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SÃO PAULO – Em meio à forte disparada das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) logo após a divulgação do resultado do leilão de Libra, o Ibovespa passou a registrar forte valorização nesta segunda-feira (21). Às 16h16 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registra ganhos de 1,09%, a 55.984 pontos. Os papéis da petrolífera correspondem a mais de 10% de participação no índice.
Com o resultado, as ações da petrolífera estatal dispararam. No mesmo horário, os ativos ordinários disparavam 4,33%, a R$ 17,59, chegando a atingir máxima de 5,58%, para R$ 17,80. Enquanto isso, os papéis preferenciais avançavam 5,08%, cotados a R$ 18,84, chegando a disparar 5,86%, a R$ 18,98, na máxima do dia.
Conforme destaca a equipe de análise da XP Investimentos, o leilão de Libra teve um viés positivo, uma vez que não houve ágio, com um valor mínimo oferecido de 41,65% do óleo-lucro exigido para o governo federal.
Além disso, a entrada de outros participantes como a Shell e a Total além das estatais chinesas dão maior credibilidade ao consórcio; isso porque a companhia anglo-holandesa e francesa exigem um retorno mínimo para a participação em novos projetos. Por fim, a participação da Petrobras com uma participação total de 40% não é visto como ruim, assim como a participação da Total e da Shell com 20% cada, participação maior do que das estatais chinesas no consórcio.
Gol também é destaque de alta
Além da Petrobras, ainda na ponta positiva operam a Gol (GOLL4, R$ 11,36, +7,78%), Oi (OIBR3, R$ 4,47, +3,95%; OIBR4, R$ 4,20, +5,00%) e B2W (BTOW3, R$ 17,03, +4,29%). A OGX Petróleo (OGXP3) também ganhou forças e registrava, no mesmo horário, ganhos de 7,32%, a R$ 0,44. As ações da Vale (VALE3;VALE5), que também possuem uma participação de mais de 10% no índice, também registram ganhos, de 1,17% (R$ 35,38) para os papéis ON e de 2,40% (R$ 32,45) para os papéis PNA. A alta se deve ao clima mais otimista em relação à China, após o primeiro-ministro, Li Keqiang, dizer que o país tem base para sustentar um crescimento econômico saudável, com grande potencial de consumo.
Indicadores e discursos nos EUA
Nos EUA, a semana contará com a divulgação de indicadores “atrasados” por conta da paralisação do governo que durou 16 dias. Com isso, amanhã às 10h30 será apresentado o relatório de emprego. Sobre o impasse fiscal, o secretário do Tesouro, Jack Lew, comentou que a paralisação do governo causou danos à economia do país, mas que há espaço para recuperação.
Já o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, comentou em entrevista à CNBC que o Federal Reserve pode começar a retirar seu programa de estímulo monetário, o Quantitative Easing 3, já em dezembro, dependendo dos dados apresentados pela economia do país até lá.
Ainda por lá, as vendas de casas usadas em setembro recuou para 5,29 milhões, ante 5,39 milhões vistos no mês anterior e expectativa de 5,30 milhões. Já os estoques de petróleo recuaram fortemente, com 3,999 milhões de barris na semana finda em 12 de outubro, ante 6,807 milhões vistos no período anterior.
Focus e dados europeus
Entre as referências macro-econômicas, o relatório Focus apontou maior projeção para a Selic, estimando a taxa de juros em 10% neste ano e 10,25% em 2014. Segundo o boletim, o crescimento econômico brasileiro deve atingir 2,50% neste ano, ante projeção anterior de 2,48%. Para 2014, a expectativa de 2,20% foi mantida pela terceira semana consecutiva.
Na Europa, os preços ao produtor alemão subiram 0,3% em setembro, ante expectativa de 0,1% e recuo de 0,1% no mês anterior. No Japão, um indicador de atividade industrial atingiu as projeções e subiu 0,3% em agosto.