Ação da Petrobras sobe 5% e leva Ibovespa para o positivo

Índice ganha forças mesmo com o PIB prévio abaixo do esperado; último dia de temporada de resultados e proximidade do vencimento de opções contribui para volatilidade
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SÃO PAULO – Após uma manhã no vermelho, chegando a cair 1,66% no seu pior momento do dia, o Ibovespa ganha forças no começo desta tarde, contagiado principalmente pela forte alta da Petrobras (PETR3; PETR4), que supera a faixa dos 5%. O índice conseguiu virar para o positivo no início da tarde e, por volta das 14h10 (horário de Brasília), sobe 0,18%, aos 50.987 pontos.

A proximidade do vencimento de opções sobre ações negociadas na Bovespa, que ocorrerá na próxima segunda-feira (19), aliado ainda ao término do vencimento de opções sobre o Ibovespa que ocorreu ontem, colabora para a volatilidade no mercado brasileiro. Ademais, esta sessão repercute o último dia de balanços corporativos do 2º trimestre, o que tem repercutido em diversas ações do índice nesta sessão.

Um dos principais colaboradores para essa melhoria do Ibovespa é a Petrobras, que possui a 2ª maior participação na composição do índice, com cerca de 10%. A petrolífera reage positivamente à notícia veiculada no Valor de que o governo estuda não só diminuir o “peso” da empresa na exploração do pré-sal como também avalia um possível novo reauste nos combustíveis. As ações ON e PN da estatal sobem 5,15% e 4,72%, respectivamente, cotadas a R$ 16,95 e R$ 17,76, nesta ordem. Vale mencionar que a companhia possui um dos maiores volumes no mercado de opções, o que também favorece oscilações mais bruscas no preço conforme nos aproximamos do vencimento das séries de agosto.

LLX sobe 15%; OGX e MMX ainda operam em queda
Chama a atenção o desempenho das ações do grupo EBX. A LLX Logística (LLXL3), que chegou a ser uma das maiores quedas da bolsa, sobem 15,23%, para R$ 1,74 após a notícia de que o grupo EIG International deve assumir o controle da companhia após uma capitalização de R$ 1,3 bilhão. Outra que está sendo negociada é a CCX Carvão (CCXC3) que tem alta de 6,06%, aos R$ 1,05.

As perdas de R$ 4,72 bilhões da OGX Petróleo (OGXP3) pesam na companhia, que apresenta queda de 4,41%, aos R$ 0,65 neste mesmo horário – a companhia chegou a cancelar a sua teleconferência pós-resultado. A MMX Mineração (MMXM3), que também declarou estar pensando na venda total da companhia, cai 1,42%, aos R$ 2,08.  

Discurso e indicadores nos EUA
Nos EUA, o Initial Claims registrou 320 mil pedidos de auxílio-desemprego na última semana, ante projeções de 339 mil. O índice de preços ao cosumidor norte-americano subiu 0,2% em julho, em linha com o esperado mas abaixo dos 0,5% vistos no mês anterior. Já o Empire State Index, que mensura a atividade industrial da cidade de Nova York, ficou em 8,6 em agosto – o mercado esperava recuo para 6,0, ante 9,46 no mês anterior.

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Já a produção industrial norte-americana em julho ficou estável, após crescimento de 0,2% no mês anterior e projeções de expansão de 0,4%. Já a sondagem industrial da Filadélfia deste mês mostrou 9,3 pontos, levemente abaixo dos 10 pontos esperados pelo mercado.

Além dos indicadores, os investidores também digerem mais um discurso do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, que reafirmou seus comentários feitos na véspera, quando disse que a inflação do país não está na trajetória para alcançar a meta de 2% e que a autoridade monetária precisa ainda analisar os dados da economia no segundo semestre para tomar qualquer decisão acerca da retirada do programa de estímulo econômico, o Quantitative Easing III.

Bullard, que é um membro votante do Fomc (Federal Open Market Comittee), considerou ainda que uma retirada precoce da injeção de até US$ 85 bilhões mensais pode resultar em uma deflação nos EUA, movimento contrário ao desejado pelo país. Por lá, os contratos futuros operam em queda.

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Desde maio, quando Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, disse que caso o mercado de trabalho mostre uma melhora consistente e a inflação dirija-se para a meta a autoridade poderia antecipar a retirada gradual do QE3, os mercados mostraram apreensão sobre o assunto e os discursos de presidentes regionais do Fed ganharam cada vez mais notoriedade.

Europa em queda e protestos no Egito
Na Europa, os mercados italiano, espanhol, grego e austríaco ficam fechados devido ao feriado de Assunção. Nos demais países, os índices acionários registram perdas, repercutindo a temporada de resultados local e no aguardo dos indicadores industriais norte-americanos.

Também pesa sobre alguns investidores a violência vista no Egito, onde a polícia reprime violentamente manifestantes que apoiam Mohammed Morsi, presidente deposto no início de julho após onda de protestos contra seu governo, o que levou o preço do petróleo no mercado internacional a disparar nesta manhã.