Ação da NET despenca com cancelamento da cobrança de ponto-extra da TV a cabo

Acionistas da empresa foram pegos de surpresa com anúncio da decisão pela Anatel; impacto imediato nos resultados

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SÃO PAULO – Depois de iniciarem as negociações desta quinta-feira (16) no campo positivo, as ações preferenciais da NET (NETC4) fecharam com forte queda de 6,42%, cravando com folga a maior desvalorização dentre os papéis que compõem o Ibovespa.

A pressão veio dos rumores – confirmados após o fechamento do pregão – de que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) teria aprovado o cancelamento da cobrança da mensalidade do ponto-extra para a TV a cabo, o que afetaria um dos principais segmentos de atuação da empresa.

Procurada pela InfoMoney, a assessoria da agência não confirmou a informação, mas ressaltou que iria tratar do assunto em uma coletiva de imprensa marcada para as 18h00 (horário de Brasília) desta quinta-feira.

E foi justamente nesta coletiva que o Conselho Diretor da Anatel anunciou oficialmente, por três votos a dois, o fim da cobrança da mensalidade. Dessa forma, assim que a decisão for publicada no Diário Oficial, os assinantes de todo o Brasil não terão mais de pagar pelo serviço, segundo publicado na Agência Brasil.

Possibilidade de novos reajustes

Para a Ativa Corretora, a decisão da gratuidade deverá trazer impacto imediato no resultado da NET, uma vez que o ponto-extra representa, aproximadamente, de 4% a 5% das receitas e 18% do Ebitda – geração operacional de caixa – da companhia.

Por outro lado, a equipe de análise lembra que, desde agosto do ano passado, a empresa já vem implementando reajustes nos contratos de seus clientes com o objetivo de compensar a perda proveniente da cobrança do ponto-extra, o que deverá ser plenamente sentido em sua receita até agosto deste ano.

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Contudo, caso as medidas não sejam suficientes, a Ativa acredita que a companhia poderá implementar novos ajustes nos preços de seus serviços.

Cabe recurso

Segundo a corretora, a NET sinalizou que considera a medida ilegal e deverá entrar com recurso administrativo para manter a liminar que permite à empresa continuar cobrando a mensalidade pelo ponto-extra, revertendo assim os efeitos em seu resultado.