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*Atualizada às 11h34 (horário de Brasília)
SÃO PAULO – Após serem fortemente penalizadas na bolsa, as ações da OGX Petróleo (OGXP3) ganham força no pregão desta sexta-feira (15). Às 11h34 (horário de Brasília), as ações da companhia registravam valorização de 7,53%, sendo cotadas a R$ 2,57, enquanto o Ibovespa recuava 0,33%, aos 57.090 pontos. Na máxima do dia, atingiram chegaram a subir 8,79%, a R$ 2,60.
As perspectivas negativas sobre a empresa engataram uma forte pressão vendedora nos papéis nos últimos dias – na véspera as ações alcançaram o menor patamar da história no intraday, quando chegou a valer R$ 2,32. “Isso gerou um movimento de esgotamento dos papéis e que pode estar contribuindo para a valorização nesta sessão. A posição alugada cresceu muito nos últimos dias e está esbarrando no limite”, disse o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.
No mercado, esse movimento é conhecido como “short squeeze”, que ocorre quando o preço da ação sobe de tal forma que os investidores que se posicionaram vendidos no papel buscam fechar suas posições (ou seja, comprar essas ações) e zerar a posição. A principal razão para isso é a falta de ações no mercado para alugar e o limite de risco estabelecido pela BM&FBovespa para essa operação, que está próximo de ser atingido.
Segundo operadores, a taxa de aluguel disparou, chegando em algumas corretoras a 30% ao ano. Com poucos doadores no mercado, e a taxas altíssimas, a posição alugada ontem da OGX era de 236 milhões de ações, enquanto a bolsa estabelecia limite de 250 milhões de ações, segundo dados da BM&FBovespa. Normalmente, o limite para aluguel é equivalente a 20% das ações em circulação no mercado. Se o limite for atingido, a bolsa poderá elevá-lo, se considerar que a operação com aquele ativo atende aos critérios de risco, mas o assunto ainda não foi levantado por ela.
Correção
Brugger ressalta que há outro motivo para essa valorização dos papéis hoje. Por conta da forte perda nos últimos dias, a ação se aproximou de um ponto bastante atrativo de compra. Do dia 7 de março até ontem, as ações OGXP3 acumularam perdas de quase 30%, deixando os papéis em um nível bastante sobrevendido, dando espaço para uma correção para cima no curto prazo.
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“É difícil prever que o preço caia muito mais do que isso, mesmo bancos indicando preço-alvo muito abaixo da cotação atual”, disse. A declaração faz referência ao corte de preço-alvo que sete bancos internacionais anunciaram nesta semana para as ações da petrolífera. O mais pessimistas deles, o Bank of America Merrill Lynch, projeta um target para os papéis de R$ 1,00 – o que representa um potencial de desvalorização de 58,16% em relação ao último fechamento.