Destaques da bolsa

Ação da Petrobras tem queda de mais de 1% com petróleo e só 6 ações do Ibovespa sobem; Oi cai 8%

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (26)

SÃO PAULO – A bolsa abriu com ganhos, buscando alívio em meio à queda da semana passada. Donald Trump amenizou o tom contra a China e chegou a animar o Ibovespa nesta segunda-feira (26). Porém, as incertezas políticas e a falta de investidores estrangeiros no Brasil pesaram negativamente na bolsa, que caiu 1,27%

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 23,96, -1,31%; PETR4, R$ 23,96, -1,32%) fecharam em queda de mais de 1%, com um possível encontro entre Trump e o presidente do Irã, Hassan Rouhani, elevando as perspectivas de queda das sanções ao petróleo iraniano e contribuindo para a queda da commodity. 

Contudo, a queda foi generalizada nos mercados: apenas seis ações fecharam em alta no Ibovespa. A maior alta ficou com Energias do Brasil (ENBR3, R$ 19,29, +1,10%), sendo seguida por Cielo (CIEL3, R$ 7,30, +0,83%). Fora do índice, a Oi (OIBR3, R$ 0,74, -7,50%; OIBR4, R$ 1,18, -8,53%) teve forte queda, assim como as units do BTG Pactual (BPAC11, R$ 46,46, -18,48%). 

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Oi (OIBR3;OIBR4)

O Senado começou a se movimentar para votar um projeto de lei para modernizar a obsoleta estrutura de telecomunicações do país, abrindo caminho para investimentos e aliviando a crescente pressão sobre a Oi (OIBR3;OIBR4).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negocia com a senadora Daniella Ribeiro, relatora da “Nova Lei das Telecomunicações”, para votar o projeto em setembro, de acordo com o líder do governo.

A votação marcaria o fim de um impasse de dois anos do chamado PLC 79, que ficou emperrado devido a questionamentos legais, e poderia impulsionar a Oi em um momento em que a operadora queima caixa rapidamente, aumentando os rumores sobre uma possível intervenção do governo e levando a maior acionista da operadora a pedir a renúncia do CEO Eurico Teles.

“O fluxo de notícias sugere que o senso de urgência para a aprovação do PLC 79 está de volta, potencialmente impulsionado pela percepção de que a situação da Oi se deteriorou”, escreveu o analista do Credit Suisse, Daniel Federle, em relatório de 22 de agosto. Apesar de “não contribuir muito” para os resultados a curto prazo, a aprovação do projeto provavelmente tornaria a Oi mais atraente para potenciais compradores, escreveu.

Nos últimos dias, a Oi voltou a ganhar os holofotes em meio a reportagens de que alguns dos principais acionistas da empresa estariam discutindo a venda da operadora e uma mudança do comando nos próximos meses, além da especulação em torno de uma potencial intervenção do governo. A GoldenTree Asset Management, que possui uma participação de 15% na Oi, afirmou em carta no início do mês que apenas um CEO experiente na área operacional poderia executar adequadamente o plano estratégico da empresa, em contraste com Teles, a quem a empresa chamou de “advogado talentoso”.

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Com a nova lei, a Oi deixaria de ser concessionária, o que a ajudaria a cumprir metas e competir em igualdade com a Claro, unidade da América Móvil, e com a Tim Participações. A mudança também beneficiaria a Telefônica Brasil que, juntamente com a Oi, responde pela maioria dos serviços de telefonia fixa no Brasil.

O PLC 79 vai permitir que as operadoras redirecionem investimentos atualmente obrigatórios na telefonia fixa para a ampliação do acesso à Internet, segundo comunicado do SindiTelebrasil, enviado por e-mail. “O setor de telecomunicações entende ser importante e necessária a aprovação do PLC 79/16.”

O projeto também resolveria a questão em torno dos chamados bens reversíveis, que são ativos – principalmente imóveis – que há 20 anos eram considerados necessários para fornecer serviços de telefonia fixa, quando as concessões para operar o sistema de telecomunicações foram licitadas, mas que há muito tempo se tornaram ociosos. A lei facilitaria o plano da Oi de vender até US$ 2 bilhões em ativos não essenciais e se concentrar em sua rede de fibra ótica para recuperar as vendas.

A Oi tenta uma retomada após uma reestruturação da dívida de US$ 19 bilhões, a segunda maior do Brasil, em um acordo fechado com os credores em dezembro de 2017 após uma negociação de 18 meses. A empresa concluiu uma oferta para aumento de capital de R$ 4 bilhões no primeiro semestre, que foi uma das etapas finais desse processo. Em julho, elaborou um plano estratégico em que pretende vender entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões em ativos não essenciais. A empresa registrou prejuízo de R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre e queimou cerca de R$ 2 bilhões de seu caixa, que agora está no menor nível desde 2015.

A senadora Daniella Ribeiro, que assumiu a relatoria do projeto de lei em fevereiro, não quis dar entrevista.

Petrobras (PETR3;PETR4) e Itaúsa (ITSA4)

Um grupo liderado pela brasileira Itaúsa Investimentos ofereceu cerca de R$ 3,5 bilhões (US$ 850 milhões) à distribuidora de gás de botijão da Petrobras, disse uma pessoa com conhecimento do assunto, pedindo para não ser identificada porque as discussões são privadas.

A Petrobras esperava que os lances chegassem a R$ 2,8 bilhões, disseram fontes anteriormente. A Petrobras já havia informado, em comunicado, que a Itaúsa, holding das famílias Setubal e Villela, em consórcio com a Copagaz Distribuidora de Gás e a Nacional Gás Butano, ofereceu a maior oferta pela Liquigás Distribuidora.

Itaúsa e Copagaz não quiseram comentar. A Petrobras e a Nacional Gás Butano não responderam a pedidos de comentário.

Outros concorrentes incluíram um grupo liderado pela Mubadala Investment e outro capitaneado pela distribuidora holandesa de gás SHV Holdings, disseram fontes familiares ao assunto no início deste mês.

A empresa de gás liquefeito de petróleo para cozinha abastece cerca de 35 milhões de residências e é um dos ativos colocados à venda pela Petrobras em um esforço para reduzir a dívida e se concentrar na exploração em águas profundas.

O GLP engarrafado é a única fonte de gás de cozinha para milhões de consumidores no Brasil. A Liquigás possui 22% do mercado, atrás da Ultragaz, com 24% de participação, de acordo com o órgão regulador do petróleo no Brasil.

A Petrobras concordou em vender a Liquigás por R$ 2,8 bilhões de reais à Ultrapar Participações, proprietária da Ultragaz, em 2016, mas o Cade rejeitou o acordo no ano passado.

A Petrobras comprou a Liquigás da Eni, com sede em Roma, em 2004, quando a estatal procurava expandir seu alcance para diferentes mercados de energia.

“Vemos a notícia como positiva, sinalizando o comprometimento da empresa com o programa de venda de ativos e a redução do endividamento”, destaca a XP Investimentos. 

Ainda sobre Petrobras, a petroleira informou o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de suas participações em oito concessões de exploração e produção terrestres, localizadas no estado da Bahia, denominadas conjuntamente de Polo Rio Ventura. “Os habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes”, informou.

BTG (BPAC11)

O site Antagonista publicou notícia em que afirma que a Polícia Federal está investigando a instituição financeira por “esquemas extremamente sofisticados de lavagem de dinheiro”.

As informações que deram origem à investigação são de 2016 e partiram de um informante ligado ao BTG, que acusa a instituição de ter uma espécie de “Departamento de Operações Estruturadas”, que seria responsável pela lavagem de dinheiro.

O setor, de acordo com o informante, “tinha como objetivo criar ferramentas e procedimentos que permitissem tanto ao próprio banco como a clientes específicos a manipulação artificial do resultado financeiro de entidades (pessoas) jurídicas”.

O banco, em comunicado ao mercado, esclareceu que tal matéria faz menção a relatos apócrifos feitos em junho de 2016, sendo que o Banco nega veementemente qualquer irregularidade. “Esclarece, ainda, que as operações mencionadas são fantasiosas, jamais poderiam ter sido sequer registradas nos sistemas de negociações existentes no Brasil e não teriam sido passado de forma despercebida pelas diversas auditorias e reguladores aos quais o Banco se submete”, afirmou.

Em rápida teleconferência, o presidente do BTG, Roberto Sallouti, destacou que nenhum item mencionado do processo preocupa a instituição e que não há ainda processo, denúncia ou indiciamento. “Com o passar do tempo, tudo será esclarecido”, afirmou.

Copel (CPLE6) e Equatorial (EQTL3)

A Copel foi elevada a overweight pelo JPMorgan, com preço-alvo R$ 63. Já a Equatorial foi rebaixada a neutra pela instituição, com preço-alvo R$ 104.

Cielo (CIEL3)

A credenciadora Cielo anunciou nesta segunda o lançamento do aplicativo Cielo Pay. Com o objetivo de atender empreendedores, o app é a mais nova jogada da Cielo para ganhar mercado no segmento dominado pela concorrente PagSeguro.

O aplicativo, que funciona como uma conta corrente e uma carteira digital, tem como seu principal destaque permitir que vendedores aceitem pagamentos sem ter uma maquininha — gerando um QR Code, boleto ou enviando um link por meio de seu celular. 

“O nosso foco hoje é trazer conveniência para o empreendedor. O que ele mais precisa hoje é ter o valor das vendas que faz disponível direto em uma conta. É isso o que estamos possibilitando”, afirmou Paulo Caffarelli, presidente do banco, em entrevista com jornalistas.

De acordo com a Cielo, a conta digital é aberta em até 3 minutos, é grátis e permite realizar transferências para outras contas Cielo Pay ou para qualquer outro banco por meio de um TED. O dinheiro também poderá ser sacado nos caixas eletrônicos da Rede24horas. O valor disponível na conta corrente terá rendimento de 100% do CDI. Veja mais clicando aqui

SulAmérica (SULA11)

Após saltar mais de 10% na sexta-feira, após celebrar contrato para a venda de sua operação de automóveis e ramos elementares para a Allianz, por R$ 3 bilhões, a Sul América informou, em resposta à ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que recebeu um convite da Itaú Corretora para analisar oportunidades de parcerias comerciais.

“A companhia esclarece que está constantemente avaliando oportunidades estratégicas que podem vir a incluir diferentes alternativas de parcerias comerciais”, escreveu.

“Dentro do curso normal de nossos negócios, recebemos um convite da Itaú Corretora de Seguros e estamos avaliando, assim como outras oportunidades de parcerias comerciais, não havendo, entretanto, até o momento, definição quanto a esta oportunidade”, finalizou.

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Wiz (WIZS3)

Segundo a Coluna do Broad, do Estadão, a Caixa Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros da Caixa Econômica Federal, adiou o prazo para envio das propostas não-vinculantes. Interessados têm agora até o dia 03 de setembro para fazerem seus lances para os segmentos de assistência, automóvel, capitalização, consórcio, saúde, odontologia, grandes riscos, habitacional e residencial. Até então, o processo estava dividido em duas fases, sendo uma delas com prazo que se encerrava na última sexta-feira, dia 23, e a outra no dia 27 de agosto. Agora, interessados terão mais tempo para preparar suas propostas, das quais serão selecionados quatro players para a próxima fase.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil pode seguir a Caixa e oferecer crédito imobiliário atrelado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com o presidente da instituição, Rubem Novaes. As informações são do jornal Valor Econômico. 

“A ideia é dar o máximo de liberdade possível para o cliente, ter um cardápio. Estamos preparando linhas novas nesse setor”, disse, após participar de evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, na sexta.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter fará um segundo período de conversão de ações dentro do programa, aprovado em junho, de units, que seguirá até o dia 13 de setembro. Segundo fato relevante, a conversão voluntária ocorrerá nas quantidades estritamente necessárias para viabilizar a formação das Units.

“A efetiva Conversão de Ações e a Formação/Emissão de Units na conta de custódia dos investidores será realizada no dia 18 de setembro de 2019”, afirma.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras concluiu a venda para a Ventus Holding de Energia Eólica (J. Malucelli Gerenciadora de Projetos e Análise de Riscos) de participações em empreendimentos pelo valor de R$ 178,2 milhões.

Segundo a elétrica, a totalidade das ações detidas nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) na Brasventos Miassaba, Brasventos Eolo e Rei dos Ventos, corresponde ao capital social total de 49,00% destas, em consonância com o edital do Leilão Eletrobras n.º 01/2018 (“Edital”), referente ao “Lote F”, realizado em sessão pública na sede da B3, no dia 27 de setembro de 2018.

“A venda de que trata este comunicado ao mercado foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE”, diz a elétrica. A operação acima mencionada representa uma das iniciativas vinculadas ao Plano Diretor de Negócios e Gestão (“PDNG 2019/2023”), divulgado ao mercado por meio de Fato Relevante em 27 de dezembro de 2018.

Ainda sobre a elétrica, é esperado para os “próximos dias” o encaminhamento por parte do governo do projeto de lei de desestatização da companhia, segundo disse na semana passada o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties a emissão de até R$ 537,6 milhões em debêntures. Segundo a empresa, os recursos serão integralmente destinados ao pagamento e/ou pré pagamento ao Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário, pelas parcelas do preço de aquisição do imóvel situado no Rio de Janeiro (RJ), chamado Edifício Passeio.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties a emissão de até R$ 537,6 milhões em debêntures. Segundo a empresa, os recursos serão integralmente destinados ao pagamento e/ou pré pagamento ao Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário, pelas parcelas do preço de aquisição do imóvel situado no Rio de Janeiro (RJ), chamado Edifício Passeio.

Braskem (BRKM5)

O jornal Valor Econômico destaca que o pagamento dos dividendos de R$ 2,67 bilhões da Braskem, propostos pela direção em março, poderá voltar a ser analisado nesta semana. Segundo a publicação, porém, dificilmente se decidirá pela distribuição de 100% do lucro, conforme previsto inicialmente, por conta da piora do ciclo petroquímico nos últimos meses e das ações judiciais relacionada à extração de sal-gema em Alagoas.

Saraiva (SLED3)

A Saraiva decidiu retirar da presidência, de forma definitiva, o executivo Jorge Saraiva Neto, como parte do plano de recuperação judicial, informa o Valor. Segundo a publicação, está em discussão a formação de um conselho de administração formado por cinco membros – atualmente são seis –, que indicará um novo CEO.

 

(Com Agência Estado e Bloomberg)