Destaques da bolsa

Ação da Suzano sobe 4,5% após balanço e Marfrig avança com recomendação; bancos fecham em queda

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (13)

Fábrica da Suzano Papel e Celulose
(divulgação)

SÃO PAULO – A sessão desta quinta-feira (13) foi de queda para o Ibovespa, com baixa de Vale (VALE3), enquanto as siderúrgicas – CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) – chegaram a cair junto com a mineradora, mas viraram para o positivo. Pressionou o mercado a recontagem dos casos de coronavírus que levaram a um forte número de infectados.

Bancos como Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) também registraram baixa após os ganhos das sessões anteriores: contudo, a ação do BB diminuiu as perdas de cerca de 2% registradas mais cedo, na esteira de um resultado considerado positivo pelos analistas de mercado.

Já a Suzano (SUZB3) teve novo dia de fortes ganhos por uma combinação de dólar renovando recordes, o que favorece as ações de exportadoras como ela, e de um balanço considerado forte. Já a Marfrig (MRFG3) foi a segunda maior alta do dia após ter a recomendação elevada pelo JPMorgan.

PUBLICIDADE

Confira os destaques:

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre, 20,3% acima ao registrado em igual período de 2018. Frente o terceiro trimestre, o crescimento foi de 1,8%. No ano, o lucro avançou 32,1%, a R$ 17,8 bilhões em 2019.

O lucro líquido do BB chegou acima das expectativas dos economistas ouvidos pela agência Bloomberg. A carteira de crédito de pessoas físicas do banco estatal cresceu 8,9% em dezembro de 2019, em comparação a igual mês de 2018, para R$ 17,4 bilhões. Já a carteira de crédito ampliada de 2019 teve queda de 2,6% em comparação a 2018, para R$ 680,7 bilhões.

Dentro da carteira ampliada, a carteira de crédito para pessoas jurídicas recuou 10,9% em 2019, em comparação a 2018, para R$ 197,5 bilhões. A carteira para microempresas cresceu 8,5% para R$ 64,5 bilhões em 2019. O BB informou que as despesas administrativas aumentaram 8,7% no quarto trimestre e 11% no terceiro, porque o banco teve que repassar R$ 514 milhões à Cassi, um fundo de seguro-saúde dos funcionários e ex-funcionários do banco. Mas esse efeito foi não recorrente.

A leitura preliminar indica números do quarto trimestre e guidance para 2020 como positivos, destaca o Credit Suisse. “O ponto médio do guidance indica um crescimento do lucro líquido de 9% em 2020. Este patamar representaria uma das melhores performances entre os grandes bancos e também fica bastante alinhado com nossas projeções. A composição da receita ficou acima do esperado com maior contribuição de margem financeira e queda em outras despesas”, afirmam os analistas.

Suzano (SUZB3)

A maior fabricante de papel e celulose do Brasil teve um lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 61% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior. A expectativa dos analistas compilada no consenso Bloomberg era de um lucro de R$ 1,079 bilhão. No ano, a empresa teve prejuízo de R$ 2,815 bilhões, ante R$ 2,736 bilhões previstos.

PUBLICIDADE

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia foi de R$ 2,465 bilhões nos últimos três meses do ano passado, número 31% menor que o do ano anterior. A expectativa dos analistas era de um Ebitda de R$ 2,511 bilhões.

Por fim, a receita líquida atingiu R$ 7,049 bilhões no último trimestre do ano passado, uma queda de 3% ante os três últimos meses de 2018, mas acima das projeções de R$ 6,498 bilhões de faturamento anual.

O Itaú BBA e o Morgan Stanley comentaram o balanço. Segundo as duas análises, a perspectiva é positiva e a redução dos estoques de celulose foi indicada como um fato benéfico, bem como as sinergias com a Fibria.

Na avaliação do BBA, “a Suzano reportou uma redução dos estoques em cerca de 650 mil toneladas no quarto trimestre, ultrapassando a redução de 450 mil toneladas do trimestre anterior, reduzindo assim em dois terços os estoques no segundo semestre de 2019. A empresa também aumentou para até R$ 1,2 bilhão a economia com as sinergias obtidas com a Fibria, o que potencialmente aumentará o valor das ações SUZB3 em R$ 2,5 bilhões”, projeta o Itaú BBA.

Como lado negativo, o BBA aponta que a relação dívida líquida sobre o EBITDA piorou, de 4,7 vezes no terceiro trimestre para 5 vezes no quarto. “O EBITDA ajustado de R$ 2,6 bilhões (no quarto trimestre) chegou 2% acima da nossa estimativa. A redução dos estoques foi sólida. Como lado negativo, a relação dívida líquida sobre o EBITDA subiu para 5 vezes”, comenta o Morgan Stanley. O banco continua a avaliar o papel como Neutro, com preço-alvo de R$ 42,00. Já o Itaú BBA continua a avaliar a ação SUZB3 com recomendação acima da média (outperform), com preço-alvo de R$ 45,00, 12,4% acima do preço atual de R$ 40,03 na B3.

Marfrig (MRFG3)

As ações da Marfrig subiram até 3,3% para R$ 11,14, depois que o JPMorgan elevou a ação de neutra para overweight (exposição acima da média) e aumentou preço-alvo de R$ 12 para R$ 13.

As margens de carne bovina dos EUA provavelmente permanecerão mais fortes por mais tempo, enquanto as operações sul-americanas se beneficiarão de exportações mais altas e margens saudáveis, o analista do JPMorgan Lucas Ferreira escreveu em relatório. O banco também citou forte geração de caixa e valuation atrativo.

Embraer (EMBR3)

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso para que o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise novamente a operação de venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer para a Boeing (BA.N), que havia sido aprovada sem restrições por decisão do superintendente-geral da autarquia, por identificar “algumas omissões”.

De acordo com o documento do Ministério Público, a avaliação anterior havia delimitado como mais preocupante para o caso as mudanças que envolvem a aviação comercial de 100 a 200 assentos e um recorte específico, de 100 a 150 assentos.

Cogna (COGN3)

A ação da Cogna registra a sua sessão seguida de ganhos expressivos. Na véspera, a Cogna informou que a sua oferta de ações movimentou R$ 2,56 bilhões com a venda de 232,4 milhões de ações. O preço por ação foi estabelecido em R$ 11,00, desconto de 1,35% em relação ao valor do último fechamento.

Em relatório, a Levante Ideias de Investimento destacou que, quando os recursos entrarem em caixa, o endividamento da Cogna cairá de 3 vezes Ebitda ao fim do terceiro trimestre para menos de 2 vezes.

“Além disso, o dinheiro que entrar para o caixa da companhia será utilizado para preparar a estratégia de crescimento. Nos planos estão compras de instituições de ensino superior”, ressalta a equipe de análise.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, controladora da Riachuelo, fechou um contrato para vender as roupas da marca Carter’s no Brasil pelos próximos dez anos. A Carter’s é uma empresa americana que se especializou na comercialização de roupas infantis.

Totvs (TOTS3)

Fornecedora de soluções de informática para empresas, a Totvs (TOTS3) teve um lucro líquido ajustado de R$ 71,3 milhões no quarto trimestre de 2019 (alta de 107,8% contra o mesmo período de 2018) e de R$ 252,1 milhões em 2019, um crescimento de 83,9% sobre 2018.

O Ebitda da companhia foi de R$ 118,3 milhões no quarto tri e de R$ 469,7 milhões no ano, altas de 51,5% e de 35,4% respectivamente na base anual.

A receita líquida foi de R$ 579,3 milhões nos últimos três meses de 2019, um crescimento de 7,5% sobre o quarto trimestre de 2018.

A Totvs ainda propôs o desdobramento de suas ações de três para uma. A Assembleia Geral Extraordinária para decidir sobre a mudança está marcada para o dia 27 de abril.

O Banco Itaú BBA avaliou como positivos os resultados publicados ontem à noite pela Totvs, empresa de software e informática. O BBA manteve a nota outperform (acima da média) para o papel, ressaltando que os resultados da Totvs vieram acima das expectativas e deverão ser incorporados em novo preço-alvo para a ação.

No pregão de ontem da B3, a TOTS3 foi negociada a R$ 75,21. “O EBITDA cresceu 20,4% em 2019, acima das nossas expectativas, enquanto houve redução do endividamento maior que a projetada, refletindo a queda da inadimplência entre os clientes e a melhora no mix da receita”, avalia o BBI. Como ponto negativo, o BBA indica que os gastos com marketing e vendas cresceram 12,5% em 2019, acima da projeção do banco, que era de 8,5%.

Moura Dubeux (MDNE3)

A construtora Moura Dubeux estreia hoje na B3, sendo a segunda companhia do setor a entrar na B3 neste ano – após a Mitre.

A companhia movimentou R$ 1,25 bilhão com sua oferta inicial de ações e teve os papéis precificados em R$ 19,00 cada. O dinheiro captado com a  será direcionado aos cofres da companhia e deverá ser usado para zerar dívidas.

A Priner, que presta serviços para companhias de petróleo, gás e mineração, fixa hoje preço por ação, em uma das menores aberturas de capital já registradas no país. Oferta pode movimentar até R$ 384 mi. A faixa indicativa será entre R$ 10 e R$ 13 por papel.

Duratex (DTEX3)

Fabricante de painéis, louças e metais sanitários, a Duratex (DTEX3) teve um lucro recorrente no quarto trimestre de R$ 157,8 milhões, Ebitda ajustado de R$ 278,3 milhões (contra projeções de R$ 279,5 milhões) e receita líquida de R$ 1,49 bilhão. A expectativa dos analistas era que a empresa tivesse uma receita de R$ 1,39 bilhão no período.

Em todo o ano de 2019, a receita da Duratex foi de R$ 5,01 bilhões e o lucro de R$ 405,6 milhões.

O Bradesco BBI comentou os resultados da Duratex, fabricante de produtos sanitários, pisos e revestimentos cerâmicos, que ontem divulgou balanço. O BBI manteve a nota Acima da média e preço-alvo de R$ 21,00 para a ação DTEX3.

“A Duratex reportou alguns resultados mais fracos que os esperados, mas com alguns pontos positivos. O EBITDA cresceu 18% no quarto trimestre de 2019 para R$ 278 milhões. O Ebitda ajustado da marca Deca cresceu 29% para R$ 67 milhões e houve recuperação dos volumes vendidos para 7 milhões de unidades, 16% a mais que em 2018”, comentou o BBI. Analistas do BBI continuam a apostar na DTEX3 como uma opção interessante para a recuperação econômica cíclica do Brasil.

Banco Inter (BIDI4

O Banco Inter informou na noite de ontem seus dados financeiros de 2019. O Inter comunicou que teve lucro líquido de R$ 81,6 milhões no ano passado, uma expansão de 16,4% sobre 2018. O banco também comunicou que seu número de clientes avançou de 1,4 milhão em 2018 para 4 milhões de pessoas no final de 2019. A receita da instituição cresceu de R$ 630 milhões em 2018 para R$ 821 milhões em 2019. No ano passado, o Inter realizou um aumento de capital fazendo uma oferta pública de ações na B3. O capital do banco passou de R$ 512 milhões em 2018 para R$ 1,2 bilhão em 2019.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras incorporará o patrimônio líquido remanescente da sua subsidiária E-Petro – Petrobras Negócios Eletrônicos S.A., que foi avaliado em R$ 39,3 milhões pela auditoria contábil Loudon Blomquist. A petrolífera publicou ontem o relatório dos auditores na página da CVM.

Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos