Destaques da Bolsa

Ação da Vale cai 2,6% com minério e Petrobras tem dia “morno” apesar de alta de 5% do petróleo; aéreas sobem forte

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (16)

SÃO PAULO – A sessão foi de queda para o Ibovespa nesta quarta-feira (16), com os investidores repercutindo a queda das ações de tecnologia nos EUA e em compasso de espera pelo Copom após a decisão do Fomc.

A baixa mais representativa para o índice foi a da Vale (VALE3, R$ 60,97, -2,60%), com queda superior a 2%. O minério de ferro à vista com pureza de 62% negociado em Qingdao caiu 3,3%, a US$ 124,30 a tonelada, em meio às menores preocupações com o aperto na oferta global e com margens em queda na China impulsionando vendas dos contratos da commodities. O contrato futuro do minério negociado na Bolsa de Dalian, na China, por sua vez, teve baixa de cerca de 5%.

Além da Vale, siderúrgicas e empresas de proteínas e commodities também caíram forte, tanto por conta da queda do dólar, de 0,91% na sessão, a R$ 5,2406 na venda, quanto como em um movimento de realização após a alta da véspera.

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Minerva (BEEF3, R$ 13,34, -3,61%) foi a maior queda do índice na sessão após subir forte na véspera com a notícia de que planeja vender 25% da Athena Foods, enquanto JBS (JBSS3, R$ 23,34, -3,15%), Usiminas (USIM5, R$ 10,88, -3,12%), Suzano (SUZB3, R$ 47,58, -2,68%) e Marfrig (MRFG3, R$ 16,70, -2,40%) também registraram quedas.

Entre as maiores altas, por sua vez, estiveram as ações de aéreas como Gol (GOLL4, R$ 21,57, +3,40%), Azul (AZUL4, R$ 29,09, +3,78%), além da empresa de viagens CVC (CVCB3, R$ 18,20, +4,12%), com a expectativa de retomada do setor com a reabertura da economia e proximidade de uma vacina. Em entrevista à Bloomberg, Paul Mango, vice-chefe de gabinete para políticas do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, afirmou que todos os americanos poderão ser vacinados contra o coronavírus até abril. Ele apontou ainda que os EUA devem aprovar uma ou mais vacinas em novembro ou dezembro.

Empresas do setor de shoppings como Multiplan (MULT3, R$ 23,12, +2,35%), brMalls (BRML3, R$ 9,98, +2,15%) e Iguatemi (IGTA3, R$ 36,82, +2,08%) também também subiram, apesar de amenizarem a alta de cerca de 4% registrada mais cedo.

Em destaque ainda, estiveram as units da Energisa (ENGI11, R$ 45,62, +2,61%). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu audiência para revisão das tarifas de 2020 com umabase de ativos regulatórios (RAB) líquida de R$ 623 milhões.

A agência ainda propôs um aumento médio de 4,87% nas tarifas da Energisa Acre, antiga Eletroacre. De acordo com a proposta apresentada, a alta para consumidores conectados à alta tensão seria de 5,55% e, para a baixa tensão, de 4,72%.

Os ativos da RD (RADL3, R$ 114,31, +0,29%) fecharam com leves ganhos após subirem mais de 3% com a aprovação do desdobramento de ações.

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Os ativos da Petrobras (PETR3, R$ 21,95, +0,37%;PETR4, R$ 21,73, +0,28%) fecharam apenas com leves ganhos apesar da forte alta do petróleo. O brent subiu 4,17%, a US$ 42,22 o barril, enquanto o WTI teve alta de 4,9%, a US$ 40,16, no melhor dia desde junho.

A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), informou que os estoques de petróleo do país caíram 4,4 milhões de barris na semana encerrada no último dia 11, para 496 milhões de barris no total. A queda foi maior do que a previsão média de analistas consultados pela Platts, de baixa de 1,8 milhão de barris.

Ainda no radar, está o furacão Sally afetando a produção americana – ele atingiu o Alabama e levou ao fechamento de mais de um quarto da produção offshore de petróleo no Golfo do México.

Contudo, por aqui, os investidores monitoram o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode começar nesta semana e influenciar os ativos por aqui. A Corte deverá julgar a partir da próxima sexta pedido das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso para impedir a venda pela Petrobras de suas refinarias.

Confira os destaques:

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
CVCB34.1189918.2
AZUL43.7816629.09
GOLL43.4036421.57
ENGI112.6090945.62
YDUQ32.356930.4

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
BEEF3-3.6127213.34
JBSS3-3.1535323.34
USIM5-3.1166510.88
CCRO3-2.9553314.12
SUZB3-2.6794847.58

Raia Drogasil (RADL3, R$ 114,31, +0,29%)

A Raia Drogasil aprovou o desdobramento das suas ações, na proporção de 5 ações ordinárias para cada 1 ação da mesma espécie, sem alteração do valor do capital social. Para cada ação ordinária de sua titularidade, o acionista receberá mais 4 ações da mesma espécie, ficando, ao final, com 5 ações ordinárias de emissão da companhia.

Como consequência do desdobramento, o número de ações ordinárias passou de 330.386.000 ações para 1.651.930.000 ações. As ações passarão a ser negociadas “ex” desdobramento a partir de 21 de setembro de 2020. As quatro ações adicionais resultantes do desdobramento serão creditadas em favor dos acionistas em 23 de setembro de 2020.

Minerva (BEEF3, R$ 13,34, -3,61%)

O Minerva informou que a Salic, do Reino Unido, passou a ter 33,83% das ações da empresa. Em comunicado, a companhia disse que a Salic converteu o total de seus 61.593.622 bônus em ações, os quais foram adquiridos como vantagem adicional do aumento de capital da Minerva em 15 de outubro de 2018 atingindo participação de 185.536.600 ações ordinárias.

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Segundo a empresa, a conversão não tem como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia.

Oi (OIBR3 R$ 1,82, +0,55%;OIBR4, R$ 2,78, +1,09%)

A Oi  teve uma geração de caixa operacional líquida positiva das recuperandas, as sete empresas que formam o grupo, de R$ 8 milhões no mês de julho, depois de registrar resultado negativo de R$ 69 milhões no mês anterior.

Os números são do relatório do escritório de advocacia Arnoldo Wald, administrador da recuperação judicial da tele.  Em julho, os recebimentos subiram R$ 5 milhões frente o mês anterior, a R$ 2,057 bilhões, e a rubrica pagamentos teve redução de R$ 80 milhões, a R$ 1,529 bilhão.

Petrobras (PETR3, R$ 21,95, +0,37%;PETR4, R$ 21,73, +0,28%)

A Petrobras iniciou a fase vinculante para a venda da sua participação no Bloco Tayrona, localizado na Bacia de Guajira, Colômbia. Segundo a empresa, os potenciais compradores habilitados receberão carta-convite com instruções sobre o processo de venda, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A companhia também divulgou o resultado da oferta de troca de títulos não registrados, emitidos em 18 de setembro de 2019, por títulos registrados na Securities and Exchange Commission (SEC), efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF).

Segundo a empresa, os detentores de US$ 4 bilhões dos títulos 5,093% Global Notes, com vencimento em 2030, aceitaram trocar seus títulos não registrados por títulos registrados na SEC.A liquidação será realizada em 17 de setembro de 2020.

Linx (LINX3, R$ 36,04, -0,33%)e Stone

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, concorrentes de meios de pagamento devem se unir para questionarem junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a oferta da Stone pela Linx.

Eles alegam que, se a Stone adquirir a Linx, poderá impor barreiras à concorrência, sobretudo no pequeno varejo, no qual a Linx chega a ter 50% de participação de mercado em alguns segmentos, além de poder haver também venda casada de produtos.

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A Stone tem dito que sua proposta terá caminho livre junto ao Cade e, inclusive, já se muniu de documentos elaborados por especialista de que a compra da Linx pela Totvs teria chance de ser barrada, por risco de concentração.

Klabin (KLBN11, R$ 25,07, -1,69%)

A Klabin convocou uma assembleia geral extraordinária para 30 de outubro de 2020, com o objetivo de deliberar sobre a incorporação da Sogemar, que é titular da marca Klabin. Com a incorporação, a Klabin passará a ser proprietária da marca, com extinção do contrato de licenciamento em vigor e do pagamento de royalties pelo seu uso. O valor atribuído à Sogemar é de R$ 366,8 milhões.

A incorporação será feita com uma relação de substituição de 643,8842 novas ações ordinárias de emissão da Klabin para cada quota da Sogemar, resultando na emissão, pela Klabin, de 92.902.188 novas ações ordinárias, que serão atribuídas aos quotistas da Sogemar.

Ainda no radar da companhia, a Superintendência do Cade autorizou a compra de ativos da International Paper. A conclusão do negócio ainda está sujeita ao cumprimento de determinadas condições suspensivas usuais em operações dessa natureza, disse a Klabin em comunicado ao mercado.

Até que sejam atendidas todas essas condições, a International Paper e a Klabin seguem como empresas concorrentes e devem continuar atuando de forma totalmente independente: comunicado. A aprovação da superintendência do Cade foi sem restrições, segundo despacho publicado no Diário Oficial.

Em 30 de março, a Klabin compra unidade da International Paper por R$ 330 milhões.

Duratex (DTEX3, R$ 17,90, +2,81%)

O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Duratex para R$ 21 por ação, com potencial de valorização de 21% frente a sessão anterior, e manteve a recomendação outperform (desempenho acima da média). Em relatório, o banco explicou que a recuperação da demanda continua muito forte, com alta nos preços, gerando crescimento do Ebitda em 2020. Além disso, a ação opera a um múltiplo de EV (Valor de mercado)/ Ebitda de 9,7 vezes, abaixo do nível justo deste momento, que seria de 10 a 12 vezes.

O Ebitda deve passar de R$ 1 bilhão em 2020 e chegar a R$ 1,45 bilhão em 2021. No terceiro trimestre, o Ebitda deve chegar ao recorde histórico de R$ 395 milhões, com expansão de volumes e margens em todas as divisões.

“Seguimos confiantes com o potencial de crescimento dos lucros da Duratex”, afirmou o BBI, destacando que a ação já subiu 125% desde abril. Em 2021, mesmo com o fim do auxílio emergencial, o banco espera volumes adicionais devido à maior demanda do setor de construção. Para o período entre 2020 e 2013, o BBI prevê crescimento de 60% do Ebitda.

B3 (B3SA3, R$ 57,02, -0,45%)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou um acordo de R$ 7 milhões para encerrar um processo envolvendo a B3. A bolsa foi responsabilizada por não verificar diariamente o grau de concentração no mercado de derivativos por grupos de investidores, entre maio de 2013 e janeiro de 2019.

O processo também apontava que a B3 não aplicou as medidas de desconcentração previstas em seu regulamento a esses investidores, de acordo com O Estado de S.Paulo. A B3 vai arcar com R$ 6,3 milhões do valor total.

O vice-presidente de Operações, Clearing e Depositária da B3, Cícero Augusto Vieira Neto, e André Monteiro, diretor de Administração de Riscos, vão pagar R$ 350 mil cada um. A acusação é a mesma direcionada à B3, mas no caso de Monteiro no período de outubro de 2013 a janeiro de 2019.

Anima (ANIM3, R$ 30,47, -0,75%)

Segundo o jornal Valor Econômico, além da Ser Educacional e da Yduqs, o grupo Ânima também tem interesse na aquisição da Laureate, empresa americana que no Brasil é dona da Anhembi Morumbi, entre outras instituições de ensino superior.

Gol (GOLL4, R$ 21,57, +3,40%)

O escritório de advocacia americano Glancy Prongay & Murray informou ter ajuizado uma ação coletiva em nome dos investidores da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, de acordo com o Valor Econômico. O escritório alega que a companhia fez declarações falsas e enganosas, além de não ter divulgado fatos relevantes que seriam adversos aos negócios, operações e perspectivas da companhia.

Log (LOGG3, R$ 32,21, +2,58%)

A Log aprovou a venda de cinco ativos para o Fundo LOGCP Inter Fundo de Investimento Imobiliário. Os ativos – LOG Goiânia, LOG Viana, LOG Contagem I, LOG Rio e LOG Gaiolli – totalizam 8.404 m² de área bruta locável. A operação soma R$ 146,3 milhões..

CPFL (CPFE3, R$ 29,95, +0,84%)

A CPFL Energia decidiu cancelar seu registro na SEC (Securities and Exchange Comission) e a deslistagem de suas American Depositary Shares da New York Stock Exchange.

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