Destaques da bolsa

Ação da Positivo cai 12,5% após resultado de oferta de ações; Vale, bancos e siderúrgicas recuam

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (31)

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SÃO PAULO – O alívio para o Ibovespa durou pouco: após ter fechado quase estável na véspera depois de uma queda de até 2,22% no intraday, o índice voltou a registrar fortes quedas nesta sexta-feira, encerrando janeiro com seu pior desempenho mensal desde fevereiro de 2019.

Bancos, Vale (VALE3) e siderúrgicas voltaram a pressionar o índice para baixo, enquanto apenas 11 ações registraram ganhos.

O grande destaque, contudo, ficou para uma ação fora do índice: a Positivo (POSI3), que viu suas ações caírem 12,5% após a companhia divulgar o resultado da oferta de ações. Confira os destaques:

Positivo (POSI3

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A Positivo Tecnologia, de Curitiba (PR), comunicou a captação de R$ 353,7 milhões através da emissão de 54 milhões de novas ações ordinárias, cada uma ao preço de R$ 6,55. A oferta foi anunciada no dia 20 deste mês e precificada hoje. Segundo a Positivo, os papéis serão negociados na B3 entre os dias 3 e 4 de fevereiro. O capital social da empresa passou para R$ 742,7 milhões, dividido em 141,8 milhões de ações ordinárias. Segundo a fabricante de computadores do Paraná, os recursos levantados com a oferta serão destinados à expansão da empresa, através do aumento dos contratos com instituições públicas, na expansão da Positivo Service, de serviços de software, e no reforço da estrutura de capital da empresa.

BR Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras Distribuidora informou que recebeu o valor de R$ 37,4 milhões da estatal elétrica Eletrobras. Segundo a BR, essa valor é a vigésima-primeira parcela de uma dívida que a Eletrobras possui com a empresa. O valor total da dívida não foi divulgado e a BR Distribuidora afirma já ter recebido um total de R$ 4,2 bilhões, referentes a vinte parcelas. “A companhia informa que futuros pagamentos vinculados a estes ICDs serão tempestivamente divulgados ao mercado”, escreveu o diretor-executivo de finanças da BR Distribuidora, André Corrêa Natal.

Oi (OIBR3;OIBR4

A operadora de telefonia Oi comunicou que fechou um contrato para vender um imóvel, no Rio de Janeiro, no valor de R$ 120,5 milhões. Segundo a empresa, em recuperação judicial, a compradora será a Alianza Gestão de Recursos Ltda.

A Oi afirmou que o judiciário autorizou a transação, que faz parte do seu plano de se desfazer de ativos não essenciais para o funcionamento das operações. O imóvel a ser vendido – a transação só se concretizará em março deste ano – fica no bairro do Botafogo, na Rua General Polidoro.

A operadora de telefonia Oi comunicou ainda ao mercado que o executivo Rodrigo Modesto de Abreu assumiu ontem o cargo de diretor-presidente da organização. Abreu trabalha na Oi desde setembro de 2018. Sua chegada ao cargo já era prevista desde 12 de dezembro, quando foi eleito para substituir Eurico Teles.

Eletrobras (ELET3;ELET6

A Eletrobras informou ontem que precificou em US$ 1,2 bilhão (R$ 5,1 bilhões) as notes que lançará em breve no mercado americano. Segundo a estatal elétrica brasileira, os papéis terão vencimentos em 2025 e 2030. As notes com vencimento em 2025, em um valor total emitido de US$ 500 milhões, pagarão um yield (retorno) de 3,625%; enquanto as notes com vencimento em 2030, no valor de US$ 750 milhões, pagarão um yield de 4,625%.

Santander Brasil (SANB11)

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O Santander Brasil fechou a compra da fatia do Banco Olé que pertencia à Bosan Participações por R$ 1,608 bilhão. A transação envolve 40% de ações do capital social do Olé, que eram o único ativo da Bosan. Com a transação, anunciada em dezembro, o Santander passa a ser, direta e indiretamente, titular da totalidade das ações de emissão do Banco Olé.

O Olé tem como foco o crédito consignado, e o Santander informou em março do ano passado que a Bosan formalizou interesse em exercer a opção de venda de sua fatia no capital da instituição para a Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Santander Brasil.

Minerva (BEEF3

O frigorífico Minerva, de Barretos (SP), comunicou que a sua subsidiária Athena, que atua no Chile, pediu o cancelamento do seu registro de companhia aberta no país. O pediu foi feito à CMF, Comisión del Mercado Financiero, que regula o mercado de capitais da Bolsa de Santiago.

Paraná Banco e Daycoval

O Paraná Banco  pediu à CVM o registro de companhia e também a adesão da companhia ao Nível 2 de Governança Corporativa da B3. O banco informou que pretende realizar uma captação de recursos através de uma oferta pública de ações (IPO), ou da emissão de Units, cujo montante, contudo, ainda não está definido. Estas operações poderão ser feitas no Brasil e nos Estados Unidos, ou em ambos os países. O Banco Paraná é um banco privado de investimentos, com sede em Curitiba.

Além do Paraná Banco, o Daycoval também selecionou assessores financeiros para capitanear uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e voltar à bolsa brasileira.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras divulgou na manhã de hoje um teaser para vender as usinas eólicas de Mangue Seco, no Rio Grande do Norte. Segundo a empresa, serão vendidas as usinas de Mangue Seco 1 e Mangue Seco 2, no município de Guamaré. Na Mangue Seco 1, a Petrobras tem uma participação de 49% e 51% são da Alubar Energia, enquanto na Mangue Seco 2 a Petrobras tem 49% e a Eletrobras (ELET3) tem 51%.

A Petrobras informou que a capacidade geradora das duas usinas é de 52 MW. As usinas de Mangue Seco fazem parte de um parque eólico com quatro usinas, cuja capacidade total de geração é de 104 MW. A estatal comenta que a venda faz parte do seu plano de desinvestimentos e adequação de portfólio, para melhorar o valor aos acionistas.

BRF (BRFS3) e JBS (JBSS3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu nesta quinta-feira (30) uma investigação contra a BRF e JBS por conta de comentários feitos pelos CEOs das duas empresas durante evento do Credit Suisse realizado na véspera.

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O processo, assinado pelo presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, trata da suspeita de que as duas companhias estariam formando um cartel no mercado de aves e suínos no país.

Durante o evento, Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, e Lourival Luz, da BRF, responderam a uma pergunta sobre o preço do milho no mercado brasileiro. Segundo eles, os valores subiram muito e estão pesando sobre os custos, o que deve levar a um repasse para os preços dos produtos, em especial aves e suínos. Veja a matéria.

Tomazoni explicou durante o painel que a alta da commodity, que é usada na alimentação dos animais, se deu por diversos motivos, incluindo a forte demanda de exportação e o seu uso doméstico para produção de etanol.

Em nota enviada à Bloomberg, a JBS afirmou que não foi notificada da abertura de nenhum processo investigativo no Cade até o momento. Além disso, a empresa disse que rechaça qualquer alegação de prática de cartel. Já a BRF afirmou que atua de forma ética e íntegra em todos os negócios, tendo segurança em afirmar que age de acordo com as regras concorrenciais.

MRV (MRVE3)

A MRV promoveu a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para discutir novo formato de potencial proposta de investimento na AHS Residential.

Vale (VALE3)

A Vale teve a cobertura iniciada com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan. Em meio à disseminação do novo coronavírus, companhia disse que operações portuárias asiáticas estão ‘normais’. A empresa já suspendeu viagens de negócios para a China e todos os funcionários da Vale no país estão trabalhando remotamente. Além disso, a Litela reduziu participação acionária na mineradora, com a venda de 386 milhões de ações ordinárias. A empresa passa a ter 10,13% dos papéis desconsiderando as ações em tesouraria.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)

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