Ação da T4F cai mais de 7% e ação da Cteep sobe 10%; veja destaques

Temporada de balanços influenciou os principais papéis da bolsa brasileira; Gafisa subiu 6,2%, enquanto Dasa caiu mais de 5%

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SÃO PAULO – Em dia volátil na bolsa brasileira, o Ibovespa interrompeu uma sequência de quatro quedas ao subir 0,74%, fechando a terça-feira (13) aos 57.486 pontos. As ações da Transmissão Paulista (TRPL4) lideraram o movimento ao subir 9,93% para R$ 32,68, enquanto os papéis da Dasa (DASA3) recuaram 5,33%, para R$ 13,15, liderando as perdas do índice.

Diante das preocupações sobre os reais impactos das novas regras estabelecidas pela Medida Próvisória 579, a Transmissão Paulista pediu na véspera que acionistas rejeitem os termos de concessões. O pedido de negativa dos termos da MP 579 foi feito praticamente ao mesmo tempo da divulgação do balanço trimestral, que mostrou lucro líquido de R$ 241,33 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 30% frente mesmo período em 2011.

Ainda no balanço, divulgado na noite anterior, a companhia informa que a receita líquida caiu 10,1% para R$ 806 milhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 459,7 milhões – queda de 9,8%.

Por conta dessa decisão, três grandes bancos internacionais elevaram a recomendação dada às ações da companhia de transmissão: Barclays, Credit Suisse e Bank of America Merrill Lynch. Eles estimam que a decisão da Transmissão Paulista pode reduzir em 1 ponto percentual fora dos 20 p.p. a média de redução potencial das tarifas das companhias de energia indicada pelo governo federal. 

Ações da T4F caem 7,7% em seu 5º pregão seguido
Já os papéis da Time For Fun (SHOW3) tiveram queda de 7,68%, aos R$ 9,25, chegando ao seu quinto pregão consecutivo de queda e o terceiro pregão negativo após a divulgação do resultado trimestral. Na avaliação de um analista que não quis se identificar, é possível que um grande acionista esteja se livrando das ações da empresa, derrubando o valor de mercado – nesses cinco dias, os ativos SHOW3 acumulam perdas de 19,57%.

“Pode ser um fundo grande que esteja aliviando posição, o que não se faz em um dia”, diz. Com o Morgan Stanley responsável por intermediar cerca de 83% das vendas, a expectativa é que seja um fundo desse banco que esteja se livrando de SHOW3. Embora o Morgan também seja um dos compradores – responsável por intermediar 69,9% -, o banco acumula forte saldo negativo.

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Com isso, os papéis movimentaram R$ 56,44 milhões neste pregão, muito acima da média móvel de R$ 3,4 milhões dos últimos 21 pregões. Esse volume é o terceiro maior da história. “É um papel que não tem liquidez tão grande assim, então se um acionista importante estiver aliviando, acontece isso mesmo”, afirma.

Gafisa sobe mais de 6% após balanço
Os papéis da imobiliária Gafisa (GFSA3) avançaram 6,32% para R$ 4,04, após a empresa ter divulgado seu resultado, no qual reverteu prejuízo em lucro. A Gafisa informou lucro líquido de R$ 4,841 milhões no período de julho a setembro, ante perdas de R$ 51,247 milhões registrado em igual período de 2011.

Segundo Erick Scott Hood, da SLW, o resultado veio bom, graças à disciplina da empresa de fazer o “dever de casa”, se ajustando para recuperar suas margens, e que essa tendência deve seguir nos próximos trimestres.

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Ele recomenda compra dos papéis e diz que os ativos passaram por forte pressão para baixo, após os resultados fracos com a Tenda.  Já a receita líquida da incorporadora entre julho e setembro alcançou R$ 1,06 bilhão, aumento de 22% entre julho e setembro, contra R$ 874,378 milhões registrado no mesmo período de 2011. Na comparação anual, o aumento foi de 17%, de R$ 2,59 bilhões nos nove primeiros meses do ano anterior para R$ 3,03 bilhões em 2012. A receita esperada era de R$ 1 bilhão.

Brasil Foods também avança após balanço
As ações da Brasil Foods (BRFS3) registraram alta acentuada nesta terça-feira, com ganhos de 3,57%, terminando aos R$ 37,70. O desempenho positivo das ações acontece mesmo depois da publicação do fraco balanço referente ao terceiro trimestre. No período, o lucro da companhia registrou queda anual de 75%, para R$ 91 milhões. 

Na opinião dos analistas do Bradesco, Ricardo Boiati e Pedro Bueno, o fraco resultado da BRF Foods de julho a setembro já foi precificado pelo mercado. Além disso, apesar do lucro da companhia ficar abaixo do esperado, os outros números, como Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e receita líquida, superaram as projeções de analistas.

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O resultado foi afetado pelo aumento de custos, o que levou a companhia a elevar os preços no mercado doméstico entre 4% e 4,5%, de acordo com a diretoria da BRF. O repasse, no entanto, não conseguiu compensar totalmente a alta nas despesas, especialmente com insumos, como milho e farelo de soja, cujos preços dispararam.

Dasa lidera perdas do Ibovespa
Por sua vez, os papéis da Dasa (DASA3) chegaram a cair até 5,76% durante o intraday, aos R$ 13,09. A empresa revelou na última noite um lucro líquido de R$ 26,8 milhões, bem abaixo dos R$ 56,5 milhões vistos um ano antes. 

Apesar da alta de 0,5% na receita operacional líquida, aos R$ 652,6 milhões, o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações), lido pelo mercado como geração operacional de caixa, retraiu-se forte: 25,4% de queda, para R$ 108,5 milhões.

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A equipe de análise do banco Safra projetava um crescimento de 1% na receita líquida, número que já era visto como conservador. A margem Ebitda (Ebitda/Receita líquida, isso é, quanto da receita líquida se tornou Ebitda) também decepcionou, uma vez que a projeção de 20% se mostrou mais otimista que os 18,4% anunciados.

Suzano vê prejuízo, mas ações sobem
A Suzano (SUZB5) revelou uma forte melhora no resultado do terceiro trimestre quando comparado ao mesmo período do ano anterior, mas mesmo assim continua no negativo. Entre julho e setembro a empresa registrou perdas de R$ 24 milhões, contra os R$ 426 milhões na base de comparação. Com os números, os papéis da companhia subiram 5,39% para R$ 5,87. 

Essa diferença se explica, em grande parte, pelo resultado financeiro, que no mesmo período do ano anterior configurava perdas de R$ 719,4 milhões e, neste, viu o número continuar negativo, mas aos R$ 165,8 milhões. Ainda assim, o valor continua a pressionar o lucro líquido, enquanto o desempenho operacional mostra melhora.

A receita líquida avançou 10,6%, para R$ 1,36 bilhão, assim como o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) se elevou em 24,8%, para R$ 331 milhões.