Destaques da bolsa

Ação da Vale ameniza com guerra comercial, mas fecha em alta; EzTec sobe 4% com possível oferta de ações

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (2)

SÃO PAULO – Em uma sessão que foi de menor volume para o Ibovespa com o feriado nos EUA em comemoração ao Dia do Trabalho, o índice fechou com queda de 0,50%, enquanto o dólar ampliou a alta no fim da tarde e superou os R$ 4,18, com notícias sobre o impasse na guerra comercial entre EUA e China e o controle de capitais na Argentina. 

Mesmo amenizando os ganhos em meio às notícias de que americanos e chineses ainda não chegaram a acordo sobre termos básicos de reengajamento nas negociações sobre a guerra comercial, a ação da Vale (VALE3, R$ 46,01, +0,97%) conseguiu fechar em alta após o salto de 6% dos contratos futuros do minério de ferro na China nesta segunda-feira, para máxima de duas semanas e na terceira sessão consecutiva de ganhos. A alta foi impulsionada por uma robusta demanda no curto prazo e após o governo chinês ter prometido oferecer maior apoio à economia do país. O Conselho de Estado chinês comprometeu-se no domingo elevar investimento em projetos de infraestrutura e de desenvolvimento regional para apoiar a economia.

Enquanto isso, a Petrobras (PETR3, R$ 27,97, -1,06%;PETR4, R$ 25,30, -0,78%) viu suas ações em perdas também seguindo o movimento de commodities – no caso da estatal, o petróleo, esse sim sentindo o peso da guerra comercial. Vale ressaltar que, no fim de semana, houve a confirmação das tarifas que Estados Unidos e China impuseram contra o outro, o que aumentam os temores sobre o impacto na economia global. Os EUA passaram a taxar em 15% uma variedade de produtos, como calçados, relógios inteligentes e televisores de tela plana, enquanto pelo lado chinês os alvos foram as compras de petróleo e soja, com taxas entre 5% e 10%.

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Segundo CNBC, porém, apenas um terço dos cerca de 5 mil itens que a China espera taxar passaram a vigorar neste final de semana. A maioria entrará em vigor no dia 15 de dezembro, assim como os planos de restabelecer tarifas sobre automóveis e autopeças dos EUA.  

Em meio ao noticiário negativo no exterior, os bancos registraram queda, com destaque para a baixa de mais de 2% dos ativos ON do Bradesco (BBDC3, R$ 29,62, -2,24%). 

Por outro lado, entre as altas fora do índice, está a EzTec (EZTC3, R$ 40,73, +4,28%), com a notícia de que a companhia prepara oferta de ações para investir em prédios comerciais. 

Confira os destaques da sessão desta segunda-feira (2): 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou, em relação à primeira fase dos processos de venda de ativos de refino e logística associada no país, que inclui as refinarias Abreu e Lima (RNEST), Landulpho Alves (RLAM), Presidente Getúlio Vargas (REPAR) e Alberto Pasqualini (REFAP) e seus ativos logísticos correspondentes, que, tendo em vista o interesse do mercado, estendeu o prazo de notificação para participar em tais processos para 16/09/2019. O prazo para assinatura do Acordo de Confidencialidade e dos demais documentos previstos nos Teasers permanece 27/09/2019.

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Petrobras Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras Distribuidora informou ter recebido valores referentes aos Instrumentos de Confissão de Dívidas – ICDs assinados com as Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras e suas controladas distribuidoras de energia. Até o presente momento, a companhia recebeu o montante de aproximadamente R$ 2,679 bilhões, dos quais R$ 125,9 milhões correspondem à 16ª parcela. A Companhia informa que futuros pagamentos vinculados a estes ICDs serão tempestivamente divulgados ao mercado.

A companhia informou ainda que, acatando o último despacho do Tribunal Superior do Trabalho, segue a mediação de seu Acordo Coletivo de Trabalho iniciada em março desse ano, por mais 30 dias, até 30 de setembro de 2019.

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“A companhia entende que deve buscar, ao tratar das relações de trabalho, as mesmas condições dos seus concorrentes, sendo isto, um pilar importante de sua estratégia de 10 iniciativas anunciadas ao mercado na apresentação dos resultados do 2º trimestre em 1º de agosto de 2019”, destacou.

Natura (NATU3)

O conselho de administração da Natura aprovou a realização de uma assembleia geral extraordinária, em 17 de setembro, para deliberação de um aumento de capital em R$ 1,242 bilhão, elevando-o de R$ 468,9 milhões para R$ 1,711 bilhão, com bonificação em ações, mediante a capitalização de parte do saldo da conta de Reserva de Lucros.

Segundo a empresa, serão emitidas 432.571.228 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, que serão atribuídas aos detentores de ações, a título de bonificação, na proporção de 1 nova ação para cada 1 ação ordinária já detida na data-base de 17 de setembro de 2019.

EzTec (EZTC3)

A incorporadora EzTec informou, em resposta à questionamento da CVM, sobre notícia da Coluna do Broadcast, que, dentre as alternativas de captação de recursos disponíveis no mercado, estuda a possibilidade de realização de uma eventual oferta pública de distribuição primária de ações.

“Para tanto, estão sendo conduzidos trabalhos preparatórios em conjunto com instituições financeiras e demais assessores para definição da viabilidade e dos termos de potencial Oferta. Destaca-se que qualquer operação deste tipo está sujeita, entre outros fatores, à obtenção das aprovações societárias competentes, às condições políticas e macroeconômica favoráveis, ao interesse de investidores nacionais e estrangeiros, dentre outros fatores alheios à vontade da Companhia”, diz a empresa.

Oi (OIBR3;OIBR4)

O jornal Valor Econômico traz que o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou ao responsável pela recuperação judicial da Oi que envie à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclarecimentos sobre o volume de negócios envolvendo as ações da companhia.

No pedido, que pede a verificação das operações de “day trade” com os papéis da tele, é pedida a verificação dos nomes de investidores que mais compraram e venderam ações da companhia.

Para o MP, destaca o Valor, haveria um “inexplicável” aumento no volume financeiro de negociações envolvendo a Oi, que, combinado com outros fatores, exigiria “uma atuação mais firme dos órgãos de controle e daqueles responsáveis pela fiscalização do processo de recuperação judicial”.

Ainda sobre a Oi, o Bradesco BBI elevou a recomendação de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 1,80, o que implica potencial de alta de 51% em relação ao último

Trisul (TRIS3)

A incorporadora Trisul informou que foi aprovada a realização de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias. Segundo a empresa, serão distribuídas inicialmente 30 milhões de ações.

O preço por ação, o efetivo aumento de capital, dentro do limite do capital autorizado previsto em seu estatuto social, e a homologação do aumento de capital serão aprovados em reunião do Conselho de Administração da Companhia a ser realizada após a conclusão do Procedimento de Bookbuilding, diz a empresa.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco informou que obteve as aprovações do Banco Central do Brasil e do CADE para a conclusão da parceria estratégica com a Edenred no mercado de benefícios aos trabalhadores regidos principalmente pelo PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador.

O banco informou ainda que a subscrição de ações representativas de 11% do capital da Ticket Serviços pelo Itaú Unibanco e a liquidação financeira dessa operação ocorreram em 30 de agosto de 2019.

A Edenred é a empresa controladora da Ticket Serviços S.A. no Brasil. “Com essa operação, o Itaú Unibanco reafirma seu compromisso com o mercado brasileiro e com a criação de valor a longo prazo para seus acionistas”, diz o banco.

Braskem (BRKM5)

A Braskem informou que irá deliberar no dia 3 de outubro sobre a destinação do resultado líquido do período de 2018, em assembleia geral extraordinária, em Camaçari, na Bahia.

Segundo a empresa, com base nos eventos subsequentes de suspensão judicial dos dividendos do ano passado, “a administração revisou suas previsões, recomendando o pagamento do dividendo mínimo obrigatório previsto pela lei”.

Vale (VALE3) e CSN (CSNA3)

O Itaú BBA realizou a revisão dos seus modelos para Vale e CSN após recente viagem à Cingapura e Hong Kong, quando os analistas das instituições se encontraram com empresas do ramo siderúrgico e de mineração.

“Embora o atual desequilíbrio entre oferta e demanda possa suportar os preços do minério de ferro no curto prazo, é provável que ocorra uma correção em 2020”, destacam os analistas Daniel Sasson, por conta do provável reinício da capacidade atualmente interrompida e pelo crescimento potencialmente mais lento do PIB global.

O Itaú BBA aumentou a expectativa média de preço de minério de ferro para 2019 para US$ 90 a tonelada (de US$ 85 / tonelada), mas manteve a previsão para 2020 em US$ 75 a tonelada, assim como a projeção de longo prazo em US$ 55 a tonelada.

Sobre a Vale, a instituição incorporou uma visão atualizada para o desembolso dos US$ 6 bilhões em provisões da empresa entre 2019 e 2022, bem como um custo caixa/tonelada ligeiramente mais alto. “Nosso preço-alvo no YE20 para a Vale é de US$ 16 por ADR, nivelado com nosso preço-alvo anterior no YE19 de US$ 16 por ADR”, informa.

Para a CSN, os analistas destacam que a manutenção da desalavancagem até o final do ano, devido aos melhores resultados ano a ano na divisão de mineração. No entanto, os preços mais baixos de minério de ferro e uma consequente contração no Ebitda em 2020 podem aumentar os índices de alavancagem, “a menos que a empresa anuncie os desinvestimentos de ativos há muito esperados (não incluídos em nosso modelo)”.

Dessa forma, o preço-alvo do Itaú para CSN em 2020 é de R$ 17,5 por ação, estável frente ao preço-alvo anterior, para 2019, de R$ 17,5.

Gerdau (GGBR4)

O Itaú BBA destacou que a alta gerência da Gerdau reconheceu o impacto negativo a curto prazo que os preços internacionais mais baixos do aço poderiam ter nas margens de exportação brasileiras da empresa, mas continuam otimistas de que os volumes domésticos se recuperarão gradualmente, juntamente com preços potencialmente mais altos no Brasil.

Em relatório, elaborado a partir da reunião, o Itaú ressalta ainda que, nos Estados Unidos, os atuais níveis saudáveis de spread de metal e uma melhoria no backlog de vendas podem levar a margens resilientes. “A Gerdau também destacou a flexibilidade em seu plano de investimentos e o foco na geração de FCF”, acrescentaram.

O relatório assinado pelos analistas Daniel Sasson e Ricardo Monegaglia destaca ainda que “os volumes domésticos podem continuar melhorando lentamente” e as “margens de exportação podem espremer resultados a curto prazo”.

Por fim, o documento reitera a recomendação de outperform para a Gerdau, mantendo-a como top pick do setor de aço na América Latina. O preço-alvo para 2019 é de R$ 19.

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa informou que contratou a Planner para fazer uma emissão de R$ 150 milhões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion aprovou a realização de uma emissão no montante de R$ 350 milhões em debêntures.

Banco Pan (BPAN4)

O Banco Pan informou que o executivo Carlos Eduardo Guimarães foi indicado para a presidência da companhia.

BMG

O banco BMG pediu registro de oferta primária e secundária de ações. O BMG engajou XP Investimentos, Itaú BBA, Credit Suisse e Brasil Plural para atuarem como coordenadores da potencial oferta.

(Com Agência Estado e Bloomberg)