativa é de que este seja o primeiro movimento para a saída da Cemig do capital da Light. A estatal mineira tem 49,99% do capital da elétrica fluminense, equivalentes, atualmente, a cerca de 101,9 milhões de ações.

Caso um lote adicional de 20% seja exercido, a oferta poderia movimentar cerca de R$ 2,5 bilhões, com base na cotação de ontem da Light.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica recebeu uma oferta indicativa e não vinculante da Allianz SE para a aquisição de sua operação de Automóveis e Ramos Elementares. Dessa forma, a companhia informa que está em discussões bilaterais com a Allianz sobre eventual transação que poderia resultar na concentração de suas operações nos segmentos de saúde, odontologia, vida, previdência e gestão de ativos.

“Não existe, até o momento, qualquer definição, conclusão ou acordo vinculante relacionado a tais oportunidades, as quais, se e quando vierem a se concretizar, serão devidamente divulgadas ao mercado”, destacou a seguradora em comunicado.

Petrobras (PETR3;PETR4)

As ações da Petrobras caíram perto de 2% com a derrocada do petróleo no mercado internacional. O barril do WTI recuou 4,6% a US$ 56,36 e o do Brent ficou estável a US$ 62,59. A commodity foi impactada por preocupações acerca da demanda global que ofuscaram os anúncios de prorrogação nos cortes de produção. 

A Petrobras reajusta a partir de hoje o preço do óleo diesel, em média, 3,9%, à venda nas refinarias. Desde que a companhia acabou com o prazo mínimo para mudanças no preço do combustível, em 12 de junho, este é o primeiro aumento. Dessa forma, a elevação será de R$ 0,081 por litro, com o preço atingindo R$ 1,9854 por litro. A gasolina, por sua vez, segue inalterada, desde 10 de junho, quando ocorreu um corte de 3%.

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Em dois anos, a Petrobras vai se transformar numa empresa completamente diferente da que é atualmente, disse o presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Segundo ele, o pior momento da crise financeira e de reputação da petroleira ficou para trás. Agora, acredita ele, falta garantir o retorno do capital investido no mesmo patamar de suas competidoras de porte internacional.

“A Petrobras de 2021 deverá investir muito mais do que tem desinvestido nos últimos anos”, disse o executivo. O foco continuará sendo o pré-sal, mas a empresa também vai aportar dinheiro na revitalização de campos gigantes da Bacia de Campos – ativos que, até a produção no pré-sal ser iniciada, eram a principal fonte de extração de petróleo. Hoje, essas áreas estão em declínio. Para que ganhem sobrevida, devem ser investidos US$ 21 bilhões.

No futuro, a empresa também não estará mais nos segmentos de distribuição e transporte de gás natural. “Não precisamos ser donos dos ativos: precisamos dos serviços desses ativos. Estamos decididos a sair completamente do transporte de gás, assim como da distribuição de gás”, enfatizou o presidente da companhia.

Para isso, a companhia quer se desfazer das participações que possui em distribuidoras estaduais por meio da subsidiária Gaspetro e ainda devolver duas concessões no Uruguai. “Vim a descobrir que a Petrobrás é a grande distribuidora de gás do Uruguai, com duas empresas, nas quais em 13 anos fomos forçados a fazer 15 aportes de capital. Pretendemos devolver essas concessões o mais rapidamente possível.”

Braskem (BRKM5)

A empresa petroquímica Braskem é um mau negócio para a Petrobras, na avaliação do presidente da petroleira, Roberto Castello Branco. A estatal é sócia da Odebrecht na Braskem. Como acionista minoritária, a estatal não enxerga justificativa para continuar a pôr dinheiro no ativo. O plano de vender a participação de 47% no negócio está mantido. Mas isso não quer dizer que a Petrobrás vai abandonar definitivamente o setor. No futuro, poderá agregar funções petroquímicas às suas refinarias.

“A Petrobras tem (apenas) uma participação na Braskem. É um investimento financeiro que não faz nenhum sentido”, disse ontem o executivo.

A estatal aguardava o fim das negociações da Odebrecht com a holandesa LyondellBasell para também colocar à venda sua fatia na empresa petroquímica. No mês passado, após quase 16 meses de conversas, a Lyondell anunciou ter desistido do negócio, e a venda da Braskem retornou à fase inicial. Pesou na decisão da companhia holandesa algumas inseguranças jurídicas envolvendo a Odebrecht.

A Braskem não faz parte sequer dos estudos da Petrobras de unir os segmentos petroquímico e de refino num só ativo, segundo Castello Branco. Por enquanto, a união das duas operações é só uma ideia. “Não existe nada aprovado ou discutido com profundidade”.

Vale (VALE3)

Os papéis da Vale fecharam em forte queda, coincidindo com a apresentação do relatório final da CPI de Brumadinho pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que pediu o indiciamento de 14 pessoas, entre elas, executivos da Vale. O documento também prevê a apresentação de três projetos que tratam de crimes ambientais, da segurança de barragens de rejeitos e da tributação da exploração de minérios no país, sendo este último ponto o principal para azedar os papéis da mineradora, assim como os das CSN (CSNA3), que vê seus papéis caírem cerca de 4%.

O projeto prevê a criação de dois tipos complementares de tributação: royalties e participação especial. A primeira cobrança incide sobre o valor bruto da produção, enquanto o segundo se refere à receita líquida obtida em cada mina. De acordo com esse sistema, todos os empreendimentos pagam royalties, mas a participação especial recai apenas sobre aqueles com grande produção. A alíquota máxima será de 40%. Veja mais clicando aqui. 

Ainda no noticiário da mineradora, a Vale divulgará o relatório de desempenho financeiro referente ao segundo trimestre de 2019 no dia 31 de julho, após o fechamento dos mercados. A Vale divulgará simultaneamente o relatório de desempenho financeiro consolidado em IFRS (International Financial Reporting Standards), expressos em USD e em reais.

Segundo a empresa, o relatório de produção e vendas do 2T19 será publicado no dia 22 de julho de 2019, antes da abertura dos mercados.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco fechou acordo para encerrar uma ação coletiva movida por investidores na Corte do Distrito Sul de Nova York. O banco pagará US$ 14,5 milhões para quem comprou American Depositary Shares (ADSs) entre 8 de agosto de 2014 e 27 de julho de 2016.

A “class action” foi movida em junho de 2016 por investidores norte-americanos que acusaram o banco de fraudar participação em suposto um esquema de propina para evitar cobrança de multas de R$ 3 bilhões, que foi investigado pela Operação Zelotes da Polícia Federal.

Ainda no setor, o Estadão destaca que o relator da reforma, Samuel Moreira, deve manter a taxação de 20% da CSLL dos bancos e poupar a B3 (B3SA3). O Safra vê medida como negativa para os bancos e seguradoras e espera que a nova CSLL impacte os bancos apenas em 2020. “O novo nível de contribuição deveria fazer com que a alíquota efetiva dos bancos privados aumentasse em cerca de 3,5-4,0 pontos percentuais, o que faria o lucro líquido cair entre 5% e 6% em 2020”, afirmam os analistas. 

Via Varejo (VVAR3)

Após o Grupo Pão de Açúcar vender o controle da Via Varejo e a família Klein voltar a ser a principal acionista da companhia, a varejista está reformulando a equipe.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a empresa demitiu 12 executivos de alto escalão nos últimos dias para substituí-los por nomes de confiança da nova gestão, a serem escolhidos em breve.

Entre os que deixaram a empresa estão Rubens Domene, diretor compras de eletrodomésticos da linha branca, e Sandro Gonçalves e Silva, diretor comercial.

“Apesar de vermos espaço significativo para melhora da operação, é preciso ter mais visibilidade sobre a estratégia com a nova gestão para ter maior convicção em relação à tese de investimento positiva”, destaca a XP Research, que possui recomendação neutra para os ativos. 

Suzano (SUZB3)

Por mais uma vez, a sessão foi de queda para a Suzano em meio à baixa dos preços de celulose na China em US$ 20 a tonelada (ou queda de 3,6%), para US$ 594 a tonelada, de acordo com dados do Foex. 

“E embora pareça que estamos perto de um piso, a visibilidade permanece baixa e o risco de um declínio adicional não é insignificante; Mesmo com as ações já reflitindo um ambiente negativo e uma forte queda de celulose já era esperada pelo mercado, esperamos pressão no curto prazo”, destaca a XP Research. Contudo, a equipe de análise mantém a visão positiva para celulose no médio-longo prazo, com recomendação de compra para a Suzano e neutra para a Klabin (KLBN11). 

Totvs (TOTS3)

A Totvs avança na Bolsa com duas recomendações positivas do Bradesco BBI e do Morgan Stanley para as ações. Segundo o Bradesco BBI, a companhia está caminhando para gerar crescimento recorrente de dois dígitos em receita, o que impulsionará a sua alavancagem operacional, enquanto o Morgan iniciou a recomendação para TOTS3 com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado), apontando que a recuperação está só começando. 

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil realizará uma oferta de debêntures de até R$ 1,6 bilhão. Segundo a empresa, a totalidade dos recursos líquidos captados pela companhia por meio da emissão será utilizada para o reembolso de custos incorridos em prazo igual ou inferior a 24 meses da data de divulgação do anúncio de encerramento da oferta nos projetos.

BRF (BRFS3)

A BRF informou ontem, em resposta a questionamento da CVM, que não recebeu, até o momento, qualquer oferta de aquisição de participação nos ativos detidos pela companhia na região do Oriente Médio.

Segundo a empresa, em relação à sua participação no mercado halal, há “oportunidades para avançar ainda mais nos demais elos da cadeia e participar do movimento estratégico dos sauditas, que buscam maior segurança alimentar para o país, especialmente por meio de parcerias que não alterem o ritmo de redução da nossa dívida”.

Neste sentido, a companhia esclarece que a sua administração, no exercício de suas atribuições, “está avaliando alternativas para seus investimentos no Oriente Médio, as quais podem eventualmente envolver, mas não limitado a, a formação de parcerias, incluindo, a venda de participações minoritárias a parceiros estratégicos”.

MRV (MRVE3)

A incorporadora MRV deverá ampliar sua aposta no segmento de locação de imóveis, diz o jornal Valor Econômico, por meio da plataforma Luggo. “Sonhamos que um quarto da MRV seja de imóveis para locação nos próximos cinco anos”, afirma o diretor de marketing e vendas da companhia, Rodrigo Reserde.

Segundo a publicação, a intenção é de que propriedades residenciais para renda sejam direcionadas a fundos de investimento imobiliários, nos quais a MRV terá alguma participação. O primeiro fundo poderá ser captado no início de 2020.

BR Distribuidora (BRDT3) e Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Petrobras Distribuidora realizou o pré-pagamento dos Termos de Compromissos Financeiros (TCFs) oriundos do Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR) que fora celebrado com Petros, Petrobras e diversas entidades sindicais em 2006. “Tal acordo tinha como contexto a busca de uma solução para o reequilíbrio do Plano Petros (plano de pensão do Sistema Petrobras)”, informou a empresa.

Segundo o fato relevante, os TCFs previam o pagamento total da dívida em até 20 anos (até 2028) com correção de IPCA + 6% a.a. O saldo atualizado dos TCFs celebrados no âmbito do AOR, relativo à parcela da Petrobras Distribuidora, é de, aproximadamente, R$ 423 milhões.

“Nesse contexto, dentro do processo de gestão de dívidas da companhia, o pré-pagamento dos TCFs mostrou-se uma alternativa vantajosa, em face do custo médio ponderado das dívidas, a situação atual de caixa e o custo marginal de captação em patamares inferiores aos implícitos naqueles instrumentos. A Companhia reitera seu compromisso na gestão de seus passivos”, justificou.

A Petrobras Distribuidora informou ainda o recebimento de valores referentes aos Instrumentos de Confissão de Dívidas (ICDs) assinados com a Eletrobras e suas controladas distribuidoras de energia.

“Até o presente momento, a companhia recebeu o montante de aproximadamente R$ 2,427 bilhões, dos quais R$ 127,1 milhões correspondem à 14ª parcela. A Companhia informa que futuros pagamentos vinculados a estes ICDs serão tempestivamente divulgados ao mercado”, completou a BR.

Oi (OIBR3;OIBR4)

O ex-presidente da TIM, Rodrigo Abreu, deverá ser o novo presidente da operadora de telefonia Oi, de acordo com o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim. Eurico Teles deixaria a presidência em dezembro.

Em recuperação judicial, a aprovação do nome de Abreu precisa ter o aval da Justiça, o que já foi encaminhado pelo presidente do conselho da tele, Eliezer de Carvalho.

De acordo com o Itaú BBA, caso confirmada, a notícia é bastante positiva para a companhia dado o histórico profissional de Abreu, conferindo à empresa de telefonia perspectivas mais positivas. 

RD (RADL3)

A rede de varejo farmacêutico Raia Drogasil (RD) informou que foi finalizada a aquisição de 100% o capital social da Drogaria Onofre. Dessa forma, a partir de agora, os resultados da Onofre serão consolidados no balanço da RD.

Hapvida (HAPV3)

A empresa de planos de saúde e odontológicos Hapvida registrou, em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, uma alta de 9,8% no total de beneficiários de seus planos, somando 4,616 milhões. Em relação a março, a alta foi de 0,6%

Os planos de saúde tiveram alta de 6,4% na comparação anual, para 2,387 milhões. Já os beneficiários de planos odontológicos tiveram aumento de 15,2%, para 1,628 milhão.

General Shopping (GSHP3)

A General Shopping pretende apresentar uma proposta de grupamento de suas ações até o dia 12 de novembro, com realização de assembleia para deliberação até o dia 13 de dezembro. Segundo fato relevante, a companhia recebeu um ofício da B3 informando que as ações estão cotadas abaixo de R$ 1,00 e que precisaria as enquadrar acima desta cotação até o dia 17 de dezembro.

(Agência Estado)

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